Lançamento online – Livro “Contos Velozes”

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É com muita satisfação que o Contos da Fórmula 1 anuncia o início da venda online do livro “Contos Velozes”. Produzido por meio de uma parceria entre o jornalista Douglas Willians (autor deste blog) e o designer Bruno Mantovani, dos célebres Pilotoons, o livro “Contos Velozes” traz histórias emblemáticas da Fórmula 1. Com formato leve e linguagem direta, tem enfoque no público infanto-juvenil – mas é leitura para todas as idades.

A publicação acaba de sair do forno. Com 60 páginas, a obra reúne 13 das histórias relatadas neste blog. Organizada em ordem cronológica, o livro busca abraçar a Fórmula 1 desde o seu início, na década de 1950 (com Chico Landi), até os dias atuais (com Max Verstappen). Inicialmente, a comercialização será realizada em link do site Mercado Livre: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-830398748-lancamento-livro-contos-velozes-_JM

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México-2018: em tom de despedida, Vandoorne obtém top 8

Stoffel Vandoorne deu fim a um jejum de 14 GPs sem pontuar ao ser 8º no Autódromo Hermanos Rodríguez

Stoffel Vandoorne deu fim a um jejum de 14 GPs sem pontuar ao ser 8º no GP do México

Em muitos casos, a Fórmula 1 costuma ser um triturador de talentos. Alguns pilotos ingressam na categoria no lugar errado, no momento errado. Esse parece estar sendo o caso de Stoffel Vandoorne. Tido como um potencial campeão, o belga se tornou titular da McLaren em 2017. Era a terceira temporada da turbulenta parceria do time de Woking com a Honda. Em seu primeiro ano completo na equipe laranja, Stoffel anotou 13 pontos, contra 17 do experiente bicampeão Fernando Alonso. Seus principais resultados no campeonato foram dois sétimos lugares – nos GPs de Cingapura e da Malásia. Veio 2018, e a McLaren trocou o motor Honda pelo Renault. A mudança, que parecia a decisão mais acertada, não trouxe a resposta esperada. O início foi satisfatório para Stoffel, que colheu 10 pontos nas quatro primeiras etapas – foi oitavo no GP do Bahrein, em Sakhir, e nono nos GPs da Austrália, em Melbourne, e do Azerbaijão, em Baku. Porém, após a prova azeri, os pontos minguaram para o belga.

Tanto Vandoorne quanto Alonso voltaram a conviver com problemas de desempenho similares aos de 2017. Prova a prova, a dupla da McLaren agonizava no cockpit do MCL33. A angústia foi tamanha que os dois simplesmente deram um basta com a F1: enquanto Fernando anunciou sua retirada da categoria ao fim de 2018, Stoffel revelou no último dia 15 de outubro que pilotará pela HWA, time da Fórmula E, já na temporada 2018/19. A partir desta guinada na carreira, o belga tenta aproveitar da melhor maneira possível os últimos momentos na McLaren. Com esse espírito, Vandoorne desembarcou no Autódromo Hermanos Rodríguez, na Cidade do México, para a disputa do GP do México de 2018. Na capital asteca, o objetivo de Stoffel era dar fim ao jejum de pontos – afinal, fazia 14 corridas que o piloto de 26 anos não finalizava na zona de pontuação.

Vandoorne anunciou no último dia 15 que correrá na Fórmula E a partir da temporada 2018/19

Vandoorne anunciou no último dia 15 que correrá na Fórmula E a partir da temporada 2018/19

Na sexta-feira, dia dos primeiros treinos livres no circuito mexicano, o belga teve um desempenho razoável, em se tratando do MCL33. Vandoorne marcou o 15º tempo, com 1m19s096. Stoffel ficou 0s447 à frente de Alonso, 19º com 1m19s543. A marca do belga foi
2s440 inferior à obtida por Max Verstappen (Red Bull), o melhor da sexta com 1m16s656. “Foi uma sexta-feira razoável. Eu acho que para todos o ponto de discussão foi provavelmente os pneus. Era importante para nós estarmos no caminho certo e ver os stints longos, e dividimos os compostos entre nós para ver a degradação. É difícil dizer onde estamos na ordem competitiva, pois as diferenças estão realmente muito apertadas. Os Red Bulls estão definitivamente um passo à frente, mas atrás deles todos parecem muito juntos, então, se descobrirmos algumas coisas do nosso lado e ganharmos um pouco de desempenho, poderemos ter algo de bom. O mais importante é administrar os pneus. Assim, será maior a chance de marcar pontos aqui”, avaliou.

A esperança de Stoffel, entretanto, estava numa boa qualificação no Hermanos Rodríguez. Porém, ocupar um lugar razoável no grid era o ‘calcanhar de Aquiles’ dele e da McLaren em 2018. A última vez que o belga havia avançado para a fase de Q2 num treino oficial havia sido no fim de semana do GP de Mônaco, quando foi o 12º. Desde então, foram 12 eliminações consecutivas na primeira fase da qualificação. No Q1 mexicano, Vandoorne até flertou com um avanço para o Q2 – sua última volta o colocava entre os 15 primeiros. Entretanto, sua marca foi superada pelos adversários, e mais uma vez caiu na fase inicial de um quali. Stoffel anotou 1m16s966, ficando em 17º. Já Alonso avançou para o Q2. O espanhol fez 1m16s871 (0s095 mais rápido do que Vandoorne), o que lhe rendeu o 12º lugar no grid. A pole do GP do México ficou com Daniel Ricciardo (Red Bull), que anotou 1m14s759 – 2s207 mais veloz do que o belga. Foi a terceira da carreira do australiano.

Stoffel bem que tentou, mas não conseguiu avançar no Q1 no Autódromo Hermanos Rodríguez

Stoffel bem que tentou, mas não conseguiu avançar no Q1 no Autódromo Hermanos Rodríguez

Embora eliminado mais uma vez no Q1, Vandoorne ficou satisfeito com o desempenho do MCL33 no circuito asteca. “Foi um esforço de classificação bastante decente. Os tempos estavam muito próximos e é uma pena perder um lugar no Q2 por alguns centésimos, mas isso mostra quão apertado está o pelotão. Hoje o clima está um pouco mais frio, o que facilitou as coisas com os pneus. Amanhã (domingo) veremos o que a corrida trará. Com sorte, a degradação dos pneus continuará a ser um grande fator, e veremos como isso acontece na prova. Há sempre um pouco que você pode melhorar. É complicado por causa da altitude, mas é o mesmo para todos. Em geral, eu estava razoavelmente feliz com a minha volta e acho que foi bem perto do máximo possível hoje (sábado). Provavelmente estivemos um pouco mais próximos aqui neste final de semana do que o esperado e espero poder mostrar isso amanhã (domingo). Teremos que ter um pouco de sorte para trazer um bom resultado para casa”.

Largada do GP do México de 2018: Vandoorne despencou para o 19º lugar

Largada do GP do México de 2018: cauteloso, Vandoorne despencou para o 19º lugar

A corrida

Domingo, 28 de outubro de 2018. O sol despontou no céu da Cidade do México. As arquibancadas do Autódromo Hermanos Rodríguez pulsavam no ritmo dos motores da Fórmula 1. Também pudera: a torcida mexicana estava em vias de acompanhar, pela segunda vez consecutiva, a consagração de Lewis Hamilton (Mercedes). Bastava um sétimo lugar no GP do México para assegurar o pentacampeonato. Os mexicanos também estavam atentos aos movimentos do herói local, Sergio Pérez (Force India). Hamilton e Checo à parte, Stoffel Vandoorne (McLaren) sonhava apenas e tão somente em pontuar na etapa mexicana. Era uma missão árdua – afinal, eram 14 corridas sem figurar no top 10. Mas havia algo de diferente no ar para o belga. As coisas pareciam conspirar a favor do piloto do carro de número 2.

Calçando pneus ultramacios, Vandoorne, 15º no grid, teve cautela para fugir de confusões na largada. Na freada da curva 1, perdeu posições para Lance Stroll (Williams), Kevin Magnussen (Haas), Sergey Sirotkin (Williams), Pierre Gasly (Toro Rosso) e Romain Grosjean (Haas). Como Brendon Hartley (Toro Rosso) ficou para trás na largada, Stoffel completou a primeira volta na 19ª e penúltima posição. A partir daí, iniciaria um show à parte do belga. Vandoorne partiu para cima de Grosjean. Após travar pneus na disputa contra Gasly, Romain virou presa fácil para o piloto da McLaren, que assumiu o 18º lugar. Com a ida de Esteban Ocon (Force India) aos boxes ainda na volta 2 – o francês atingiu Fernando Alonso (McLaren) no início da corrida -, Stoffel assumiu a 17ª posição.

Vandoorne supera Gasly e Sirotkin: grande momento do belga no México

Vandoorne supera Gasly e Sirotkin: grande momento do belga no Autódromo Hermanos Rodríguez

Na 4, veio o grande momento do belga no Hermanos Rodríguez: Vandoorne acompanhava o duelo entre Gasly e Sirotkin. Ao ver os dois se engalfinharem, não teve dúvida – colocou por dentro, fazendo uma ultrapassagem dupla, assumindo o 15º lugar. Na mesma passagem, Alonso abandonou a prova. Assim, Stoffel era o 14º. Para retirar o MCL do bicampeão, a direção de prova acionou o virtual safety car. Dessa forma, o belga passou a mirar sua próxima vítima: Magnussen. A relargada foi dada na volta 6. Apesar do esforço, Vandoorne não conseguia fazer a ultrapassagem sobre o dinamarquês. E quanto mais o tempo passava na perseguição ao piloto da Haas, mais seus pneus ultramacios se desgastavam. Na volta 9, Stroll foi para os boxes. Com isso, Stoffel ascendeu para a 13ª posição. Entretanto, sem conseguir superar Magnussen.

