Livro “Contos Velozes”: apoie esse projeto!

Neste projeto, as famosas charges e caricaturas dos Pilotoons se juntam ao saboroso texto do blog “Contos da F1” para reunir momentos emblemáticos do automobilismo.

Histórias curiosas e muitas vezes desconhecidas dos mais aficionados fãs de corridas serão destacadas na publicação.

Os capítulos serão ilustrados com charges dos Pilotoons, do designer Bruno Mantovani, e escritos pelo jornalista Douglas Willians, autor do “Contos da F1”.

Uma parte dos livros será doada para instituições em prol de crianças carentes idealizadas pelos pilotos da STOCK CAR, Rafael Suzuki e Guga Lima.

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Cingapura-2016: Kvyat mostra serviço após ‘rebaixamento’

Daniil Kvyat (Toro Rosso) travou bom duelo com Max Verstappen (Red Bull): russo terminou em nono em Marina Bay

Daniil Kvyat (Toro Rosso) travou duelo com Max Verstappen (Red Bull): russo foi 9º em Marina Bay

Daniil Kvyat se tornou o “patinho feio” da Fórmula 1 em 2016. Após iniciar a temporada na Red Bull, o russo foi “rebaixado” para a Toro Rosso, depois de ser defenestrado pelo ‘circo’ devido a sua atuação no GP da Rússia, em Sochi. Enquanto o seu substituto, Max Verstappen, já venceu corrida – justamente em sua estreia na Red Bull, no GP da Espanha, em Montmeló –, Kvyat se viu numa verdadeira encruzilhada na carreira. Desde o “rebaixamento”, não conseguiu se impor diante de Carlos Sainz Jr., seu companheiro na Toro Rosso. Pior: muitos têm pedido sua cabeça. Apesar de Helmut Marko, consultor da Red Bull, garantir que Daniil estará no grid em 2017, há quem duvide da presença do piloto na próxima temporada. O russo tem ciência de que está sendo visado. E acelerar passou a ser a única alternativa para seguir na categoria.

No GP de Cingapura, disputado no último domingo, em Marina Bay, Kvyat espantou a “maré de azar” que havia assolado sua trajetória em 2016. Durante todo o fim de semana, o russo foi combativo, andando sempre entre os 10 primeiros. No fim, terminou em nono, colado em Sergio Pérez (Force India). Foi seu melhor resultado desde que deixou a Red Bull. Os dois pontos foram os primeiros conquistados por Daniil desde o GP da Inglaterra, em Silverstone. Além de dar fim ao jejum de quatro corridas sem pontuar, Kvyat ajudou a Toro Rosso a manter o sonho de terminar o Mundial de Construtores em sexto, à frente da McLaren. Sem os pontos do russo, seria quase impossível para a equipe de Faenza alcançar o time de Woking – depois da prova de Marina Bay, a vantagem da McLaren subiu de três para sete pontos (54 a 47), por conta do sétimo lugar de Fernando Alonso.

O bom desempenho do STR11 em Marina Bay ajudou Kvyat a se reabilitar no Mundial

O bom desempenho do STR11 em Marina Bay ajudou na reabilitação de Kvyat no Mundial

Logo na sexta-feira, Kvyat percebeu que seria um fim de semana diferente. Logo que entrou no circuito de rua de Cingapura, o russo sentiu seu STR11 adaptado à pista. Após os dois treinos livres do dia, Daniil figurou em 10º, com 1m46s029. Kvyat ficou a 0s522 de Sainz Jr.,  que anotou 1m45s507, e a 1s877 de Nico Rosberg (Mercedes), o mais rápido do da sexta, com 1m44s152. “Nós tentamos muitas coisas nos dois treinos, e acho que foi uma sexta-feira estimulante. Vamos agora tentar aprender o máximo que pudermos para amanhã (sábado) e tentar maximizar o potencial que eu sinto que temos aqui. Acho que podemos ser fortes, e fico feliz em ver que parecemos mais competitivos do que nas corridas anteriores. Obviamente, precisamos continuar trabalhando duro, mas eu estou pronto para isso”, observou.

Qualificar vinha sendo um problema para Kvyat, desde que retornou para a Toro Rosso. Nas últimas corridas, se tornou um martírio. Após ser barrado no Q1 nas últimas três etapas – Alemanha, Bélgica e Itália –, enfim, o russo pôde respirar aliviado. Com um bom acerto de seu STR11, Daniil avançou para o Q3 de Marina Bay. No fim do qualifying de sábado, terminou em sétimo, com 1m44s469. Kvyat ficou a 0s272 de Sainz Jr., sexto com 1m44s197, e a 1s885 de Nico Rosberg (Mercedes), pole com 1m42s584. Após a sessão, Daniil parecia ter tirado um peso das costas, expressando satisfação com o resultado.

Após ser barrado no Q1 por três etapas consecutivas, Kvyat avançou para o Q3 em Cingapura

Após ser barrado no Q1 nas três etapas anteriores, Kvyat avançou para o Q3 em Cingapura

“Foi um ótimo dia para mim. A última volta foi boa, e apesar de eu ter apenas um jogo de ultramacios novos no Q3, tive uma performance sólida. Podemos ficar satisfeitos. É sempre agradável quando o carro está em seu melhor momento na última volta. É encorajador ver que estamos de volta às posições onde deveríamos estar, mostrando que somos competitivos aqui, e espero que possamos ter uma boa corrida amanhã (domingo). Tudo pode acontecer, mas só precisamos manter a concentração, a paciência e aproveitar qualquer chance surgida em nosso caminho. Estamos bem posicionados, agora só temos de maximizar o que alcançamos hoje (sábado)”, disse o russo.

A tumultuada largada do GP de Cingapura de 2016: ao fundo, o acidentado Nico Hulkenberg (Force India)

A tumultuada largada do GP de Cingapura: ao fundo, o acidentado Nico Hulkenberg (Force India)

A corrida

Mesmo com o desempenho positivo na sexta e no sábado, Kvyat manteve-se reticente quanto às suas possibilidades no GP de Cingapura. Ao alinhar seu Toro Rosso na sétima posição no grid, havia a expectativa de um bom resultado. Porém, diante do que estava acontecendo com o russo durante a temporada, tudo poderia acontecer. Na noite de domingo, 18 de setembro de 2016, Marina Bay quase foi palco de um super acidente. Assim que as luzes vermelhas se apagaram, Max Verstappen (Red Bull) ficou pelo caminho. Ao desviar do holandês, Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso) tocou em Nico Hulkenberg (Force India). O alemão perdeu o controle de seu bólido, rodou na frente de Verstappen e bateu no ‘pit wall’. Apesar do susto, não houve “efeito-dominó”. Todavia, foi necessária a entrada do safety car para a retirada do carro de Hulk.

Largando com pneus ultramacios, Daniil foi superado por Fernando Alonso (McLaren), que saltou bem e pulou para quinto. Entretanto, se aproveitou da péssima saída de Verstappen e do toque sofrido por Sainz para assumir a sexta posição. Quando a relargada foi dada, na volta 3, Kvyat se manteve no top 6, andando no ritmo de Alonso. Por outro lado, era perseguido por Sainz. Porém, uma aleta do carro do espanhol estava avariada após o toque em Hulkenberg, e Carlos foi obrigado a parar nos boxes na volta 7. O pit stop de Sainz colocou Kvyat na alça de mira de Verstappen, que passava a ocupar a sétima posição. Max acompanhava Daniil, mas não conseguia se livrar do russo. Diante do impasse, a Red Bull chamou o holandês para os boxes, na volta 14. Na passagem seguinte, a Toro Rosso trouxe Kvyat para o pit, trocando os ultramacios pelos supermacios.

Apesar da pressão, Kvyat segurou Verstappen na primeira parte da corrida

Apesar da pressão, Kvyat (à frente) segurou Verstappen (ao fundo) na primeira parte da corrida

No retorno à pista, Daniil se viu em 12º, justamente à frente de Max. Na volta 17, com o pit stop dos brasileiros Felipe Massa (Williams) e Felipe Nasr (Sauber), Kvyat ingressou no top 10. Após a parada de Kevin Magnussen (Renault), na volta 18, o russo subiu para nono. Na passagem seguinte, foi a vez de Esteban Gutiérrez (Haas) realizar seu pit, fazendo com que Daniil passasse a ocupar a oitava colocação. Naquele momento, Kvyat voltava a perseguir Alonso, o sétimo. Todavia, sofria com a pressão de Verstappen, o nono. Na volta 20, Max investiu sobre Daniil, mas o russo da Toro Rosso impediu o avanço do holandês da Red Bull. Após o pit stop de Sebastian Vettel (Ferrari), na volta 24, Kvyat ascendeu para o sétimo lugar. Mas não tinha sossego: Verstappen estava colado.

Apesar da insistência, Max não conseguia executar a ultrapassagem sobre Daniil. Com o impasse, Verstappen antecipou seu segundo pit stop, parando na volta 27. A parada do holandês deu sossego para Kvyat, que passou a pressionar Alonso. Na volta 29, a vantagem do espanhol sobre o russo era de 1s4. Mesmo andando forte, Daniil ficou atrás de Fernando. Apenas com a parada de Alonso, na volta 33, Kvyat assumiu o sexto lugar. Porém, já contava com a pressão de Vettel, que fazia uma excelente prova de recuperação – o alemão largou em último em Marina Bay. Na volta 36, Sebastian superou Danill, que já sofria com o desgaste dos compostos supermacios. Na passagem seguinte, a Toro Rosso chamou Kvyat para seu segundo e definitivo pit stop. Na troca, colocou novamente pneus supermacios. No retorno à pista, se viu em 11º.

Kvyat atacou Sergio Pérez (Force India), mas escapou da pista. No fim, chegou colado no mexicano

Kvyat atacou Sergio Pérez (Force India), mas escapou da pista. No fim, chegou colado no mexicano

Na volta 39, após o pit stop de Magnussen, Daniil recuperou seu lugar no top 10. Depois da parada de Massa, na volta 43, o russo da Toro Rosso subiu para nono. Na volta 45, foi a vez de Verstappen ir aos boxes. Na saída, o holandês se viu colado em Kvyat. Novamente, Max se deparava com Daniil. Se no primeiro encontro dos dois em Marina Bay, a vantagem foi de Kvyat, no segundo, Verstappen fez valer o melhor desempenho de seu Red Bull. Na volta 48, na tentativa de superar Sergio Pérez (Force India), no duelo pelo sétimo lugar, Daniil saiu da pista, mas voltou à frente do mexicano. Naquele instante, Verstappen superou Pérez, e partiu para o ataque. Por ter executado a ultrapassagem sobre Checo fora da área permitida, Kvyat não ofereceu resistência. Além de ser superado por Max, Daniil cedeu o oitavo lugar para Sergio, para não ser punido pela direção de prova.

A partir daí, Kvyat iniciou uma perseguição implacável pelo oitavo lugar. Entretanto, não conseguiu ultrapassar Pérez. No fim, Nico Rosberg (Mercedes) ficou com a vitória do GP de Cingapura, reassumindo a liderança do Mundial. Daniel Ricciardo (Red Bull) terminou em segundo, seguido por Lewis Hamilton (Mercedes). Após a corrida, o russo se mostrou satisfeito com seu desempenho em Marina Bay, e celebrou o nono lugar. “Acho que fiz o máximo que podia hoje (domingo). Me diverti bastante, com ótimas disputas na pista. Infelizmente, após um bom primeiro trecho, as coisas não funcionaram como o esperado. Ficamos presos atrás de (Sergio) Pérez e não tínhamos velocidade suficiente nas retas para ultrapassá-lo. Forcei até o último centímetro e deixei minha alma na pista. É uma pena, mas estou feliz por voltar aos pontos”, explicou Kvyat.

Com os dois pontos, Kvyat manteve a Toro Rosso viva no duelo com a McLaren pelo 6º lugar do Mundial de Construtores

Com os pontos, Kvyat manteve a Toro Rosso viva no duelo com a McLaren pelo 6º lugar do Mundial

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Itália-2016: Pérez reclama, mas obtém top 8 em Monza

Sergio Pérez teve dificuldades, mas levou a Force India ao oitavo lugar em Monza

Sergio Pérez teve dificuldades, mas levou a Force India ao 8º lugar: missão não-cumprida em Monza

Sergio Pérez tinha um objetivo em mente quando desembarcou em Monza, palco do GP da Itália de 2016: tirar Valtteri Bottas (Williams) do sétimo lugar do Mundial de Pilotos. Após conquistar o quinto lugar no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, o mexicano ficou a quatro pontos do finlandês na tabela de classificação – Valtteri estava com 62, contra 58 de Checo. As características do velocíssimo circuito italiano pareciam favorecer Sergio e a Force India nessa disputa particular. Todavia, a equipe indiana se viu atrás da Williams durante todo o fim de semana. Apesar do esforço, Pérez teve que se contentar com o oitavo lugar, duas posições atrás de Bottas, sexto em Monza. Com o resultado, o latino viu o finlandês abrir para oito pontos sua vantagem no duelo pela sétima posição da temporada – 70 a 62.

O desempenho abaixo das expectativas fez com que a escuderia de Vijay Mallya perdesse o quarto lugar no Mundial de Construtores para o time de Frank Williams – a equipe de Grove subiu para 111, contra 108 da rival indiana (que mantém sede em Silverstone). O revés no GP da Itália surpreendeu a Force India. Após o bom fim de semana em Spa, esperava-se repetir a dose em Monza. Contudo, desde o momento em que Pérez e Nico Hulkenberg levaram o VJM09 para a pista, viu-se que seria uma missão quase impossível colocar os dois carros entre os cinco primeiros – como na etapa belga. Na sexta-feira, dia dos primeiros treinos no traçado italiano, Checo ficou em 13º, com 1m24s650. O mexicano ficou a 0s063 de Hulkenberg, 12º com 1m24s587, e a 1s849 de Lewis Hamilton (Mercedes), o melhor da sexta com 1m22s801.

O mexicano reclamou da falta de equilíbrio do VJM09 no circuito italiano: Force India foi superada pela Williams na Itália

O mexicano reclamou da falta de equilíbrio do VJM09: Force India foi superada pela Williams na Itália

Diante do discretíssimo resultado nas sessões livres, a Force India acionou o alerta nos boxes, para apreensão de Pérez. “Não acho que hoje (sexta) foi bem como nós pensávamos. O equilíbrio do carro ainda não está onde eu quero, por isso precisamos entender o por quê. Há ainda alguns décimos que podemos encontrar e deve ser um bom ponto de partida. Os tempos mostram que a batalha no pelotão intermediário é ainda mais estreita do que o habitual, por isso precisamos continuar pressionando para melhorar”, afirmou Sergio, que utilizou o halo pela primeira vez em seu bólido. “Foi apenas uma volta de instalação, mas não senti quaisquer problemas com a visibilidade. Saindo do carro é um pouco mais difícil, mas será interessante ver como esta tecnologia se desenvolve ao longo do tempo”, analisou.

No sábado, a Force India encontrou um acerto mais eficiente, o que colocou seus dois pilotos no top 10 da qualificação. Tanto Pérez quanto Hulkenberg avançaram para o Q3 de Monza. Na sessão decisiva, Checo alcançou o oitavo tempo, com 1m22s814, 0s022 à frente de Hulk, nono no grid com 1m22s836. O mexicano ficou a 1s619 de Lewis Hamilton (Mercedes), pole do GP da Itália com 1m21s135. “Acho que podemos ficar satisfeitos com o resultado de hoje (sábado). Temos enfrentado dificuldades o fim de semana inteiro, mas trabalhamos realmente duro na noite passada para melhorar o equilíbrio do carro e demos um passo à frente na classificação. Alguns de nossos rivais parecem ter um ritmo bem forte, mas creio que maximizamos nosso esforço, com os nossos dois carros entre os 10 primeiros. Em geral, foi uma sessão empolgante”, observou Sergio.