Na volta 12, a McLaren chamou Vandoorne para os boxes. Na troca, o belga sacou os compostos usados, passando a calçar supermacios. O objetivo era um só: não parar mais. Seriam 59 longas voltas com o mesmo jogo de pneus. No retorno à pista, estava em 18º, colado em Stroll. Na 13, Stoffel saiu próximo a Lance do trecho do Estádio e, na Reta dos Boxes, efetuou ultrapassagem por fora no canadense. Assim, o piloto da McLaren era o 17º. Com o pit stop de Marcus Ericsson (Sauber) na volta 17, o belga ascendeu para 16º. Após a parada de Hartley, na volta 24, Vandoorne subiu para 15º. Na passagem seguinte, Stoffel voltou a superar Gasly – novamente, na Reta dos Boxes. Assim, era 14º. Com o abandono de Carlos Sainz Jr. (Renault) na volta 29, Vandoorne assumiu a 13ª posição. Na passagem seguinte, Ocon retornou para os boxes, a fim de fazer sua segunda parada. Dessa maneira, o piloto da McLaren passava a ocupar a 12ª colocação.

Vandoorne parou na volta 12 e colocou pneus supermacios: longo stint de 59 voltas fez belga ascender na corrida

Vandoorne parou na volta 12 e colocou supermacios: stint de 59 voltas fez belga ascender na corrida

Para retirar o carro de Sainz, novamente a direção de prova acionou o VSC. E, mais uma vez, Vandoorne tinha Grosjean em sua alça de mira. A bandeira verde foi dada na volta 32, e o belga partiu para cima do francês. Novamente no fim da Reta dos Boxes, Stoffel executou a manobra de ultrapassagem. Romain vendeu caro a posição, mas não resistiu: o piloto da McLaren era o 11º na volta 33. Apenas na volta 38, Vandoorne ingressou pela primeira vez na zona de pontos do GP do México. A torcida mexicana ficou em choque com o abandono de Pérez. Porém, a saída do herói local fez com que Stoffel passasse a ocupar a 10ª posição. A partir dali, o belga voltava a perseguir Magnussen. Mas, na volta 43, a Haas chamou o dinamarquês para os boxes. Dessa forma, o piloto da McLaren ascendeu para a nona colocação.

Naquele momento, Vandoorne era mais veloz do que Charles Leclerc (Sauber), o oitavo. Tanto que o belga se aproximou perigosamente do monegasco. Porém, nunca a ponto de baixar de 1s e usar o DRS (asa móvel) na Reta dos Boxes. Por outro lado, Stoffel não era incomodado por Ericsson, o 10º. Com isso, o nono lugar parecia o limite para o piloto da McLaren. Entretanto, na volta 61, Daniel Ricciardo (Red Bull), então segundo colocado, abandonou a etapa asteca. Dessa maneira, Vandoorne assumiu a oitava posição. Dessa forma, a meta do belga passou a ser conservar equipamento e pneus, a fim de levar o top 8 para Woking. E foi o que fez. Com competência, ousadia e regularidade, Stoffel deu fim ao seu jejum de pontos no Autódromo Hermanos Rodríguez.

Em diversas vezes, Vandoorne saiu do trecho do Estádio colado no rival para realizar ultrapassagem: nesta, contra Gasly

Vandoorne saía do trecho do Estádio colado no rival para realizar ultrapassagem: nesta, contra Gasly

A vitória do GP do México de 2018 ficou com Max Verstappen (Red Bull). Foi o quinto triunfo do holandês na Fórmula 1 – o segundo na etapa mexicana. Sebastian Vettel (Ferrari) terminou em segundo, seguido por Kimi Raikkonen (Ferrari). Hamilton ficou em quarto, o suficiente para assegurar matematicamente a conquista do pentacampeonato mundial (2008, 2014, 2015, 2017 e 2018). Com o título, Lewis igualou a marca de Juan Manuel Fangio (o argentino foi campeão em 1951, 1954, 1955, 1956 e 1957), ficando atrás somente do heptacampeão Michael Schumacher no ranking da F1 (o alemão foi campeão em 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004).

O homem do domingo foi Verstappen. O campeão do ano foi Hamilton. Mas Vandoorne também tinha o que comemorar no México. “Estou muito satisfeito. Colocamos muito trabalho duro e preparação neste fim de semana em termos de qual estratégia escolher, e sabíamos que era possível marcar pontos aqui. Estou feliz em terminar em oitavo e marcar alguns pontos. Foi uma grande corrida. Depois da primeira volta, éramos os últimos e tivemos muito trabalho a fazer, por isso foi uma forte recuperação. Fiz algumas ultrapassagens que foram muito cruciais e, no final, fazer com que os pneus durassem para terminar em oitavo. Não foi fácil no começo, mas eu estava sempre atacando na hora certa quando precisava, e administrando os pneus ao mesmo tempo. O ponto crucial foi quando tivemos que decidir se iríamos por uma ou duas paradas. Os pneus pareciam muito complicados, mas conseguimos recuperá-los um pouco e esse foi o ponto de virada”, celebrou o belga da McLaren.

Top 8 no México rendeu o "Prêmio Unicórnio do Dia" para o belga: brincadeira foi postada nas redes sociais

Top 8 rendeu o “Prêmio Unicórnio do Dia” para o belga: brincadeira foi postada nas redes sociais

Publicado em Brendon Hartley, Carlos Sainz Jr., Charles Leclerc, Cidade do México, Esteban Ocon, Fernando Alonso, Force India, Haas, Kevin Magnussen, Lance Stroll, Marcus Ericsson, México, McLaren, Pierre Gasly, Renault, Romain Grosjean, Sauber, Sergey Sirotkin, Sergio Pérez, Stoffel Vandoorne, Toro Rosso, Williams | Publicar um comentário

EUA-2018: Renault obtém 14 pontos e se consolida no top 4

Hulkenberg terminou em sexto em Austin, uma posição à frente de Sainz: bom desempenho da Renault

Hulk terminou em sexto em Austin, uma posição à frente de Sainz: bom desempenho da Renault

A Renault tem tido uma irregular temporada de 2018. O time francês vem mesclando apresentações convincentes com exibições para esquecer. Embora Nico Hulkenberg e Carlos Sainz Jr. estejam se esforçando ao máximo para tirar desempenho do RS18, o máximo que conquistaram nas 17 primeiras etapas do ano foram 10 pontos combinados – nos GPs da China, do Azerbaijão, do Canadá e da Alemanha. Em Austin, palco do GP dos Estados Unidos, o objetivo da escuderia aurinegra era o de obter o maior número de pontos possíveis, a fim de consolidar o time na quarta posição no Mundial de Construtores. Os ares do Circuito das Américas parecem ter inspirado Hulkenberg e Sainz. Em uma prova consistente, o alemão terminou em sexto, enquanto o espanhol finalizou em sétimo. Assim, Nico e Carlos somaram 14 pontos, o que fez com que a equipe de Enstone subisse para 106 pontos no Mundial, contra 84 da Haas – sua principal concorrente pelo top 4 entre as equipes.

Vale ressaltar que, embora a Force India tenha perdido 59 pontos em razão da mudança de direção do time durante o Mundial, a Renault alcançou em Austin os mesmos 106 pontos que a equipe branca e rosa somou durante o ano. Uma prova de que a escuderia francesa está fazendo por merecer o quarto lugar entre os Construtores. Além da segura vantagem sobre a Haas, o time gaulês viu Hulk assumir a sétima posição do Mundial de Pilotos, com 61 pontos. Graças a seu sexto lugar em Austin, o germânico colocou quatro pontos de vantagem sobre Sergio Pérez (Force India) e oito sobre Kevin Magnussen (Haas). Com os seis pontos da sétima posição do GP dos Estados Unidos, Sainz subiu para 45 pontos, entrando de vez na luta por um lugar no top 10 do Mundial – o madrileno ficou a cinco pontos de Fernando Alonso (McLaren), 10º com 50 pontos.

Hulkenberg e Sainz somaram 14 pontos em Austin - melhor desempenho conjunto do time em 2018 até o momento

Nico e Carlos somaram 14 pontos no Texas – melhor resultado da dupla da Renault no ano até agora

Por tudo que representou para a equipe, Austin foi a corrida mais bem-sucedida da Renault em 2018 até o momento. Porém, as coisas não começaram positivas no fim de semana da etapa ianque. Durante toda a sexta-feira, dia dos dois primeiros treinos livres para o GP dos Estados Unidos, uma chuva incessante atrapalhou as pretensões de pilotos e escuderias em Austin. Para Hulkenberg e Sainz, não foi diferente. Nos tempos combinados, o espanhol alcançou o sétimo lugar, com o tempo de 1m50s665. Carlos ficou 1s052 à frente de Nico, que obteve apenas a 18ª posição, com 1m51s717. O melhor da sexta foi Lewis Hamilton (Mercedes), que anotou 1m47s502 – 3s163 mais veloz do que Sainz, e 4s215 à frente de Hulk.

Após os treinos, Hulkenberg não lamentou a marca aquém das expectativas. Pelo contrário: exaltou os dados obtidos sob chuva. “Eu não tinha o equilíbrio e a harmonia certos pela manhã, por isso foi bom fazer um stint à tarde para confirmar que tínhamos feito as mudanças na direção certa. É muito divertido dirigir em condições como hoje (sexta), mesmo que pareça bastante sombrio na TV. Já vimos algumas diferenças extremas no clima aqui em Austin antes, por isso vai ser interessante ver o que o resto do fim de semana se apresenta”, afirmou o alemão. Já Sainz também se mostrou satisfeito com o desempenho do RS18. “Fiquei muito feliz com o carro na sessão da manhã e consegui dar algumas voltas decentes. As condições no final do FP2 eram semelhantes e eu só fiz uma saída rápida para testar algumas coisas e coletar informações. Amanhã (sábado) achamos que será no molhado, então será um bom desafio para os pilotos – e espero por isso”.

Na sexta, a chuva atrapalhou pilotos e equipes: Hulk (foto) foi apenas o 13º do dia

Na sexta, a chuva atrapalhou pilotos e equipes: Hulk (foto) foi apenas o 18º do dia

Diferentemente do que Carlos imaginou, o qualifying para o GP dos Estados Unidos não contou com a presença da chuva. No sábado, tanto Sainz quanto Hulkenberg tiveram que se adaptar ao piso seco. Inicialmente, a Renault constatou que seus pilotos poderiam avançar para o Q3 em Austin. Com essa meta em mente, o espanhol e o alemão foram determinados para a pista. Nico e Carlos avançaram para o Q2. Contudo, o espanhol falhou a passagem para a fase decisiva da qualificação por apenas 0s002. Assim, Sainz ficou em 11º, com 1m34s566. “Infelizmente, fiquei a dois milésimos de entrar no Q3. Pressionei acidentalmente um botão de ajuste no volante e perdi 0s2 na última curva. É frustrante porque o Q3 estava ao alcance. Entretanto, os pontos são dados amanhã (domingo), então eu continuo otimista. Normalmente, a corrida aqui é ótima porque você pode seguir os carros e ultrapassar, portanto há potencial para um dia interessante”.

Já Hulkenberg conseguiu um lugar no Q3 de Austin. Na volta decisiva, o alemão anotou 1m34s215, anotando um bom sétimo lugar. A pole position do GP dos Estados Unidos ficou com Lewis Hamilton (Mercedes). Para obter a 81ª pole, o britânico fez 1m32s237 – 1s978 mais veloz do que Nico e 2s329 mais rápido do que Carlos. Ao fim do treino, Hulk se mostrou satisfeito com a sétima posição. “Estou satisfeito com a classificação sem problemas, porque extraímos o potencial do carro. Para ser honesto, não foi nada fácil em termos de equilíbrio, já que estava ventando bastante e você realmente sente isso no carro. O equilíbrio muda drasticamente de uma curva para outra, o que torna as coisas traiçoeiras – e a sensação não muito agradável. Eu forcei ao máximo e acho que fomos bem sucedidos hoje (sábado)”, avaliou o germânico.

Largada do GP dos EUA de 2018: Hulk subiu para sexto, e Sainz ganhou quatro posições

Largada do GP dos EUA de 2018: Hulkenberg ganhou duas posições; já Sainz subiu cinco

A corrida

Domingo, 21 de outubro de 2018. O sol predominou sobre o Circuito das América, em Austin, no Texas, palco de mais um GP dos Estados Unidos. Na seletiva pista, Lewis Hamilton (Mercedes) tinha pela primeira vez a chance de sacramentar a conquista do pentacampeonato mundial. Porém, a sorte não sorriria para o britânico em solo norte-americano. Alheios à disputa do título, a dupla da Renault, Nico Hulkenberg e Carlos Sainz, queria fugir das confusões a fim de pontuar na etapa. Saindo em sétimo, Hulk calçava pneus ultramacios, e Carlos, 11º no grid, contava com compostos supermacios (mais duráveis que os de seu companheiro). Chegar na primeira curva em boas condições era a meta dos dois pilotos. E eles conseguiram: o alemão ultrapassou Esteban Ocon (Force India), tomando o sexto lugar, enquanto o espanhol tracionou bem e superou Romain Grosjean (Haas), Sergio Pérez (Force India) e Charles Leclerc (Sauber) antes de atingir a curva 1.

Ainda na volta 1, na sequência das curvas de alta, Sainz ignorou Ocon, pulando para sétimo. Não satisfeito, Carlos passou a pressionar Nico por um lugar no top 6. Porém, à frente dos pilotos da Renault, Sebastian Vettel (Ferrari), na ânsia de tomar o quarto lugar de Daniel Ricciardo (Red Bull), acabou tocando no carro do australiano. O ferrarista rodou e caiu para a 15ª posição. Com isso, Hulkenberg fechou a primeira volta em quinto, e Sainz, em sexto. Ainda que estivessem com estratégias diferentes de pneus, o ritmo dos dois pilotos da escuderia francesa era semelhante. Aos poucos, porém, o germânico passou a colocar vantagem sobre o madrileno.  Na volta 5, Nico tinha 1s3 sobre Carlos. Em contrapartida, o alemão ficava a 5s de Ricciardo, o quarto.

Sainz tentou acompanhar Hulkenberg, mas uma punição impediu o duelo direto

Sainz tentou acompanhar Hulkenberg, mas uma punição impediu o duelo direto

Enquanto isso, Max Verstappen (Red Bull) fazia uma espetacular prova de recuperação depois de largar em 18º. Na volta 6, o holandês superou Sainz, assumindo a sexta posição. Três voltas depois, foi a vez de Verstappen ultrapassar Hulkenberg. Assim, Max era o quinto, Nico, o sexto, e Carlos, o sétimo. Porém, essa classificação duraria somente por uma volta. Na 10, Ricciardo, com problemas de bateria em seu Red Bull, viu seu carro entrar em pane. Daniel foi obrigado a abandonar. Dessa maneira, Hulk recuperava a quinta posição. Por outro lado, Sainz ficaria na sétima, uma vez que Vettel o ultrapassava naquela passagem. Com dificuldades para retirar o Red Bull de Ricciardo, a direção de prova acionou a entrada do VSC – virtual safety car. A corrida só seria retomada na volta 13. Naquele instante, Vettel partiu para cima de Hulk, tomando-lhe a quinta posição.

Estabilizados na sexta e sétima posições, Hulkenberg e Sainz passavam a se preocupar com quem vinha de trás – já que era impossível perseguir os pilotos das três principais escuderias de 2018 (Ferrari, Mercedes e Red Bull). Na volta 15, Nico tinha 2s de vantagem sobre Carlos, que, por sua vez, colocava 5s6 sobre Ocon. Todavia, a vantagem do espanhol da Renault sobre o francês da Force India seria praticamente anulada por decisão da direção de prova: a FIA considerou que Sainz utilizou a parte asfáltica fora do traçado ideal para ultrapassar Ocon no início do GP dos Estados Unidos. Com isso, puniu Carlos com 5s de tempo acrescido ao seu tempo de corrida. A punição foi divulgada na volta 20. Como ainda não havia feito seu pit stop, o madrileno pararia por 5s, cumpriria a punição e realizaria a troca de pneus.

Na única parada de box, Hulk sacou os pneus ultramacios e colocou compostos macios: top 6 consolidado

Na única parada de box, Hulk sacou os pneus ultramacios e colocou macios: top 6 consolidado

Enquanto Sainz lamentava a decisão, Hulkenberg acelerava a fim de se consolidar no top 6. Entretanto, os pneus ultramacios do carro do alemão davam sinais de desgaste. Por isso, a Renault chamou o germânico para os boxes na volta 23. Na troca, colocaram compostos macios – os mais resistentes do fim de semana de Austin. Assim, Nico não pararia mais nos boxes. No retorno à pista, Hulk estava em nono. Já Carlos assumia provisoriamente o sexto lugar. Lá, ficaria por somente uma volta: na volta 24, o espanhol foi para o pit stop. Além de pagar a punição de 5s, Sainz trocou os pneus supermacios por novos compostos macios. Dessa forma, assim como Hulkenberg, também não pararia mais no pit. Ao retornar à pista, se viu em 11º. Todavia, estava à frente de Ocon, que havia parado antes nos boxes. Já Nico ascendeu à oitava posição graças à parada do companheiro de equipe.

Com o pit stop de Pérez na volta 25, Hulk subiu para sétimo. Sainz também superou o mexicano, além de ultrapassar Marcus Ericsson (Sauber) na pista para assumir a nona colocação. Na volta 27, o espanhol da Renault passou Brendon Hartley (Toro Rosso) e subiu para oitavo. A dupla da Renault recuperou a posição pré-pit stop na volta 30. Após a parada de Kevin Magnussen (Haas), Nico reassumiu a sexta posição, e Carlos, a sétima. Com as posições consolidadas, a dupla da Renault não tinha muito mais a fazer a não ser gerenciar o trem de corrida e administrar os pneus. E assim fizeram. No fim, Hulkenberg conquistou o sexto lugar, e Sainz, o sétimo.

No fim, Hulkenberg e Sainz ficaram no top 7 de Austin: era o máximo que poderiam fazer

No fim, Hulkenberg e Sainz ficaram no top 7 de Austin: era o máximo que poderiam fazer

A vitória em Austin ficou com Kimi Raikkonen (Ferrari). Foi a primeira do finlandês em 113 GPs – seu último triunfo havia sido no GP da Austrália de 2013, em Melbourne, com Lotus. Foi a 21ª conquista de Raikkonen na F1, o que lhe garantiu o posto de maior vencedor da Finlândia na categoria – antes, estava empatado com Mika Hakkinen, com 20 vitórias. Max Verstappen fez uma tremenda prova de recuperação e alcançou um espetacular segundo lugar, e Hamilton completou o pódio. Com o resultado, Lewis não assegurou o quinto título – Vettel terminou em quarto, impedindo matematicamente a conquista. Porém, o britânico ficou a seis pontos de colocar o Mundial em sua galeria.

Nos boxes da Renault, havia a sensação de dever cumprido com o resultado do GP dos Estados Unidos. Que o diga Hulkenberg. “Foi o melhor resultado da equipe desde que estou na Renault (o alemão ingressou no time em 2017), então estou feliz com isso, foi um ótimo trabalho de todos os envolvidos. Nós demonstramos na pista que o ritmo de corrida do nosso carro é bastante decente e ainda somos muito competitivos. Também ilustrou como é importante ter uma posição de classificação forte e uma primeira volta limpa. No fim, marcamos um ótimo número de pontos. É uma grande satisfação, mas temos três provas pela frente e precisamos manter o bom trabalho”, avaliou.