Na largada do GP da Itália, Pérez se aproveitou da má saída de Verstappen e subiu para sétimo

Na largada do GP da Itália, Pérez se aproveitou da má saída de Verstappen e subiu para sétimo

A corrida

Em 4 de setembro de 2016, 22 pilotos alinharam para a disputa do GP da Itália, em Monza. Sob um céu parcialmente nublado, Pérez se colocou na oitava posição do grid, calçando pneus supermacios  – o que lhe impediria de fazer um longo primeiro stint. Dessa forma, forçar desde o início era preciso para alcançar um bom resultado. Quando os carros partiram para o contorno da primeira chicane do traçado italiano, Checo foi cauteloso. Ainda assim, se aproveitou da má saída de Max Verstappen (Red Bull) para assumir o sétimo lugar. A partir daí, o mexicano não conseguia acompanhar o ritmo de Daniel Ricciardo (Red Bull), o sexto. Por outro lado, não era incomodado por Felipe Massa (Williams), o oitavo. O brasileiro, aliás, foi um dos nomes mais comentados do fim de semana, após anunciar que se retiraria da F1 ao fim da temporada.

Despedidas à parte, Pérez queria saber de acelerar. Sem chance de pressionar Ricciardo, restava ao mexicano esperar como as equipes lidariam com as opções estratégicas para a prova italiana. O momento da parada poderia determinar o resultado da corrida. Logo na volta 13, Valtteri Bottas (Williams) foi para os boxes. Assim, Checo subiu para sexto. Todavia, ficaria ali apenas por duas voltas. Na 15, o latino foi chamado pela Force India para realizar seu primeiro pit stop. Na troca, o time sacou os pneus supermacios e colocou os compostos macios. Assim, Sergio permaneceria por mais tempo na pista. Por outro lado, o jogo não resistiria até o fim da prova, o que forçaria o mexicano a fazer uma segunda parada.

Durante a corrida, Pérez andou à frente de Hulkenberg: ambos terminaram no top 10 de Monza

Durante a corrida, Pérez andou à frente de Hulkenberg: ambos terminaram no top 10 de Monza

No retorno à pista, o asteca se viu em 10º, atrás de Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso). Na volta 16, Pérez superou o espanhol. Com a ida de Massa para os boxes, na mesma passagem, o piloto da Force India subiu para oitavo. Na volta 22, Sergio ultrapassou Romain Grosjean (Haas) – que ainda não havia feito seu pit stop -, assumindo a sétima colocação. Quem também passou Grosjean foi Verstappen, que tentava se recuperar na corrida. Diante da perseguição do holandês, a Force India resolveu alterar a estratégia do mexicano. A fim de segurar Max, o time indiano antecipou a segunda parada de Pérez. Dessa forma, apostaria na força do motor Mercedes para evitar que o jovem da Red Bull o superasse.

Na volta 28, Sergio foi aos boxes. No pit stop, o time colocou um novo jogo de pneus macios. Com isso, iria até o fim com aqueles compostos. Ao retornar à pista, estava em 11º, atrás de Fernando Alonso (McLaren). Com os novos pneus, Pérez partiu para o ataque sobre Alonso – afinal, não podia perder tempo no duelo contra Verstappen. Na volta 32, Checo ultrapassou Alonso e assumiu o 10º lugar. Com a parada de Nico Hulkenberg (Force India) na 34, o latino passou para a nona posição. Na volta 36, Verstappen foi aos boxes, e Sergio se viu à frente do holandês, na oitava colocação. Pronto: a estratégia de barrar Max havia surtido efeito. Com a parada de Massa na 37, Pérez reassumiu o sétimo lugar.

Pérez sai dos boxes à frente de Verstappen: estratégia ousada não surtiu resultado

Pérez sai dos boxes à frente de Verstappen: estratégia ousada não surtiu resultado

Apesar da tática ter funcionado inicialmente, Checo teria que lidar com Verstappen e Massa utilizando pneus em melhor estado. Com o passar das voltas, o rendimento do mexicano despencou, possibilitando a aproximação de Max e de Felipe. O holandês passou a pressionar o latino pelo sétimo lugar. Na volta 48, Verstappen contornou a Curva Grande colado em Pérez. Na freada da segunda chicane, o jovem da Red Bull foi para cima de Sergio, que saiu da pista para evitar o choque. A estratégia que parecia dar certo não funcionou conforme planejou a Force India. Checo caiu para oitavo, e não conseguia mais acompanhar Verstappen. Pior: viu Massa se aproximar perigosamente, ameaçando seu lugar no top 8.

Mesmo com as investidas de Massa, Pérez conseguiu se manter em oitavo, completando o GP da Itália novamente na zona de pontos. A vitória em Monza ficou com Nico Rosberg (Mercedes), seguido por Lewis Hamilton (Mercedes) e Sebastian Vettel (Ferrari). Ao final da corrida, Sergio lamentou o resultado. “Eu não me diverti tanto na pista hoje (domingo). Para mim, foi uma corrida solitária durante a maior parte do tempo. Acho que conseguimos o melhor resultado possível. Tentamos uma estratégia agressiva, antecipando o segundo pit stop para tentar cobrir Verstappen, mas foi cedo demais e fomos muito pressionados por Massa no final. Foi importante ficar à frente dele. Sabíamos que seria uma prova desafiadora, e isso mostra que precisamos continuar trabalhando duro”, finalizou o mexicano.

Com o 8º lugar, Pérez ficou a 8 pontos de Valtteri Bottas (Williams), sétimo no Mundial

Com o 8º lugar em Monza, Pérez ficou a 8 pontos de Valtteri Bottas (Williams), sétimo no Mundial

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Bélgica-2016: Hulk flerta com o pódio, mas fica em quarto

Hulkenberg foi um dos destaques do GP da Bélgica de 2016, em Spa-Francorchamps: importante 4º lugar

Nico Hulkenberg (Force India) foi um dos destaques do GP da Bélgica de 2016, em Spa: bom 4º lugar

A espera de Nico Hulkenberg por um pódio na Fórmula 1 chega a ser angustiante. No GP da Bélgica de 2016, disputado no último domingo, em Spa-Francorchamps, o alemão da Force India completou 107 GPs na carreira. Desde que iniciou sua trajetória na categoria máxima do automobilismo, em 2010, nunca visitou o palco de celebração. Caso um dia alcance o top 3, se tornará o piloto que mais tempo demorou para chegar lá – Martin Brundle, o atual recordista, levou 91 GPs para subir num pódio. Em Spa, Hulk parecia dar fim a esse tabu. O germânico andou em boa parte da corrida entre os três primeiros. E poderia ter concretizado seu sonho, não fosse o acidente de Kevin Magnussen (Renault) – que interrompeu a prova e arruinou com sua estratégia de corrida. Apesar de ter perdido a terceira posição para Lewis Hamilton (Mercedes), o alemão pôde celebrar a conquista de uma importante quarta colocação.

O top 4 em Spa foi o melhor resultado de Hulkenberg na temporada, igualando seus principais desempenhos na F1 – também foi quarto nos GP da Bélgica de 2012, em Spa, e da Coreia do Sul de 2013, em Yeongam. Graças ao desempenho de Nico e de Sergio Pérez – que terminou em quinto em Spa –, a Force India superou a Williams na tabela de classificação, assumindo o quarto lugar no Mundial de Construtores. Com os 22 pontos obtidos na etapa belga, o time indiano passou a somar 103 pontos, contra 101 da equipe inglesa. Foi o melhor fim de semana da escuderia desde o GP do Bahrein de 2014, em Sakhir – quando Pérez foi terceiro e Hulkenberg, o quinto. E ele veio justamente na Bélgica, onde o time de Vijay Mallya sempre obteve bons resultados – em 2009, Giancarlo Fisichella conquistou o primeiro pódio da escuderia ao terminar em segundo, e, em 2015, Checo alcançou um bom top 5.

Desde os treinos de sexta, o VJM09 se mostrou competitivo no circuito belga

Desde os treinos de sexta, o VJM09 de Hulkenberg se mostrou competitivo no circuito belga

Diante da perspectiva positiva, Nico e Sergio desembarcaram otimistas na Bélgica, e aceleraram forte em Spa desde o início dos treinos livres, na sexta-feira. O VJM09, impulsionado pelo propulsor Mercedes, se sentiu em casa na pista belga. Hulkenberg obteve o quarto melhor tempo (combinando os resultados das duas sessões livres), com 1m48s657 – a 0s572 de Max Verstappen (Red Bull), o melhor do dia com 1m48s085. O alemão ficou 0s443 à frente de Pérez, o sétimo mais veloz com 1m49s100. “Foi um bom começo depois das férias. Não tivemos nenhum problema, e fomos capazes de cumprir o nosso programa como planejado. Coletamos os dados habituais e demos alguns passos muito bons entre as sessões. Não estava muito feliz com o equilíbrio na parte da manhã, mas fomos capazes de melhorá-lo para a sessão da tarde”, analisou Hulk, após os treinos.