Hulkenberg celebrou o top 6 de Austin: resultado colocou alemão em sétimo no Mundial

Hulkenberg celebrou o top 6 de Austin: resultado colocou alemão em sétimo no Mundial

Já Sainz também ficou satisfeito com o sétimo lugar, mas reclamou da punição dada pela direção de prova. “Em geral, estou feliz com a maneira como terminamos o fim de semana. Foi um resultado muito bom para a equipe. Chegar em sexto e sétimo aqui nos dá um bom número de pontos. Foi um fantástico esforço em equipe. Quanto a mim, fiz uma ótima largada e já havia ultrapassado três carros na primeira curva. Saí do traçado atrás da Ferrari, mas retornei à pista com segurança, deixando Esteban (Ocon) passar. Depois o ultrapassei de modo limpo por fora na curva 6, portanto ainda não consigo entender a punição. Após aquilo, tudo girou ao redor do gerenciamento de pneus e economia de combustível. Estou feliz com a sétima posição e por ver os grandes esforços de toda a equipe recompensados hoje (domingo)”, finalizou.

Sainz, à frente de Vettel em Austin: a lamentar a punição dada após a largada

Sainz, à frente de Vettel: a lamentar a punição dada após a largada, que lhe custou 5s nos boxes

Publicado em Austin, Brendon Hartley, Carlos Sainz Jr., Charles Leclerc, Estados Unidos, Force India, Haas, Kevin Magnussen, Marcus Ericsson, Nico Hulkenberg, Renault, Romain Grosjean, Sauber, Sergio Pérez, Toro Rosso | Publicar um comentário

Japão-2018: Pérez derrota Grosjean e arranca top 7 em Suzuka

Pérez teve dificuldades em Suzuka, mas arrancou 6 pontos que lhe renderam o 7º lugar do Mundial

Pérez teve dificuldades em Suzuka, mas arrancou 6 pontos que lhe renderam o 7º lugar do Mundial

Sergio Pérez começou o fim de semana do GP do Japão de 2018, em Suzuka, sendo constantemente superado por Esteban Ocon, seu companheiro na Force India. Parecia que o mexicano não encontrava a sintonia ideal entre o seu conjunto e o circuito nipônico. Quando tudo levava a crer que o latino teria mais uma corrida difícil, Checo foi lá e fez acontecer: com regularidade e competência, Pérez arrancou um ótimo sétimo lugar na etapa japonesa. O asteca se aproveitou para ultrapassar Romain Grosjean (Haas) no fim e conquistar seis importantes pontos, que o fizeram saltar da 10ª para a sétima colocação no Mundial de Pilotos, com 53 pontos – ao lado de Kevin Magnussen (Haas) e Nico Hulkenberg (Renault). Além de ficar à frente do dinamarquês e do alemão nos critérios de desempate, Sergio superou Fernando Alonso (McLaren, 50 pontos) e deixou o próprio Ocon (49) para trás na disputa pelo top 7 da temporada.

O resultado obtido por Checo em Suzuka também ajudou a consolidar a escuderia de Lawrence Stroll na sétima posição do Mundial de Construtores, com 43 pontos – a equipe perdeu os 59 pontos conquistados até o GP da Hungria, em razão de sua venda durante o ano vigente. Dessa forma, a Force India se aproximou da McLaren – ficou a 15 pontos do time de Woking (58 a 43). A arrancada de Sergio só se deu no próprio GP do Japão. Durante os treinos de sexta e de sábado, o mexicano enfrentou dificuldades e não demonstrou o mesmo ritmo de Ocon. Na sexta-feira, primeiro dia de treinos em solo japonês, Pérez foi o 11º mais veloz, com 1m30s510. O mexicano ficou a 0s475 de Esteban, sétimo colocado, com 1m30s035, e a 2s293 de Lewis Hamilton (Mercedes), o melhor do dia com 1m28s217.

As coisas não iam bem para Pérez em Suzuka: mexicano andou atrás de Ocon durante o fim de semana em Suzuka

As coisas não iam bem para Pérez: latino andou atrás de Ocon durante o fim de semana em Suzuka

Sobre a sexta-feira, Checo foi enfático. “O dia foi bastante normal em termos do trabalho que fizemos, mas há mais a ser feito para me certificar de que me sinto confortável com o carro. Tentamos muitas coisas com o acerto e vimos que o Esteban era bastante competitivo, por isso já existe uma boa base para amanhã (sábado). A classificação será crucial. Colocar a volta perfeita não é fácil e eu realmente quero que a gente esteja lá como o melhor dos demais no quali. O clima é incerto, mas vamos ver como acontece”, afirmou Pérez, um fã confesso do circuito nipônico. “É uma sensação incrível estar pilotando em Suzuka nesses carros. É uma das melhores pistas e todas as voltas, mesmo nos treinos, são realmente agradáveis”, observou o latino.

No sábado, a Force India voltou a mostrar potencial. Além de Ocon seguir em boa forma, Pérez também conseguiu encontrar um bom acerto em Suzuka. Resultado: tanto o francês quanto o mexicano avançaram para o Q3, fase decisiva do qualifying. Entretanto, Checo não encaixou a primeira volta e foi vítima da chuva que caiu na sequência, o que o impediu de melhorar sua marca na sessão final. No fim, ficou com o alto tempo de 1m37s229, o que lhe rendeu apenas a 10ª posição no grid. Sergio ficou a 7s103 de Ocon, oitavo com 1m30s126, e a 9s469 de Lewis Hamilton (Mercedes), pole do GP do Japão com 1m27s760 – pela 80ª vez, o britânico alcançou a posição de honra de um Grande Prêmio, recorde absoluto na Fórmula 1.

No sábado, Pérez avançou para o Q3, mas errou na primeira volta e teve que se consolar com o 10º lugar da sessão

No sábado, Pérez avançou para o Q3, mas errou e teve que se consolar com o 10º lugar da sessão

O latino da Force India lamentou o resultado do Q3. “Não estou muito feliz (com o 10º lugar) porque acho que eu deveria ter ficado à frente de vários outros carros. Foi uma sessão difícil desde o começo do Q1. Eu estava completando minha volta quando surgiu a bandeira vermelha pelo acidente de (Marcus) Ericsson (o sueco destruiu seu Sauber na sessão): eu estava a apenas alguns metros da linha de chegada, mas perdi a volta e tive de tentar novamente. No Q3, escorreguei e perdi bastante tempo na minha primeira volta quando a pista estava nas melhores condições, então definitivamente a sensação é de que eu poderia ter feito muito mais hoje (sábado). Precisamos recuperar algum terreno amanhã (domingo). Largamos entre os 10 primeiros e temos um ótimo ritmo, portanto podemos marcar um bom número de pontos”, avaliou.

Largada do GP do Japão: saindo em nono, Pérez superou Hartley e subiu para oitavo

Largada do GP do Japão: saindo em nono, Pérez superou Hartley e subiu para oitavo

A corrida

Durante a semana que precedeu o GP do Japão, a meteorologia chegou a prever que um tufão influenciaria o clima para a corrida em Suzuka. Entretanto, a rota do fenômeno natural foi alterada, e o sol predominou no desafiador circuito nipônico em 7 de outubro de 2018. Sergio Pérez (Force India) alinhou em nono no grid, uma vez que Esteban Ocon (Force India) foi punido com a perda de três posições na grelha de partida por ignorar bandeiras amarelas durante o qualifying de sábado. Assim, o francês caiu para a 11ª colocação no grid. Bom para o mexicano, que herdou uma posição e sairia do lado emborrachado do traçado. Calçando pneus supermacios, Checo e a Force India trabalhavam com a estratégia de apenas uma parada nos boxes. Assim, uma forte largada poderia significar a consolidação de bons pontos para o latino.

Quando as luzes vermelhas se apagaram, Pérez ganhou a posição de Brendon Hartley (Toro Rosso), que havia largado em sexto, mas tracionou mal e caiu para 10º. Assim, o piloto da Force India completou a volta 1 em oitavo. Na volta 2, Kevin Magnussen (Haas) fechou o caminho de Charles Leclerc (Sauber) na disputa pelo 12º lugar. O monegasco acertou o pneu traseiro esquerdo do dinamarquês, que acabou furando. O toque fez com que detritos se espalhassem pela pista. Diante do problema, a direção de prova acionou a entrada do safety car em Suzuka na volta 4.  Com isso, Sergio ficou com Pierre Gasly (Toro Rosso) em sua alça de mira. O objetivo do asteca era um só: dar o bote no francês na relargada. Quando ela veio, na volta 8, entretanto, Gasly conseguiu sustentar sua posição.

Sergio Pérez arrancou um excelente 7º lugar no GP do Japão, em Suzuka: mexicano assumiu 7º lugar no Mundial

Checo, à frente de Ocon, Ricciardo e Gasly: mexicano seria superado pelo australiano na volta 11

Porém, Pérez ascenderia ao sétimo lugar ainda naquela volta: na ânsia de alcançar o terceiro posto, Sebastian Vettel (Ferrari) tocou em Max Verstappen (Red Bull) na Curva Spoon. O alemão levou a pior: rodou e caiu para o fim do pelotão. Assim, Checo ingressou no top 7. Mas ali permaneceria por pouco tempo. Na volta 11, o mexicano seria ultrapassado por Daniel Ricciardo (Red Bull), que fazia prova de recuperação após largar em 15º. Assim, o piloto da Force India caía para oitavo. Na volta 15, Sergio estava a 1s7 de Gasly, e tinha 1s1 de vantagem sobre Ocon. A partir dali, as equipes começavam a chamar seus pilotos para a troca de pneus. O primeiro entre os ponteiros foi Kimi Raikkonen (Ferrari), que ingressou nos boxes na volta 18. Com isso, Pérez recuperou a sétima posição. Com pneus novos, o finlandês logo alcançou o latino. Na volta 21, Raikkonen ultrapassou Pérez, que voltou a cair para oitavo.