No sábado, Hulkenberg e Pérez estiveram sempre entre os melhores colocados. O VJM09 se portava melhor que a Williams e a McLaren em velocidade plena, ficando atrás somente de Mercedes, Ferrari e Red Bull. Como Lewis Hamilton (Mercedes) pagaria uma punição por ter trocado as unidades de potência de seu bólido e largaria no fim do grid, o alemão e o mexicano acabaram tendo suas vidas facilitadas na qualificação. Ambos superaram o Q1 e o Q2 sem maiores empecilhos. No Q3, Checo arrancou um bom sexto tempo, com 1m47s407, 0s136 mais veloz do que Hulk, sétimo com 1m47s543. O alemão ficou a 0s799 de Nico Rosberg (Mercedes), pole position do GP da Bélgica de 2016, com 1m46s744.

No sábado, Hulk assegurou o sétimo lugar no grid: falha na unidade de potência prejudicou alemão

No sábado, Hulk assegurou o sétimo lugar no grid: falha na unidade de potência prejudicou alemão

Apesar de conquistar uma boa posição de largada, Hulkenberg reclamou ter enfrentado um problema de motor na sessão que definiu o grid. “Estou razoavelmente satisfeito com nossa performance hoje (sábado). O Q1 e o Q2 correram de acordo com o plano, mas tive um problema com a unidade de potência durante o Q3, e isso me custou algum tempo nas retas. Teremos de largar com os pneus supermacios, mas acho que tomamos a decisão certa ao usá-los no Q2, porque teria sido difícil passar para a Q3 com os macios. Certamente, será uma corrida desafiadora se o tempo continuar quente, porque Spa já é uma pista que exige bastante dos pneus em condições amenas. Precisamos explorar nossas opções esta noite e tomar as decisões corretas amanhã (domingo)”, afirmou o germânico.

Largada do GP da Bélgica de 2016, em Spa: segundos depois, o acidente entre Verstappen, Vettel e Raikkonen

Largada do GP da Bélgica de 2016: segundos depois, o acidente entre Verstappen, Vettel e Raikkonen

A corrida

O GP da Bélgica de 2016, disputado no último domingo, 28 de agosto, marcou a estreia de Esteban Ocon na F1 – o francês substituiu o indonésio Rio Haryanto na Manor. Porém, a etapa seria realmente marcada por uma polêmica largada, que misturou as forças e elevou Hulkenberg para uma posição de destaque. Assim que as luzes vermelhas se apagaram, Max Verstappen (Red Bull), Kimi Raikkonen (Ferrari) e Sebastian Vettel (Ferrari) se enroscaram na entrada da La Source – a primeira curva do circuito belga. Vettel ficou pelo caminho, enquanto Verstappen e Raikkonen seguiram à frente de Hulkenberg. Contudo, Max e Kimi estavam com os carros avariados. Nico ultrapassou os dois, saltando para segundo. A mesma sorte não sorriu para Sergio Pérez – o mexicano foi atrapalhado por Verstappen, Raikkonen e Vettel, despencando na classificação. Ao fim da volta 1, apenas Nico Rosberg (Mercedes) estava à frente de Hulk.

Diante dos múltiplos incidentes na passagem inicial – além do choque entre Max, Kimi e Sebastian, houve toques envolvendo Pascal Wehrlein (Manor), Jenson Button (McLaren) e Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso) –, a direção de prova acionou o VSC (virtual safety car) na volta 2. A corrida foi retomada na volta 4. Calçando pneus supermacios, a tendência era a de que Hulkenberg fosse obrigado a parar nos boxes antes do líder Rosberg e do terceiro colocado Daniel Ricciardo (Red Bull) – ambos largaram com compostos macios. Enquanto o alemão da Mercedes disparava na ponta, o germânico da Force India colocava vantagem sobre o australiano da Red Bull. Na volta 6, Kevin Magnussen (Renault) sofreu um impressionante acidente na saída da Eau Rouge. O dinamarquês sofreu um corte no tornozelo, mas deixou o cockpit sem maiores problemas.

Hulkenberg segura Ricciardo e Massa na Reta Kemmel: alemão teve atuação destacada em Spa

Hulkenberg segura Ricciardo e Massa na Reta Kemmel: alemão teve atuação destacada em Spa

A batida de Magnussen fez com que o safety car entrasse na pista. Quase que imediatamente, Hulk tratou de ir para os boxes. Na troca, a Force India sacou os supermacios e colocou macios. No retorno, o germânico estava em terceiro, atrás somente de Rosberg e Ricciardo. A estratégia parecia perfeita: quando Nico e Daniel fossem para os boxes realizar o primeiro pit stop, Hulk assumiria a ponta. Todavia, o impacto do carro do dinamarquês foi tão forte que destruiu parte do guard-rail na região da Raidillon. Dessa forma, foi agitada a bandeira vermelha na volta 10, para que houvesse o conserto da proteção. Com a interrupção da prova, a tática do time indiano acabou sendo anulada – segundo o regulamento da FIA, quando uma corrida é paralisada, os pilotos podem trocar seus pneus. Assim, todos acabaram utilizando novos compostos.

Apenas 17 minutos depois da paralisação, o GP da Bélgica foi reiniciado. Hulkenberg se defendeu de ataque de Fernando Alonso (McLaren) e seguiu em terceiro, atrás de Rosberg e Ricciardo. Na volta 11, Lewis Hamilton (Mercedes) ultrapassou Alonso e subiu para quarto. O inglês, que largou em 21º, foi um dos principais beneficiados com a interrupção da corrida. A partir daí, Hamilton iniciou perseguição a Hulk. Na volta 14, a vantagem de Nico sobre Lewis era de apenas 0s7. Apesar de calçar pneus médios, o líder do Mundial não deu sossego para o germânico. Utilizando o DRS na Reta Kemmel, o tricampeão superou o alemão, que caiu para quarto. Ainda assim, a esperança de subir no pódio não tinha acabado. Na volta 21, Hamilton foi aos boxes para colocar pneus macios. Na troca, a Mercedes se atrapalhou, e o tricampeão perdeu preciosos segundos.

Acidente de Magnussen recolocou Hamilton na briga pelo pódio e prejudicou tática de Hulk

Acidente de Magnussen recolocou Hamilton na briga pelo pódio e prejudicou tática de Hulkenberg

A parada de Lewis fez com que Hulkenberg recuperasse o terceiro lugar. Porém, foi por pouco tempo. Na volta 24, a Force India chamou Nico para o pit stop. Na troca, o time colocou pneus médios no bólido do germânico. O objetivo era um só: não parar mais nos boxes. Como Hamilton iria mais uma vez aos boxes, havia a possibilidade de retornar ao top 3. Hulk voltou à pista lado a lado com Alonso, chegando a se tocar com o espanhol na saída do pit. Após ficar à frente de Fernando, Nico se viu em quinto, atrás de Pérez. Na passagem seguinte, foi a vez do mexicano fazer sua parada definitiva, reconduzindo Nico para o quarto lugar. A partir daí, o germânico da Force India passou a fazer o impossível: tentar impedir que Hamilton colocasse vantagem, parasse e voltasse à pista em terceiro. Na volta 32 – oito voltas depois da parada de Hulk –, Lewis abriu 16s8 sobre o alemão. Apesar de ampla, a vantagem era insuficiente para o britânico manter o terceiro lugar.

Na volta 33, Hamilton realizou seu pit stop. No retorno, saiu colado em Hulkenberg. A estratégia da Force India havia funcionado. Todavia, segurar Lewis era impossível. Na passagem seguinte, o inglês repetiu o que fez na volta 18: na Kemmel, abriu a asa e bateu Nico. Novamente, o tricampeão era terceiro. Novamente, o germânico caía para quarto. E, mais uma vez, o pódio escapava de Hulkenberg. A vitória do GP da Bélgica ficou com Rosberg, seguido por Ricciardo e Hamilton. Hulk terminou em quarto, seguido por Pérez. No fim, o saldo foi positivo: em Spa, Nico conquistava seu terceiro quarto lugar na carreira, igualando seu melhor desempenho na Fórmula 1, e colocava a Force India no top 4 dos Construtores.