Na volta 24, Sergio realizou seu pit stop. Na troca, substituiu os pneus supermacios por compostos macios (os mais resistentes do fim de semana). Dessa forma, não precisaria mais retornar para os boxes. Ao voltar para a pista, se viu num longínquo 17º lugar. Porém, todos os adversários também iriam para o pit. Na volta 26, Pérez ultrapassou Sergey Sirotkin (Williams). Na mesma passagem, Fernando Alonso (McLaren), Ocon e Vettel entraram nos boxes. Assim, o mexicano subiu para 13º. Na volta 27, Checo superou Marcus Ericsson (Sauber) e Nico Hulkenberg (Renault), ascendendo para a 11ª colocação. Com o pit stop de Hartley, na volta 28, Sergio voltou para o top 10 em Suzuka.

Checo

Checo superou Grosjean após o ingresso do regime do VSC: atitude foi coroada com sétimo lugar

A partir de então, passou a perseguir Leclerc, o nono. Na volta 30, o piloto da Force India ultrapassou o monegasco da Sauber ao utilizar o DRS na reta dos boxes. Naquele momento, Gasly e Romain Grosjean (Haas) estavam nos boxes. Pérez deixou o francês da Toro Rosso para trás, e, por muito pouco, não superou também o gaulês da Haas. Assim, teve que se conformar com a oitava posição. Na volta 33, Checo foi novamente ultrapassado por Vettel, caindo para nono. Todavia, na passagem seguinte, com o pit stop de Carlos Sainz Jr. (Renault), o mexicano retomaria a oitava colocação. Na 35, Vettel superou Grosjean. Com isso, o francês da Haas voltou a ser o alvo de Sergio em Suzuka. A diferença entre os dois girava na casa de 1s. Entretanto, Romain não permitia qualquer iniciativa de Checo.

Na volta 40, um problema na suspensão fez Leclerc abandonar a corrida. Porém, o monegasco deixou seu Sauber em uma posição não muito segura. Isso fez com que a direção de prova acionasse o VSC – virtual safety car. Por duas voltas, a etapa ficou sob bandeira amarela. E foi aí que Pérez colocou em mente que precisava aproveitar o momento para ultrapassar Grosjean. Quando a bandeira verde liberou o prosseguimento da etapa, Checo armou o bote. Bem na curva 1, o latino da Force India ultrapassou o francês da Haas, assumindo a sétima posição. A partir daí, Pérez abriu sobre Grosjean, consolidando o top 7 em Suzuka. Em contrapartida, não tinha muito a fazer para alcançar Vettel. Assim, tratou de administrar sua vantagem para assegurar seis importantes pontos na corrida nipônica.

Pérez afirmou ter se divertido na corrida:

Pérez afirmou ter se divertido na corrida: “nosso ritmo foi forte e a equipe teve ótima estratégia”

A vitória no GP do Japão ficou com Lewis Hamilton (Mercedes). Foi o 71º triunfo do britânico na F1, líder inconteste do Mundial com 67 pontos de vantagem sobre Vettel, que terminou num tímido sexto lugar – 331 pontos de Lewis, contra 264 de Seb. Assim, Hamilton poderia sacramentar matematicamente a conquista do pentacampeonato já na próxima etapa – o GP dos Estados Unidos, em Austin. Título mundial à parte, Valtteri Bottas (Mercedes) terminou em segundo, seguido por Max Verstappen (Red Bull). Nos boxes da Force India, a sétima posição de Pérez foi recebida com festa. Também pudera: o latino só ficou atrás das três principais potências de 2018 – Mercedes, Red Bull e Ferrari.

“Obtivemos um bom resultado hoje (domingo): o melhor que eu poderia realisticamente esperar. Após a classificação ruim de ontem (sábado), nós ganhamos muitas posições e sinto que realmente conseguimos o máximo na corrida. Nosso ritmo foi forte e a equipe teve uma ótima estratégia. Nós sabíamos que precisávamos ser agressivos para bater a Haas e quase conseguimos superar Grosjean no pit stop, mas eu perdi um pouco de tempo batalhando com Leclerc. Na relargada do VSC, me aproximei bastante de Grosjean, e quando vi uma oportunidade, aproveitei. Estou muito empolgado com nosso desempenho hoje (domingo). Tivemos de forçar ao máximo e fizemos algumas boas ultrapassagens: foi uma prova fantástica”, celebrou Pérez.

Com 53 pontos, Pérez está empatado com Hulkenberg e Magnussen: disputa à vista

Com 53 pontos, Pérez está empatado com Hulk e Magnussen: disputa à vista pelo top 7 do Mundial

Publicado em Brendon Hartley, Carlos Sainz Jr., Charles Leclerc, Esteban Ocon, Fernando Alonso, Force India, Haas, Japão, Kevin Magnussen, Marcus Ericsson, McLaren, Nico Hulkenberg, Pierre Gasly, Renault, Romain Grosjean, Sauber, Sergey Sirotkin, Sergio Pérez, Suzuka, Toro Rosso, Williams | Publicar um comentário

Rússia-2018: Leclerc leva Sauber ao sétimo lugar em Sochi

Charles Leclerc (Sauber) foi o 'melhor do resto' em Sochi: 7º lugar com sabor de vitória

Charles Leclerc (Sauber) foi o ‘melhor do resto’ em Sochi: 7º lugar com sabor de vitória

Sensação do grid em 2018, ano de sua estreia na Fórmula 1, Charles Leclerc recebeu um presente e tanto no último dia 11 de setembro: o jovem piloto da Sauber foi anunciado pela Ferrari como piloto do time para 2019. Sucessor de Kimi Raikkonen na Rossa, o monegasco será companheiro de Sebastian Vettel na próxima temporada. Trata-se de um grande passo para um talento em construção. Embora já se imagine vestindo as cores vermelhas, Leclerc quer deixar a melhor impressão possível para os ‘tifosi’. Com tremenda audácia e velocidade, Charles conquistou um excelente sétimo lugar no GP da Rússia, disputado no último domingo, em Sochi. O piloto de Mônaco só ficou atrás dos rivais das três principais potências da F1 – Mercedes, Ferrari e Red Bull -, além de ter sido o único que não conduzia pelas três grandes escuderias a se manter na mesma volta do vencedor da prova russa, Lewis Hamilton (Mercedes).

Este não foi o melhor resultado de Leclerc até o momento – ele terminou em sexto no GP do Azerbaijão, em Baku. Naquela oportunidade, as circunstâncias levaram o piloto da Sauber ao top 6. Já em Sochi, sobrou maturidade para Charles. Talvez por esse predicado, a Ferrari tenha feito valer o desejo de Sergio Marchionne, CEO da Scuderia que faleceu no último dia 25 de julho. Sua condução, por si só, revelou que a aposta ferrarista para substituir Raikkonen pode ter sido certeira. Com o sétimo posto obtido na etapa russa, Leclerc passou a somar 21 pontos no Mundial. O monegasco seguiu em 15º entre os Pilotos. Por outro lado, o top 7 de Charles fez com que a Sauber se aproximasse da Toro Rosso na disputa pela oitava posição entre os Construtores – agora, o time suíço subiu para 27, contra 30 da escuderia italiana.

Leclerc é cumprimentado por membros da Ferrari em Sochi: futuro vermelho em 2019

Leclerc é cumprimentado por membros da Ferrari em Sochi: futuro vermelho em 2019

Pela primeira vez, Leclerc corria com um F1 em Sochi. Em razão disso, havia a necessidade de se adaptar ao seletivo circuito russo. Na sexta-feira, o monegasco fez o 13º tempo do dia, com 1m35s432. Uma marca discreta, ainda mais se comparada com a de seu companheiro de Sauber, Marcus Ericsson – o sueco anotou 1m35s295, 0s137 mais veloz do que Leclerc, e ficou com o 10º tempo. Charles ficou a 2s047 de Lewis Hamilton (Mercedes), o mais veloz da sexta com 1m33s385. Após as duas sessões livres, o piloto de 20 anos disse que buscou achar a chamada ‘sintonia fina’ com a pista russa. “Eu pilotei neste circuito pela primeira vez hoje (sexta), e ainda estou trabalhando para encontrar meu ritmo. As condições da pista melhoraram ao longo do dia, e testamos diferentes compostos de pneus. Vamos trabalhar duro para descobrir como podemos melhorar para amanhã (sábado), que será o dia que conta. Aguardo com expectativa a classificação”, observou.

No sábado, a Sauber revelou um potencial que não havia mostrado no dia anterior. Tanto Leclerc quanto Ericsson anotaram tempos razoáveis, capazes de colocá-los em posições intermediárias no grid do GP da Rússia. Porém, no qualifying, veio a surpresa: os carros do time suíço avançaram para o Q3 sem dificuldades. Também pudera: a equipe contou com o fato de Pierre Gasly (Toro Rosso) e as duplas da Red Bull (Max Verstappen e Daniel Ricciardo) e da Renault (Nico Hulkenberg e Carlos Sainz Jr.) não entrarem na pista no Q2. Assim, bastou anotar um tempo para alcançar a fase decisiva da qualificação. No fim, Leclerc arrancou um excelente 7º lugar, com o tempo de 1m33s419. O monegasco ficou a 0s006 de Esteban Ocon (Force India), o sexto, e a 2s032 de Valtteri Bottas (Mercedes), o pole do GP da Rússia de 2018 – a sexta na carreira do finlandês. Por outro lado, Charles colocou 1s777 sobre Ericsson, 10º no Q3.

Após uma sexta discreta, Charles brilhou no Q3 de Sochi: sétimo lugar, a 0s006 do sexto

Após uma sexta-feira discreta, Charles brilhou no Q3 de Sochi: 7º lugar, a 0s006 do 6º colocado

Apesar de perder um lugar na terceira fila por apenas 0s006, Leclerc estava radiante após o quali. A sétima posição no grid era a melhor obtida pelo monegasco na F1, superando a oitava colocação conquistada na grelha do GP da França, em Paul Ricard. “Estou muito feliz com o dia de hoje (sábado). Fizemos um bom avanço desde ontem (sexta-feira), e melhorei bastante a minha pilotagem. É ótimo ver o trabalho duro que fizemos neste fim de semana dar certo. A sétima posição é a minha melhor colocação de largada até agora nesta temporada, então estou ansioso para a corrida de amanhã (domingo)”, observou Charles.