Em Spa, Hulk conquistou seu terceiro 4º lugar na carreira: os outros vieram em Spa-2012 e Yeongam-2013

Em Spa-2016, Hulk obteve seu terceiro 4º lugar: os outros vieram em Spa-2012 e Yeongam-2013

“O resultado de hoje (domingo) é monumental para a equipe, e estou muito feliz com o quarto lugar. Houve algumas circunstâncias incomuns, mas estávamos lá para aproveitar as oportunidades e marcar alguns pontos importantes. Na largada, as coisas funcionaram realmente bem para mim. Eu estava em segundo acompanhando Nico (Rosberg), e abrindo vantagem do grupo de carros atrás de mim. Infelizmente, a bandeira vermelha custou caro, porque neutralizou as coisas e agrupou todos novamente. A relargada foi limpa e o restante da prova bem gerenciado – só controlei o meu ritmo e cuidei dos pneus. Houve uma batalha com Fernando (Alonso) na saída do pit, mas conseguimos ficar à frente e manter a quarta posição. Talvez, se as coisas tivessem sido ligeiramente diferentes, poderíamos ter subido ao pódio, mas estou satisfeito com o quarto lugar”, observou Hulkenberg.

Hulkenberg é 10º no Mundial, com 45 pontos, contra 58 de Sergio Pérez: dupla coloca Force India em 4º no Mundial

Hulk é 10º entre os Pilotos, com 45 pontos, contra 58 de Pérez: com eles, a Force India é 4ª no Mundial

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Alemanha-2016: Hulk, o ‘melhor dos mortais’ em Hockenheim

Com pneus supermacios, Nico Hulkenberg (Force India) derrotou Valtteri Bottas (Williams), que calçava médios, e assegurou top 7

Nico Hulkenberg (Force India) derrotou Valtteri Bottas (Williams) no fim e assegurou top 7 em casa

Alcançar um sétimo lugar nem sempre é motivo de satisfação para um piloto. Porém, se Mercedes, Red Bull e Ferrari, as equipes dominantes de 2016, não enfrentam problemas, o top 7 acaba se tornando o melhor dos resultados. Que o diga Nico Hulkenberg (Force India). No último domingo, durante a disputa do GP da Alemanha, em Hockenheim, o germânico foi o “melhor dos mortais”, assegurando a sétima posição após derrotar Valtteri Bottas (Williams) e ficar à frente de Jenson Button (McLaren), Sergio Pérez (Force India) e Fernando Alonso (McLaren). Nico não pôde sequer pensar em se aproximar de Kimi Raikkonen (Ferrari), o sexto colocado – recebeu a bandeirada 33 segundos atrás do finlandês. Ainda assim, Hulk foi o único que não pilotava um carro dos três principais times do ano a não tomar volta de Lewis Hamilton (Mercedes), o vencedor da prova germânica.

Os seis pontos conquistados em Hockenheim fizeram com que Hulkenberg assumisse o 10º lugar no Mundial de Pilotos, com 33 pontos. Além disso, a sétima colocação ajudou a Force India a se aproximar ainda mais da Williams na disputa pelo quarto lugar do Mundial de Construtores. Após a etapa alemã, o time indiano ficou a 15 pontos da rival britânica – a equipe de Vijay Mallya somou 81 pontos, contra 96 da escuderia de Frank Williams. Com a queda de desempenho da Williams, a meta da Force India em alcançar o top 4 entre os Construtores passou a ser realista – até porque ainda restam nove corridas a serem disputadas em 2016. E esse cenário só tem se tornado possível graças à ascensão do VJM09 durante a temporada. No circuito germânico, tanto Hulk quanto Pérez voltaram a mostrar o quanto o bólido evoluiu em comparação com o início do ano.

Com a bola toda: nos treinos, Hulkenberg só foi superado pelas duplas da Mercedes, Red Bull e Ferrari

Com a bola toda: nos treinos, Hulkenberg só foi superado pelas duplas da Mercedes, Red Bull e Ferrari

Na sexta-feira, dia dos primeiros treinos em Hockenheim, Hulkenberg anotou 1m16s781 na segunda sessão, ficando a 1s264 de Nico Rosberg (Mercedes), que marcou o melhor tempo do dia no primeiro treino livre, com 1m15s517. Com as marcas combinadas, o germânico da Force India foi o sétimo mais rápido do dia, atrás apenas das duplas de Mercedes, Red Bull e Ferrari, as três melhores equipes da temporada. O alemão superou Pérez em 0s348 – o mexicano foi o nono mais veloz, com 1m17s148. “Estou muito feliz. Foi um início muito tranquilo para o fim de semana. Nós corremos toda a manhã com o composto médio, que parece ser um bom pneu, e trabalhamos com o macio e o supermacio à tarde. O ritmo parece bom e me senti muito confortável no carro, especialmente na segunda sessão, quando a pista melhorou. No geral, foi um começo positivo”, analisou Hulk.

O otimismo do alemão não foi por acaso. No sábado, os dois carros da Force India avançaram para o Q3 de Hockenheim. No fim da sessão, Hulkenberg anotou 1m15s510, assegurando o sétimo lugar. O tempo do germânico foi apenas 0s027 mais veloz que o de Pérez, nono colocado com 1m15s537. Por outro lado, a marca de Hulk ficou a 1s147 da de Nico Rosberg (Mercedes), pole do GP da Alemanha de 2016 com 1m14s363. “Nosso objetivo é sempre maximizar nosso potencial, e parece que conseguimos isso hoje (sábado). Quase todas as minhas voltas foram limpas e meu último esforço na Q3 foi preciso. Podemos esperar uma luta dura pelos pontos amanhã (domingo). O ritmo em trechos longos também foi competitivo, portanto temos todas as chances de obter um ótimo resultado”, afirmou Hulkenberg.

Após anotar o 7º lugar no Q3, Hulkenberg foi punido e perdeu uma posição no grid: oitavo lugar, atrás de Bottas

Após o Q3, Hulkenberg foi punido e perdeu uma posição no grid: oitavo lugar, atrás de Bottas

Após a sessão, entretanto, Nico acabou recebendo uma penalidade de uma posição no grid. Os comissários consideraram que o alemão da Force India utilizou um conjunto de pneus na classificação que deveria ter sido devolvido após o treino livre de sábado. Dessa forma, Hulkenberg caiu para oitava posição, perdendo lugar para Valtteri Bottas (Williams). Mesmo com a punição, Hulk seguiu otimista. Um bom resultado em casa era, sim, possível. Se tudo funcionasse conforme havia planejado, pontuar seria consequência.

Largada do GP da Alemanha de 2016: Hulkenberg se manteve em 8º em Hockenheim

Largada do GP da Alemanha de 2016: Hulkenberg se manteve em 8º em Hockenheim

A corrida

Domingo, 31 de julho de 2016. Hockenheim amanheceu com céu encoberto e com clima ameno. O verão europeu deve ter se esquecido do circuito no dia da disputa do GP da Alemanha. Calçando pneus supermacios, Hulkenberg alinhou na oitava posição do grid. Quando as luzes vermelhas se apagaram, o alemão da Force India pisou fundo. Ganhar posições era necessário diante dos compatriotas. Apesar disso, Nico se manteve em oitavo, atrás de Valtteri Bottas (Williams) e à frente de Jenson Button (McLaren). Ali o germânico permaneceu até a volta 11. Com a parada de Nico Rosberg (Mercedes), na passagem seguinte, Hulk subiu para sétimo. Contudo, por pouco tempo. Na 13, a Force India chamou o alemão para os boxes. Na troca, colocou um novo jogo de compostos macios. No retorno à pista, se viu em 12º.

Na volta 14, Nico voltou ao top 10 graças à parada de Button e à ultrapassagem sobre Esteban Gutiérrez (Haas). Na passagem seguinte, foi a vez de Fernando Alonso (McLaren) fazer seu pit stop. Com isso, Hulkenberg subiu para o nono lugar. Após Romain Grosjean (Haas) ir aos boxes na volta 17, o germânico da Force India retomou o oitavo posto. Aos poucos, Hulk tirava vantagem em relação a Bottas. Apesar de andar próximo do finlandês, o alemão não conseguia executar a ultrapassagem. Dessa forma, a melhor maneira de bater Valtteri foi apostar na estratégia de pit stop. Nico parou pela segunda vez na volta 32. A Force India optou por colocar pneus supermacios usados. Na passagem seguinte, a Williams chamou Bottas, que passou a usar novos compostos macios. No retorno, o finlandês saiu atrás do germânico, que, enfim, ocupava o sétimo lugar.

Hulk, à frente de Jenson Button (McLaren): alemão não teve trabalho para segurar o inglês

Hulkenberg, à frente de Jenson Button (McLaren): alemão não teve trabalho para segurar o inglês

A partir dali, Hulkenberg e Bottas estavam com táticas distintas. Enquanto Nico precisaria parar pela terceira vez (uma vez que seus compostos não resistiriam a 33 voltas), Valtteri iria até o fim com os macios. Dessa forma, só restava uma coisa para o alemão consolidar seu sétimo lugar: acelerar. Apesar do esforço de Hulk, a diferença sobre o finlandês não aumentou suficientemente. Na volta 44, a escuderia indiana chamou o alemão para seu terceiro e definitivo pit stop. Na troca, a equipe sacou os compostos supermacios e colocou novos pneus macios. No retorno, se viu em oitavo, à frente de Button. Parecia o fim do objetivo de Hulkenberg. Porém, o ritmo de Bottas caiu drasticamente, e Nico se aproximou do finlandês da Williams.

Na volta 61, a sete do final, Nico colou em Valtteri. Numa acirrada disputa, o alemão levou a melhor, levantando as arquibancadas de Hockenheim e assegurando um top 7 que parecia lhe escapar das mãos. A vitória do GP da Alemanha ficou com Lewis Hamilton (Mercedes) – o sexto triunfo do inglês nos últimos sete GPs –, seguido por Daniel Ricciardo (Red Bull) e por Max Verstappen (Red Bull). À Hulk, ficou o sabor do dever cumprido diante do público alemão.

Com pneus macios desgastados, Bottas não resistiu ao ataque de Hulk no fim: tática rendeu 7º lugar

Com pneus macios desgastados, Bottas não resistiu ao ataque de Hulk no fim: tática rendeu 7º lugar

“O 7º lugar foi o melhor resultado disponível para nós hoje (domingo), então é bom extrair o máximo e marcar alguns pontos importantes. A equipe fez um ótimo trabalho com a estratégia, porque acreditávamos que seria possível parar duas vezes, mas tomamos a decisão de fazer três pit stops. Foi a escolha correta e me permitiu assumir o sétimo lugar nas últimas voltas. A degradação dos pneus foi muito alta, portanto cuidar deles foi o mais importante durante a maior parte da prova. Também foi uma corrida solitária e direta, porque minha principal disputa foi com Bottas e tivemos estratégias diferentes. Estamos felizes. Podemos pensar nas férias de verão e em dar sequência a esta boa fase na segunda parte da temporada”, analisou Hulkenberg.

Hulkenberg acena para o público alemão: com os seis pontos, alemão passou a figurar no top 10 do Mundial de Pilotos

Hulk acena para o público: com os 6 pontos, alemão passou a figurar no top 10 do Mundial de Pilotos

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Hungria-2016: Sainz Jr. emplaca terceiro top 8 consecutivo

Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso) terminou num bom oitavo lugar em Hungaroring: espanhol vive boa fase na temporada

Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso) terminou em oitavo em Hungaroring: espanhol vive boa fase no ano

A saída de Max Verstappen para a Red Bull transformou radicalmente a postura de Carlos Sainz Jr. na Toro Rosso. Com a transferência do holandês para a escuderia austríaca, o espanhol passou a liderar o time italiano na temporada 2016. Uma prova disso pôde ser vista no último domingo, durante o GP da Hungria, em Hungaroring. Sainz Jr. voltou a fazer uma consistente apresentação, conquistando o oitavo lugar. Aliás, esse foi o resultado de Carlos nas últimas três provas – nos GPs da Áustria, em Spielberg, e da Inglaterra, em Silverstone, o madrileno também alcançou o top 8. Apesar da boa sequência, o espanhol acabou sendo batido pelo seu grande ídolo na Fórmula 1: Fernando Alonso (McLaren) superou Sainz Jr. na largada da etapa húngara e não foi incomodado pelo jovem da Toro Rosso.

Ser derrotado por Alonso no circuito de Budapeste não incomodou Carlos. Pelo contrário: sua confiança vem crescendo a cada desafio. A atual sequência comprova que Verstappen atrapalhava, e muito, o desenvolvimento de Sainz Jr. na Toro Rosso. Nas quatro primeiras provas de 2016 – quando dividia a escuderia italiana com Max – , o espanhol somou apenas quatro pontos, contra 13 do holandês. A partir do GP da Espanha, em Montmeló – primeira apresentação de Verstappen na Red Bull –, Carlos passou a figurar com frequência na zona de pontuação. Após a chegada de Daniil Kvyat ao time de Faenza, foram sete corridas disputadas. Sainz Jr. obteve 24 pontos nesse período, contra somente dois do russo.

Sainz Jr. (à dir.), ao lado do ídolo Fernando Alonso (McLaren): espanhóis tiveram desempenho convincente na pista húngara

Sainz Jr. (à dir.) e seu ídolo Fernando Alonso (McLaren): espanhóis tiveram desempenho convincente

Os quatro pontos obtidos pelo espanhol em Hungaroring mantiveram a Toro Rosso na sexta posição do Mundial de Construtores, com 45 pontos. Todavia, a ascensão da McLaren vem preocupando a cúpula do time italiano. Após o sétimo lugar de Alonso, a equipe de Woking subiu para 38 pontos. E a equipe de Ron Dennis viveu um bom fim de semana na travada pista húngara, com os carros de Fernando e de Jenson Button estando, inclusive, à frente de Sainz Jr.. Na sexta-feira, Carlos anotou um mediano 13º lugar, com 1m22s689. Sua marca foi 0s259 mais veloz que a de Kvyat, 16º com 1m22s948. Porém, o espanhol ficou a 2s254 de Nico Rosberg (Mercedes), o mais veloz do dia com 1m20s435. Além disso, viu os dois bólidos da McLaren no top 10 da tabela de tempos.

“Não foi a nossa melhor sexta-feira, infelizmente. Tivemos um dia muito difícil. Enfrentamos dificuldades para encontrar o equilíbrio no primeiro treino livre. Tentamos corrigir isso e realmente ficou melhor para a segunda sessão, mas ainda não estou completamente feliz. Além disso, a pista recapeada fez este parecer um novo circuito, criando novos desafios. Agora precisamos trabalhar duro hoje (sexta) à noite, analisar os dados e ver onde erramos, para que possamos ser mais fortes amanhã (sábado). A diferença de tempos no pelotão intermediário está bem pequena. Qualquer melhoria pode colocá-lo diretamente de volta na luta das 10 primeiras posições, e é aí que pretendemos estar”, analisou Sainz Jr., após o primeiro dia de treinos.

Carlos ignorou a chuva do sábado e marcou um excelente sexto lugar no grid

Carlos ignorou a chuva do sábado e conquistou um excelente sexto lugar no grid do GP da Hungria

No sábado, o cenário sofreu uma tremenda reviravolta. Uma tempestade caiu sobre o circuito húngaro, fazendo com que os comissários da FIA chegassem a adiar o início do Q1. Apesar dos cuidados da direção da prova, a intensidade da chuva e os acidentes de Felipe Massa (Williams) e de Rio Haryanto (Manor) fizeram com que a primeira parte do qualificatório durasse quase 1 hora. Mesmo com os percalços provocados pela pista molhada, Sainz Jr. avançou para o Q3. No fim, com pneus lisos, o espanhol da Toro Rosso anotou um tempo incrível. Com 1m21s131, Carlos conquistou o sexto tempo, ficando atrás somente das duplas de Mercedes, Red Bull e de Sebastian Vettel (Ferrari), e batendo os pilotos da McLaren. O madrileno ficou 1s166 atrás de Nico Rosberg (Mercedes), pole do GP da Hungria de 2016 com 1m19s965.