Largada do GP da Rússia, em Sochi: Leclerc tracionou bem e figurou atrás de Mercedes e Ferrari

Largada do GP da Rússia, em Sochi: Leclerc tracionou bem e figurou atrás de Mercedes e Ferrari

A corrida

Domingo, 30 de setembro de 2018. Nuvens escuras pairavam sobre o balneário russo de Sochi. Todavia, não choveria durante o GP da Rússia. Assim, o circuito que recorta o Parque Olímpico dos Jogos de Inverno de 2014 hospedaria uma prova com uma única estratégia traçada: a de um pit stop. Alinhado na sétima posição do grid, Charles Leclerc calçava pneus hipermacios (os mais aderentes e menos duráveis do fim de semana). Dessa maneira, seu primeiro stint seria curto. Entretanto, antes de se preocupar com a tática para a corrida, o monegasco precisava estar atento à sequência de curvas após a largada da etapa russa. Escapar ileso era preciso. Quando as luzes vermelhas se apagaram, o piloto da Sauber tracionou bem e pulou à frente de Esteban Ocon (Force India) e Kevin Magnussen (Haas), ficando atrás somente das duplas de Mercedes – Valtteri Bottas e Lewis Hamilton – e de Ferrari – Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Porém, na freada da curva 2, foi superado por Magnussen, completando a volta 1 em sexto.

Logo na volta 2, o monegasco partiu com atitude para cima do dinamarquês da Haas. Charles não se intimidou com Kevin, contornou a curva 4 pelo lado de fora e aplicou uma bela manobra sobre o rival. Foi um dos grandes momentos da corrida. Assim, o piloto da Sauber assumia a quinta posição em Sochi. Porém, Leclerc já estava 4s distante de Raikkonen, o quarto colocado. E essa diferença só iria aumentar. Na volta 5, Kimi já tinha 8s sobre Charles. Por outro lado, o monegasco abria 2s em relação a Magnussen. Entretanto, o dinamarquês estava mais preocupado com a aproximação de Max Verstappen (Red Bull). O holandês, que largou em 19º, já estava em sétimo e pressionava Kevin. Na volta 6, Verstappen superou Magnussen e assumiu a sexta posição. Segurar Max era impossível. Logo na volta 8, o piloto da Red Bull colou em Leclerc e, na freada da curva 2, ultrapassou sem dificuldades o novato da Sauber.

Leclerc foi superado por Max Verstappen (Red Bull) na volta 8: monegasco foi presa fácil

Leclerc foi superado por Max Verstappen (Red Bull) na volta 8: monegasco foi presa fácil

Em sexto, Charles sentia o desgaste dos compostos hipermacios. Em razão disso, o time suíço convocou o monegasco para a única parada nos boxes na volta 11. No pit, os mecânicos da Sauber sacaram os pneus usados e os substituíram por um jogo de macios (os mais duráveis do fim de semana). Dessa maneira, Leclerc poderia terminar o GP da Rússia sem dificuldades. No retorno à pista, o piloto de 20 anos estava em 11º lugar. Na 12, com o pit stop de Marcus Ericsson (Sauber), Charles retornou à zona de pontuação. Na passagem seguinte, com a parada de Sergio Pérez (Force India), o monegasco ascendeu para a nona posição. Na volta 14, o piloto da Sauber ultrapassou Carlos Sainz Jr. (Renault), assumindo a oitava colocação. A partir daquele momento, Leclerc se isolou na pista. Contudo, ele precisava manter o ritmo, a fim de evitar qualquer aproximação de Magnussen.

Na volta 20, Charles estava a 9s8 de Nico Hulkenberg (Renault), que ainda não havia feito seu pit stop. Por outro lado, tinha 10s sobre Kevin. Doze voltas depois, o monegasco da Sauber reduziu a diferença entre ele e o alemão da Renault para 7s. Em contrapartida, colocava 11s sobre o dinamarquês da Haas. Na volta 36, enfim, Hulkenberg realizou sua parada. Assim, Leclerc era o sétimo. À sua frente, estava Daniel Ricciardo (Red Bull). O australiano, assim como Verstapppen, saiu no fim do grid. Na volta 40, Ricciardo fez seu pit stop, retornando à pista ainda em sexto. Desta forma, Charles era sétimo lugar de fato e de direito. Bastou administrar as condições dos pneus e a vantagem sobre Magnussen para concluir o GP da Rússia com mais seis pontos no bolso.

Após a parada de Hulkenberg, Leclerc assumiu o 7º lugar para não mais perdê-lo

Após a parada de Hulkenberg, Leclerc assumiu o 7º lugar para não mais perdê-lo

A vitória na etapa russa foi de Hamilton. Foi o 70º triunfo da carreira do britânico da Mercedes, que aumentou para 50 pontos sua vantagem sobre Vettel na liderança do Mundial – 306 contra 256 do alemão da Ferrari, que foi o terceiro em Sochi. Todavia, Lewis foi beneficiado por uma ordem da Mercedes. Bottas, líder do GP da Rússia, cedeu a vitória para o tetracampeão em movimento bastante criticado – o finlandês ‘estacionou’ o carro para dar passagem para o inglês. Assim, Valtteri ficou em segundo. No pódio, tanto Hamilton quanto Bottas demonstravam estar constrangidos com a situação.

Por outro lado, Leclerc não escondia a felicidade nos boxes da Sauber. “Estou muito feliz com o resultado hoje (domingo). Foi uma grande corrida, com uma estratégia forte, e um carro que parecia muito bom de pilotar. As ultrapassagens no início da corrida estavam no limite, mas nos ajudaram a terminar a corrida na sétima posição. Marcar esse resultado pela primeira vez nesta temporada é incrível, e é uma boa recompensa para todo o trabalho duro que fazemos semana após semana. Estou feliz por ter marcado mais alguns pontos e não posso esperar pela próxima corrida no Japão”, avaliou.

Com o sétimo lugar, Leclerc passou a somar 21 pontos em 2018: desempenho positivo do monegasco

Com o sétimo lugar, Leclerc passou a somar 21 pontos em 2018: desempenho positivo do monegasco

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Cingapura-2018: Alonso alcança sétimo lugar em Marina Bay

Após anunciar retirada da F1, Fernando Alonso (McLaren) brilhou em Marina Bay com 7º lugar

Após anunciar retirada da F1, Fernando Alonso (McLaren) brilhou em Marina Bay com 7º lugar

No último dia 14 de agosto, Fernando Alonso anunciou que deixaria a Fórmula 1 ao fim da temporada de 2018. Insatisfeito com os resultados da McLaren, o espanhol tomou a decisão de partir para novos desafios no automobilismo. O bicampeão não conseguiu transformar paixão e velocidade em bons resultados com a equipe de Woking. Após quatro temporadas de dissabores no time britânico, Alonso chegou à conclusão de que a categoria máxima do esporte a motor era perda de tempo. Embora o foco esteja no futuro, o asturiano quer deixar a sua melhor impressão na pista. E foi o que a F1 viu no último domingo, 16 de setembro: com velocidade e competência, Fernando levou o problemático MCL33 ao sétimo lugar no GP de Cingapura, em Marina Bay, cruzando a linha de chegada atrás somente dos pilotos de Mercedes, Ferrari e Red Bull – as principais potências da categoria neste ano.

Foi o melhor resultado de Alonso desde o GP do Azerbaijão, em Baku – quando também foi sétimo. O top 7 em Marina Bay fez com que Fernando subisse do 11º para o oitavo lugar no Mundial de Pilotos. Com os seis pontos obtidos no último domingo, o espanhol passou a somar 50 pontos em 2018. Além dos pilotos das três equipes grandes, o bicampeão só é superado por Nico Hulkenberg (Renault) – atualmente, com 53 pontos. Aliás, o asturiano tem mirado a conquista da sétima posição no campeonato – tem sido a motivação que o move nas suas últimas apresentações na Fórmula 1. Com o sétimo lugar de Alonso, a McLaren seguiu na sexta posição entre os Construtores. A equipe britânica somou 58 pontos, 26 à frente da Force India – sua principal perseguidora tem 32 pontos.

Dono de duas vitórias do GP de Cingapura (2008 e 2010), o bicampeão tinha como objetivo pontuar na etapa de 2018

Dono de duas vitórias em Cingapura (2008 e 2010), Alonso tinha como objetivo pontuar em 2018

Vencedor em Marina Bay em duas ocasiões – 2008, com Renault, e 2010, com Ferrari -, Alonso tinha aspirações mais modestas em 2018. Pontuar bem era a meta do piloto da McLaren em Cingapura. Nos treinos de sexta, o objetivo se tornou mais claro. O espanhol foi o nono mais veloz do dia, com o tempo de 1m40s459. A marca do bicampeão ficou a 1s760 da de Kimi Raikkonen (Ferrari), o mais veloz dos dois treinos livres com 1m38s699. Por outro lado, foi 0s705 mais rápido do que seu companheiro de McLaren, Stoffel Vandoorne – com 1m41s164, o belga foi o 16º do dia.

“Foi uma sexta-feira positiva. É sempre incrível correr nessas ruas a essas velocidades. Nós tentamos algumas coisas interessantes, também comparando diferentes configurações nos dois carros. Reunimos boas informações sobre os pneus e sobre as mudanças de configuração que estávamos administrando nas duas sessões de treinos livres. Eu consegui uma boa quantidade de voltas, o que em um circuito de rua é muito importante, pois quanto mais você corre, mais confiante você está. Será uma grande batalha para chegarmos ao Q3 amanhã (sábado), mas a posição de classificação é muito importante aqui, por isso estamos dando prioridade ao nosso desempenho nos sábados. A evolução da pista que conhecemos é enorme em Cingapura, então você também tenta seguir as condições da pista, e acho que estamos preparados para a qualificação”, afirmou Alonso.