Após o top 6 no grid, Sainz Jr. estava em êxtase. “Sinto-me muito bem após esse resultado. Para dizer a verdade, nesta manhã pensávamos que nem sequer chegaríamos ao Q3, mas tudo mudou na classificação. Com certeza a chuva e a temperatura mais baixa deixaram o carro mais confortável de se pilotar. Deve ter sido a classificação mais dura de minha carreira – julgar qual pneu escolher, que traçado fazer, ver onde estava seco e onde ainda estava molhado, aquecer os pneus… Foi complicado! Porém, sempre estivemos no lugar certo no momento certo, passamos por todas as sessões e terminamos em uma ótima posição para amanhã (domingo). Espero que possamos manter a boa sensação que encontramos hoje (sábado) na classificação”, afirmou.

Largada do GP da Hungria de 2016: Sainz Jr. saltou mal e foi superado por Alonso, caindo para 7º

Largada do GP da Hungria de 2016: Sainz Jr. saltou mal e foi superado por Alonso, caindo para 7º

A corrida

Diferentemente do sábado, quando a chuva mexeu com a ordem das forças na Fórmula 1, o domingo amanheceu ensolarado em Hungaroring. O clima em 24 de julho de 2016 era ideal para a disputa do GP da Hungria. Entretanto, com o aumento da temperatura ambiente e da pista, as possibilidades de Sainz Jr. ficariam comprometidas – até porque largava com pneus supermacios usados (os menos duráveis disponibilizados pela Pirelli). Ainda assim, o espanhol demonstrava confiança com a sexta posição no grid. Quando as luzes vermelhas se apagaram, porém, Carlos acabou sendo superado por Fernando Alonso (McLaren), caindo para a sétima colocação. A partir daí, a preocupação do espanhol passou a ser gerenciar seu jogo de pneus.

Conservando ao máximo seus compostos no primeiro stint, Sainz Jr. acabou perdendo contato com Alonso. Por outro lado, manteve Valtteri Bottas (Williams) distante de seu Toro Rosso. O espanhol seguiu em sétimo até a volta 15. Com as paradas de Alonso e de Sebastian Vettel (Ferrari), Carlos ascendeu para a quinta posição. Contudo, na passagem seguinte, o madrileno foi aos boxes. Na troca, sacou os compostos supermacios e colocou novos pneus macios. No retorno à pista, seguiu atrás de Alonso, na 11ª posição. A partir dali, notava-se que algumas equipes tentariam fazer stints diferentes. O espanhol da Toro Rosso só retomaria sua posição após a parada de adversários que estavam em estratégias diferentes.

Estendendo ao máximo seu stint com pneus macios, Sainz Jr. consolidou-se em oitavo

Estendendo ao máximo seu stint com pneus macios, Sainz Jr. consolidou-se em oitavo

Após o pit stop de Kevin Magnussen (Renault), na volta 25, Sainz Jr. retornou ao top 10. Com a parada de Jolyon Palmer (Renault), na 27, o espanhol da Toro Rosso avançou para o nono lugar. Na passagem seguinte, foi a vez de Sergio Pérez (Force India) ir aos boxes. Dessa forma, Carlos se viu em oitavo. E ali ficaria: ele havia perdido uma posição para Kimi Raikkonen (Ferrari). O finlandês, que havia largado numa tímida 14ª posição, fez uma corrida de recuperação e já se encontrava entre os pontuáveis. Diante da ascensão do campeão de 2007, a posição real de Sainz Jr. era mesmo aquela. Sem atacar Alonso, Carlos tratou de cuidar de seus pneus, tentando estender ao máximo sua vida útil.

Na volta 42, o espanhol da Toro Rosso foi aos boxes. Na troca, sacou os compostos usados e colocou novo jogo de pneus macios. No retorno à pista, Sainz Jr. estava em nono, atrás de Bottas. Porém, o finlandês da Williams ainda faria sua segunda parada. Logo na passagem seguinte, Valtteri foi para o pit, fazendo com que Carlos recuperasse o oitavo lugar. Depois da troca, o jovem da Toro Rosso se viu isolado na pista – se não tinha condição de atacar Alonso, estava consolidado à frente de Bottas. No fim, Sainz Jr. levou seu STR11 para casa, assegurando um novo top 8. A vitória no GP da Hungria ficou com Lewis Hamilton (Mercedes), que, com o triunfo, assumiu a liderança do Mundial pela primeira vez em 2016. Nico Rosberg (Mercedes) ficou em segundo, seguido por Daniel Ricciardo (Red Bull).

Os quatro pontos em Hungaroring colocaram Sainz Jr. no top 10 do Mundial, com 30 pontos

Os quatro pontos em Hungaroring colocaram Sainz Jr. no top 10 do Mundial, com 30 pontos

O oitavo lugar acabou sendo um prêmio de consolação para Carlos, que se mostrou satisfeito com a conquista dos quatro pontos em Hungaroring. “Foi uma corrida sólida para nós, estou feliz com o resultado. Fiquei bastante satisfeito com o nosso desempenho, apesar de Alonso ter me ultrapassado na largada. Conseguimos acompanhar o ritmo da McLaren, algo que parecia impossível durante os treinos de sexta-feira e sábado. Porém, era impossível ultrapassá-lo. Se você me dissesse que eu terminaria em oitavo depois do mau começo de fim de semana que tivemos, eu não teria acreditado. Acho que podemos ficar felizes – a equipe fez um ótimo trabalho para se recuperar e eu gostaria de agradecê-los por isso”, disse Sainz Jr., após a corrida.

Bem na foto: ascensão de Carlos Sainz Jr. só veio após a ida de Max Verstappen para a Red Bull

Bem na foto: ascensão de Carlos Sainz Jr. só veio após a ida de Max Verstappen para a Red Bull

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Inglaterra-2016: Pérez roda, mas conquista top 6 em Silverstone

Sergio Pérez (Force India) superou rodada e pneus degradados para alcançar o sexto lugar

Sergio Pérez superou rodada e pneus degradados para alcançar 6º lugar no GP da Inglaterra

A Force India teve uma atuação consistente no último domingo em Silverstone, palco do GP da Inglaterra de 2016. Tanto Sergio Pérez quanto Nico Hulkenberg alcançaram a zona de pontos na etapa britânica. O mexicano terminou em sexto, seguido pelo alemão. Os 14 pontos significaram o melhor desempenho da escuderia indiana em solo inglês desde o início de sua trajetória na Fórmula 1, em 2008. E poderia ter sido mais, uma vez que Pérez rodou na volta 33, na curva Abbey, e perdeu vantagem para Kimi Raikkonen (Ferrari) na disputa pelo quinto lugar. A escapada fez com que o mexicano desgastasse os pneus de seu VJM09, tendo como consequência a queda de rendimento. A sete voltas do fim, o ferrarista ultrapassou o asteca e assumiu o quinto posto. Depois, Checo foi pressionado por Hulk, recebendo a bandeira quadriculada com apenas 0s771 de vantagem sobre o companheiro de time.

Antes do sexto lugar de Pérez, o máximo que a equipe de Vijay Mallya havia obtido na corrida britânica era a sétima posição (com Hulkenberg, em 2015, e com Adrian Sutil, em 2013). Com o resultado, o mexicano atingiu 47 pontos no Mundial, consolidando-se em oitavo e se aproximando de Valtteri Bottas (Williams), sétimo com 54 pontos. Além disso, com os desempenhos de Sergio e Nico, a Force India passou para 73 pontos no Mundial de Construtores, ficando a 19 da Williams, quarta colocada na tabela de classificação, com 92 pontos, e que não pontuou com seus pilotos na etapa britânica. Satisfeito com o rendimento da dupla e ciente de que outras equipes estariam de olho em seus pilotos para 2017, Mallya tratou de afirmar, antes do GP da Inglaterra, que Pérez e Hulkenberg já renovaram contrato com a escuderia para a próxima temporada.