Após uma boa sexta-feira, Fernando não conseguiu levar a McLaren ao Q3 no sábado

Após uma boa sexta-feira, Fernando não conseguiu levar a McLaren ao Q3 no sábado

O objetivo traçado pelo bicampeão na sexta não foi alcançado no sábado. O MCL33 da McLaren não parecia adaptado ao circuito de Marina Bay. O desempenho de Vandoorne, por si só, já demonstrou isso: o belga anotou 1m39s864, ficando em 18º no Q1. Já Fernando avançou para a segunda fase, mas acabou parando por aí – ele caiu no Q2, com o tempo de 1m38s641, ficando na 11ª colocação. O espanhol superou em 1s223 a marca obtida por Stoffel. Por outro lado, o asturiano ficou a 2s626 da pole de Lewis Hamilton (Mercedes) – o britânico anotou um incrível 1m36s015 para conquistar sua 79ª pole na carreira. Embora não tenha avançado para o Q3, Alonso ficou satisfeito com o resultado final da qualificação.

“Temos sido competitivos durante todo o final de semana e esse resultado de classificação é bom. Sabíamos que estaríamos próximos do Q3, mas começar a corrida de nono ou décimo com os pneus hipermacios pode ser uma grande desvantagem amanhã (domingo), já que esses pneus tiveram muita degradação ontem (sexta) nas corridas longas. Então eu prefiro ficar em 11º com uma livre escolha de pneus, e espero que possamos nos beneficiar disso. Só valeria a pena estar no Q3 se fôssemos quinto ou sexto. Em 10 anos de corridas aqui, houve 100% de presença do safety car, e precisamos estar preparados para isso caso haja uma oportunidade ou uma janela para parar e trocar pneus. É uma corrida longa e desafiadora amanhã (domingo) e precisamos manter o foco e lutar por pontos, mas antes de tudo precisamos ver a bandeira quadriculada. Em termos de confiabilidade, não estamos muito fortes recentemente e precisamos mudar isso”, analisou o bicampeão.

Largada do GP de Cingapura de 2018: Alonso se livrou do incidente entre Pérez e Ocon e subiu para 9º

Largada do GP de Cingapura: Alonso se livrou do incidente entre Pérez e Ocon e subiu para 9º

A corrida

Domingo, 16 de setembro de 2018. Dez anos depois da primeira etapa noturna da história da Fórmula 1, o GP de Cingapura continuava a impressionar com seu show de luzes e imagens impressionantes. Vencedor da prova inaugural de Marina Bay, em 2008, Fernando Alonso estava convencido de que alcançar os pontos era possível com o MCL33. A bordo de sua alaranjada McLaren, o asturiano calçava pneus ultramacios – de média aderência, entre os compostos disponibilizados pela Pirelli. Essa estratégia garantiria o espanhol por mais tempo na pista, o que possibilitaria que ganhasse posições. Quando a largada foi dada, a preocupação do bicampeão era a de escapar ileso de qualquer incidente nas primeiras curvas. Dito e feito: logo na curva 3, uma briga fratricida na Force India provocaria a entrada do safety car. Sergio Pérez e Esteban Ocon se tocaram bem à frente do veterano da McLaren. O francês levou a pior, acabando no muro.

Alonso se aproveitou do incidente entre os pilotos da Force India para superar Nico Hulkenberg (Renault). Como herdou a posição de Ocon, Fernando completou a volta 1 em nono. Com o carro de segurança na pista, Marina Bay fazia jus à tradição: em todo GP de Cingapura, há a presença do safety car. A relargada foi dada na volta 4, e Alonso se manteve em nono. À frente dele, estava Romain Grosjean (Haas); atrás, Carlos Sainz Jr. (Renault). O bicampeão não conseguia acompanhar o ritmo do francês. Por outro lado, não era incomodado pelo compatriota. Na volta 10, Fernando estava a 2s2 de Romain e tinha 2s6 sobre Carlos. Entretanto, diferentemente de quem ia à frente, o stint do asturiano seria mais longo. Dessa forma, seu ritmo era muito bom. Na volta 16, com a parada de Grosjean nos boxes, Alonso ascendeu para a oitava posição. Duas voltas depois, foi a vez de Pérez fazer seu pit stop, o que colocou o bicampeão em sétimo.

Alonso, à frente de Sainz e Hulkenberg: asturiano derrotou a Renault e foi o 'melhor do resto'

Alonso, à frente de Sainz e Hulkenberg: asturiano derrotou a Renault e foi o ‘melhor do resto’

Na volta 19, Fernando estava a 11s6 de Valtteri Bottas (Mercedes), o sexto – e que já havia feito seu primeiro pit stop. Brigar com o finlandês era algo impossível. A partir daí, a missão passou a ser administrar a vantagem para Sainz, uma vez que o madrileno da Renault tinha a mesma estratégia da McLaren. Naquele instante, o bicampeão mantinha-se com 2s6 à frente do compatriota. Com o passar das voltas, Alonso colocou mais vantagem sobre Sainz – sinal de que o veterano gerenciava melhor os compostos ultramacios. Na volta 29, Fernando abria 4s1 sobre Carlos. O piloto da Renault não tinha alternativas. Sem rendimento, a solução era parar nos boxes. E foi o que fez na volta 37. A fim de impedir qualquer possibilidade de avanço do adversário, Alonso foi para os boxes na passagem seguinte. Na troca, sacou os pneus ultramacios e colocou os compostos macios (os mais resistentes do fim de semana). Na saída, seguiu em sétimo.

A partir dali, o asturiano da McLaren passou a abrir boa vantagem sobre o madrileno da Renault. Tanto que, na volta 41, Fernando tinha 8 segundos sobre Carlos. Onze voltas depois (volta 52), a diferença aumentou para 14 segundos. Alonso, assim, consolidava seu sétimo lugar em Marina Bay, terminando com 27 segundos de frente sobre Sainz. O espanhol de 37 anos foi o único piloto que não guiava para uma das três potências da temporada a cruzar a linha de chegada na mesma volta do vencedor. Aliás, a vitória no GP de Cingapura ficou com um absoluto Lewis Hamilton (Mercedes). Foi o 69º triunfo do britânico na F1, que o fez abrir 40 pontos de vantagem sobre Sebastian Vettel (Ferrari) na luta pelo penta – Lewis tem 281 pontos, contra 241 de Seb, que terminou em terceiro em Marina Bay. Max Verstappen (Red Bull) ficou na segunda posição.

Tática de uma única parada da McLaren consolidou Alonso nos pontos em Cingapura

Tática de uma única parada da McLaren consolidou Alonso nos pontos em Cingapura

Alonso deixou o GP de Cingapura satisfeito por ser o ‘melhor do resto’. “Estou muito feliz com a sétima posição. Normalmente algo acontece à nossa frente, mas hoje todos os seis carros à frente terminaram a corrida, então P7, atrás dos seis primeiros carros, é uma pequena vitória para nós. Executamos a corrida com perfeição com uma boa estratégia, maximizamos a vantagem do pneu começando com o pneu roxo (ultramacio) e depois mudando para o amarelo (macio) e, no final, marcamos bons pontos para a equipe. Em algum momento da corrida também fomos o carro mais rápido e, em um circuito tão exigente, isso me deixa ainda mais feliz. Sabíamos que aqui em Marina Bay as características desta pista se adequariam ao nosso pacote. Que continuemos a marcar pontos aos domingos e ajudar a equipe no Mundial de Construtores”, finalizou.

Com o sétimo lugar, Alonso pulou para oitavo no Mundial de Pilotos, com 50 pontos

Com o sétimo lugar em Marina Bay, Alonso pulou para oitavo no Mundial de Pilotos, com 50 pontos

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Itália-2018: Ocon repete top 6 e clama por chance para 2019

Esteban Ocon terminou o GP da Itália em 7º, mas desclassificação de Romain Grosjean (Haas) colocou o francês em 6º

Ocon terminou em 7º em Monza, mas desclassificação de Romain Grosjean (Haas) o colocou em 6º

A Force India exalava otimismo em Monza, palco do GP da Itália de 2018. Confiante no potencial de seu carro nas velozes retas e curvas do tradicional circuito, a equipe queria repetir os bons pontos conquistados no último GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. Para Esteban Ocon, porém, havia um misto de sentimentos. Embora tivesse boas lembranças de Monza – em 2017, conquistou um ótimo sexto lugar -, as incertezas sobre o futuro pairavam na mente do francês. Sem vaga assegurada para 2019, Ocon só tinha uma coisa a fazer na prova italiana: acelerar. E foi o que fez. Após alinhar em um bom oitavo lugar no grid, Esteban mostrou consistência e faturou mais um top 6 para a sua coleção graças à desclassificação de Romain Grosjean (Haas). O resultado não garantiu um cockpit para o francês na próxima temporada, mas vem revelando todo o potencial deste jovem piloto, de apenas 21 anos.

Com a conquista da sexta posição na Itália, Ocon subiu para a 10ª posição do Mundial de Pilotos, com 45 pontos. Esteban ficou a um ponto de Sergio Pérez, seu companheiro na Force India – com o sétimo lugar em Monza, o mexicano foi para 46 pontos. Com os resultados de seus pilotos, a escuderia adquirida por Lawrence Stroll passou a ocupar a sétima posição do Mundial de Construtores, com 32 pontos em duas corridas (vale ressaltar que os 59 pontos conquistados até o GP da Hungria foram retirados da equipe). Somente com os desempenhos de Spa e Monza, a Force India já superou o que Williams, Sauber e Toro Rosso marcaram em todo o ano. Outro detalhe: se computados todos os resultados de 2018, o time rosa figuraria na quarta posição dos Construtores – atrás somente de Mercedes, Ferrari e Red Bull.