Top 6 de Pérez foi o melhor resultado da Force India em Silverstone

Top 6 de Pérez foi o melhor resultado da Force India em Silverstone: no time indiano em 2017

A afirmação do dono da Force India veio após a Ferrari confirmar, na sexta-feira, em Silverstone, que Kimi Raikkonen prosseguirá na escuderia por mais um ano. Pérez estaria sendo cogitado para substituir o finlandês na Scuderia. A permanência de Raikkonen na Rossa não abateu Sergio, que tratou de acelerar no circuito inglês. No primeiro treino livre, o mexicano anotou 1m33s235, ficando a 1s581 de Lewis Hamilton (Mercedes), que marcou o melhor tempo do dia na sessão da manhã com 1m31s654. No segundo treino livre, à tarde, Checo foi apenas o 16º mais veloz, não superando sua marca da manhã por focar no acerto para a corrida. “(Esta sexta) foi um dia muito intenso, e agora temos muita informação para a equipe analisar. Fomos capazes de rodar com todos os compostos de pneus, e sinto que estamos em uma boa posição para o fim de semana. Temos de nos concentrar no nosso stint longo – que é onde vamos trabalhar esta noite”.

No sábado, Pérez e Hulkenberg tinham como objetivo avançar para o Q3 da sessão qualificatória da etapa britânica. Após avançarem para o Q1 com certa facilidade, os dois travaram uma árdua disputa com Fernando Alonso (McLaren) na fase seguinte. No fim do Q2, Alonso conquistou o nono lugar, com 1m31s740, derrubando Nico para o 10º posto, com 1m31s770, e Sergio para o 11º, com 1m31s875. Dessa forma, o mexicano acabou sendo eliminado antes do Q3. A pole para a corrida britânica ficou com o herói local Lewis Hamilton (Mercedes), que anotou 1m29s287 na fase decisiva – 2s588 mais veloz o tempo final de Checo. “Ficar fora da Q3 não foi ideal, principalmente por uma diferença tão pequena, mas estou confiante de que podemos progredir na corrida. Temos a vantagem de ser o primeiro carro com uma escolha livre dos pneus, e se eu fizer uma boa largada, deveremos conseguir lutar por alguns pontos”, analisou Pérez.

A controversa largada do GP da Inglaterra de 2016: todos atrás do safety car

A controversa largada do GP da Inglaterra de 2016: sem chuva, todos atrás do safety car

A corrida

Domingo, 10 de julho de 2016. Nuvens rondavam Silverstone, palco de mais um GP da Inglaterra. Com a punição dada a Sebastian Vettel (Ferrari) – o alemão perdeu cinco posições no grid após trocar a caixa de câmbio de seu bólido –, Pérez alinhou na 10ª colocação. Porém, poucos minutos antes das luzes vermelhas se apagarem, uma forte chuva caiu sobre o tradicional autódromo. A pista ficou extremamente molhada. Contudo, quando os carros estavam alinhados no grid, o temporal já era passado. Raios solares já iluminavam o traçado. A pista ficou encharcada, mas o sol estava por chegar. Diante do cenário, os comissários da FIA tomaram uma polêmica decisão: a largada aconteceria com a presença do safety car. Alguns pilotos chegaram a criticar a medida, uma vez que não chovia mais. Todavia, não teve jeito: todos saíram atrás do carro-madrinha, calçando pneus para tempestade intensa.

Após seis voltas, um trilho já se formava em Silverstone. Com isso, o safety car deixou a pista, e os pilotos, enfim, puderam acelerar. Como as condições já estavam melhores, alguns já ingressaram nos boxes para calçar pneus intermediários antes mesmo da relargada – casos de Kimi Raikkonen (Ferrari), Valtteri Bottas (Williams), Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso), Nico Hulkenberg (Force India) e Fernando Alonso (McLaren). Com isso, Pérez subiu para a quinta posição. Entretanto, durante a primeira volta lançada, acabou sendo superado por Felipe Massa (Williams), caindo para sexto. Na volta 7, Massa e Daniel Ricciardo (Red Bull) foram para os boxes, e Checo subiu para quarto. Na passagem seguinte, enfim, o asteca foi para o pit stop, sacando os compostos para chuva intensa e colocando os intermediários.

Pérez andou à frente de Ricciardo, mas o australiano se aproveitou da pista seca para superar o mexicano

Pérez andou à frente de Ricciardo: australiano se aproveitou da pista seca para superar o mexicano

Manter Sergio na pista com pneus para chuva rendeu frutos no retorno dos boxes. Pérez se viu à frente de Ricciardo e Massa, figurando numa real quarta posição do GP da Inglaterra. À frente do mexicano, apenas Lewis Hamilton (Mercedes), Nico Rosberg (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull). Na volta 9, Checo estava 3s2 atrás de Verstappen, e 5s9 à frente de Ricciardo. Aos poucos, a pista secava, fazendo com que o asteca perdesse contato com o holandês, e permitisse a aproximação do australiano. Na volta 15, Sergio viu a vantagem de Max subir para 12s4, e a diferença para Daniel cair para 2s2. Com o traçado seco, os pilotos decidiram trocar os intermediários por compostos lisos. Na volta 18, Pérez colocou pneus médios, com o intuito de não parar mais nos boxes. Checo seguiu à frente de Ricciardo, mas já tinha o australiano – também com médios – em seus calcanhares.

Na volta 20, Ricciardo colou definitivamente em Pérez. Na passagem seguinte, o australiano da Red Bull partiu para o ataque e ultrapassou o mexicano da Force India, que caiu para quinto. A partir dali, Daniel colocou vantagem sobre Sergio, que estava com uma confortável diferença sobre Raikkonen, o sexto. Na volta 30, o asteca tinha 18s2 de vantagem sobre o finlandês. O quinto lugar parecia assegurado. Porém, Silverstone estava traiçoeiro. Qualquer vacilo poderia custar a permanência na corrida. Mas um em especial desafiava os pilotos: a freada da curva Abbey (ou curva 1). Diversos derraparam ou perderam o controle de seus bólidos, casos de Alonso, Sainz, Rio Haryanto (Manor) e Hamilton. Na volta 33, Pérez acabou escapando na Abbey, perdendo segundos preciosos na luta pelo top 5. Não só isso: para não bater, degradou seus pneus.

Após a rodada, rendimento de Pérez caiu, permitindo a aproximação de Raikkonen

Após a rodada, rendimento de Pérez caiu, permitindo a aproximação de Raikkonen

Após recuperar-se do susto, Sergio se viu com 8s de vantagem sobre Kimi na volta 36. Com os compostos degradados, Pérez perdeu ritmo, fazendo com que Raikkonen se aproximasse na batalha pelo quinto lugar. Na volta 40, o mexicano tinha 3s3 de vantagem sobre o finlandês. Na 44, o ferrarista já estava com o rival da Force India em sua alça de mira. Checo bem que tentou, mas era impossível segurar Kimi. Na volta 46, Raikkonen ultrapassou Pérez na freada da Stowe, assumindo o quinto posto. À Sergio, ainda restava administrar o sexto lugar. Apesar da aproximação de Hulkenberg, Checo assegurou oito importantes pontos no Mundial. A vitória em Silverstone ficou com Hamilton, seguido por Verstappen e Rosberg – o alemão chegou em segundo, mas teve 5s acrescidos ao seu tempo de corrida por ter recebido instruções via rádio (o que é proibido).

“Foi um resultado muito bom para a equipe, com dois carros nos pontos. Apesar disso, senti que poderia ter mantido o quinto lugar sem aquela rodada na curva 1 (Abbey). Naquele momento, achei que minha corrida estava acabada, mas consegui me recuperar. Contudo, danifiquei meus pneus, e isso me prejudicou no restante da prova em termos de degradação. Forcei ao máximo para tentar manter (Kimi) Raikkonen, e só quando ele me passou pude poupar os pneus. Tivemos de fazer um trecho bastante longo com os médios, o que foi um pouco arriscado porque a degradação estava alta, mas a equipe tomou as decisões corretas nos momentos certos e isso deu resultado. As condições, principalmente na primeira parte da corrida, estavam muito traiçoeiras. Havia uma linha seca, mas quando você colocava uma roda nas partes úmidas, a aderência desaparecia. Manter o carro na direção certa já era um feito”, observou Pérez.

Com os 14 pontos obtidos em Silverstone, a Force India se aproximou da Williams no duelo pelo 4º lugar dos Construtores

Com os 14 pontos de Silverstone, a Force India se aproximou da Williams, 4º lugar dos Construtores

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