Resultado de Monza colocou Esteban no top 10 do Mundial de Pilotos, com 45 pontos

Resultado de Monza colocou Esteban no top 10 do Mundial de Pilotos, com 45 pontos

Em todos os treinos do fim de semana em Monza, o francês da Force India esteve entre os 10 mais velozes. Na sexta-feira, dia das primeiras sessões livres para o GP da Itália, Ocon alcançou o sétimo tempo. Esteban anotou 1m22s930 – apenas 0s012 mais rápido do que Pérez, oitavo com 1m22s942. A marca do gaulês ficou a 1s825 da obtida por Sebastian Vettel (Ferrari), o melhor do dia com 1m21s105. “Este foi um dia bastante sólido, com boa preparação para o fim de semana. Sétimo e oitavo na segunda sessão mostram que temos forte ritmo no seco, e me sinto otimista para amanhã (sábado). O carro foi rápido durante todo o dia, mas há algumas áreas em que podemos melhorar e acho que há mais por vir. A segunda sessão foi mais curta do que o habitual por causa da bandeira vermelha (provocado por um assustador acidente com Marcus Ericsson, da Sauber), mas é o mesmo para todos e eu acho que estamos tão bem preparados quanto qualquer um”, avaliou Ocon.

No sábado, Esteban fez valer a força de seu VJM11 em Monza. No qualifying, o francês passou sem problemas pelo Q1 e pelo Q2 – diferentemente de Pérez, que, de forma surpreendente, caiu na primeira parte dos treinos (o mexicano anotou 1m21s888, ficando apenas com o 16º tempo). Na sessão decisiva, Ocon alcançou o oitavo lugar, com 1m21s099. A marca do piloto de 21 anos foi 0s789 mais veloz que a de Checo. Além disso, ficou a 1s980 de Kimi Raikkonen (Ferrari), o pole do GP da Itália com 1m19s119 – foi a 18ª pole da carreira do finlandês na F1. Apesar do top 8, Esteban ficou decepcionado com a sua volta final. “Foi uma sessão acirrada e eu esperava um pouco mais do que o oitavo lugar, acho que o sexto era possível hoje (sábado). Infelizmente, não maximizei o vácuo no momento certo em minha última tentativa e isso me custou alguma velocidade. Espero que possamos recuperar essas posições amanhã (domingo), porque nosso carro tem um ritmo forte e deverá haver oportunidades de ultrapassagem”.

Largada do GP da Itália: após Vettel cair para o fim do pelotão, Ocon subiu para 7º

Largada do GP da Itália: após Vettel cair para o fim do pelotão, Ocon subiu para 7º

A corrida

Arquibancadas superlotadas. Céu azul de brigadeiro. Monza pulsava como de praxe no domingo, 2 de setembro de 2018, para a disputa do GP da Itália. Calçando pneus supermacios, Esteban Ocon esperava cumprir um forte stint inicial para, no pit stop, ganhar posições e ascender na corrida. Alinhado em oitavo, o francês da Force India queria fazer boa largada com o intuito de superar Carlos Sainz Jr. (Renault) e Romain Grosjean (Haas). Entretanto, ao fim da estreita reta principal de Monza, nada disso foi possível. Porém, na curva 4, Esteban viu Sebastian Vettel (Ferrari) atravessado na pista – o alemão tocou em Lewis Hamilton (Mercedes) e levou a pior, caindo para o fim do pelotão. Com o problema de Vettel, o francês assumiu a sétima posição ainda na volta 1. Porém, um acidente que envolveu Brendon Hartley (Toro Rosso) nos primeiros metros da corrida fez com que o safety car fosse acionado para retirar os destroços deixados pelo neozelandês.

A relargada só aconteceria na volta 4. Ocon testemunhou a tentativa de Sainz sobre Grosjean, enquanto se segurava à frente de Lance Stroll (Williams). Aos poucos, Esteban se consolidou à frente do canadense. Por outro lado, passou a se aproximar do espanhol da Renault. Na volta 10, o francês estava a 0s8 do madrileno. A questão era saber em que momento utilizar o DRS para superar o adversário. Na volta 14, Ocon conseguiu superar Sainz e assumir a sexta posição. A partir dali, o foco do piloto da Force India passou a ser alcançar Grosjean. Na volta 19, a diferença entre os franceses era de apenas 1s5. Quando a ultrapassagem parecia ser inevitável, a Haas chamou Romain para os boxes. Com a parada do compatriota na volta 23, Esteban assumiu a quinta colocação.

Esteban, à frente de Vettel: alemão superou o francês na volta 24

Esteban, à frente de Vettel: francês não resistiu ao alemão, sendo ultrapassado na volta 24

A presença de Ocon no top 5 durou pouco tempo. Logo na volta 24, o francês viu Vettel em seus retrovisores. Em plena corrida de recuperação, o alemão não tinha tempo a perder. Sebastian chegou em Esteban e logo ultrapassou o piloto da Force India. Assim, Ocon ficou em sexto. Aos poucos, o rendimento dos pneus supermacios do francês começava a cair. Mesmo assim, o time manteve o jovem piloto na pista. Dessa forma, Esteban ascendeu na classificação. Com a parada de Max Verstappen (Red Bull) na volta 27, Ocon retornou à quinta posição. Contudo, o holandês saiu próximo do francês. Na volta 29, Verstappen ultrapassou Esteban. Na mesma passagem, Vettel foi aos boxes, o que manteve o piloto da Force India em quinto.

Naquele momento, seu perseguidor mais próximo era Sergio Pérez (Force India), que, assim como Esteban, estendia sua presença na pista. Com uma diferença de 5 segundos, Ocon seguia na quinta posição. Mas os pneus estavam em frangalhos. Na volta 38, a Force India chamou o francês para os boxes. Na parada, sacou os compostos supermacios e colocou os macios (mais resistentes). Ao retornar à pista, Ocon se viu em nono, atrás de Grosjean. Na volta 40, Pérez e Sainz fizeram suas paradas, o que recolocou Esteban na sétima colocação. A partir daquele instante, o piloto da Force India estava a 2s5 do compatriota da Haas. Por outro lado, tinha 4s de vantagem sobre o seu companheiro de equipe.

Ocon só superou Grosjean após a bandeira quadriculada: desclassificação colocou Esteban no top 6

Ocon, à frente do retardatário Magnussen: piloto da Force India mostrou boa forma em Monza

Entre Grosjean, Ocon e Pérez, seria decidido quem era o “melhor do resto” de Monza, uma vez que os pilotos da Mercedes, Ferrari e Verstappen ocupavam os cinco primeiros lugares na prova. Esteban reduziu a diferença para Romain. Na volta 49, ele estava a 1 segundo do adversário. Em contrapartida, tinha Checo em seus calcanhares. Embora tenha se esforçado para tomar a sexta posição de Grosjean, Ocon teve que se conformar com a sétima posição do GP da Itália. Contudo, horas depois do fim da etapa, Romain foi desclassificado após uma apelação da Renault, que notou irregularidades no assoalho da Haas do francês. Com isso, Esteban acabou herdando a sexta posição em Monza.

A vitória na etapa italiana ficou com Hamilton (a 68ª da carreira do britânico). Com o triunfo, Lewis colocou 30 pontos de vantagem sobre Vettel na liderança do Mundial – 256 pontos, contra 226 de Seb, quarto em Monza. Kimi Raikkonen (Ferrari) terminou em segundo (o 100º pódio da carreira do campeão de 2007), e Valtteri Bottas (Mercedes) completou o top 3 – Verstappen cruzou a linha de chegada em terceiro, mas foi punido com o acrescimento de 5 segundos por um incidente contra o finlandês. Assim, Max ficou na quinta posição.

Ocon ficou satisfeito com o desempenho da Force India em Monza

Ocon ficou satisfeito com o desempenho da Force India em Monza: atrás somente dos times grandes

Sexto em Monza, Ocon estava satisfeito com o desempenho da Force India. “Estou feliz com o resultado de hoje (domingo). Minha largada foi ótima, mas fui espremido na grama antes da curva 1 e precisei tirar o pé, o que me custou alguns segundos. A partir daí, tivemos um bom ritmo e conseguimos passar Sainz. Cuidei bem dos meus pneus e eles duraram bastante. Tive uma oportunidade realista de atacar Grosjean perto do fim da prova, mas não funcionou. Estou satisfeito por termos encerrado a temporada europeia com um resultado forte. Vamos para as últimas corridas em boa forma e estamos em um bom momento”, revelou Esteban, ainda sem destino certo para a temporada de 2019.

Em apenas duas corridas, a Force India superou Williams, Sauber e Toro Rosso entre os Construtores

Em apenas duas corridas, a Force India superou Williams, Sauber e Toro Rosso entre os Construtores

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Bélgica-2018: Force India, da falência à ressurreição em Spa

Ocon (à esq.) e Pérez (à dir.) pressionam Vettel e Hamilton em Spa: dois carros da Force India no top 6 de Spa

Ocon (à esq.) e Pérez (à dir.) pressionam Vettel e Hamilton: os dois Force India no top 6 de Spa

A Force India viveu dias de tensão antes do GP da Bélgica de 2018, em Spa-Francorchamps. Tudo teve início no último mês de julho. Envolta em dívidas com parceiros, patrocinadores e até mesmo com Sergio Pérez, a escuderia se viu diante de um processo de administração judicial. Com essa medida, o funcionamento do time estava assegurado até o fim do ano. Contudo, a partir daquele instante, a FRP Advisory, uma empresa especializada em falências, tomava as rédeas da equipe no lugar de Vijay Mallya, sócio majoritário. O objetivo desse grupo passava a ser um só: encontrar novos donos para a Force India. Após a realização do GP da Hungria, em Hungaroring, a missão da FRP Advisory foi concretizada: em 7 de agosto, um consórcio liderado pelo bilionário Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll (Williams), assumiu o controle da escuderia. Para tal, essa associação comprou os bens da equipe, e se comprometeu a quitar todas as dívidas vigentes e assegurar a manutenção dos 405 postos de trabalho.

Se a parte burocrática estava resolvida, restava definir a questão dentro da Fórmula 1. Quando a Force India desembarcou em Spa-Francorchamps, ainda havia vestígios da presença dos antigos donos nos carros, macacões e peças de comunicação visual do time. Enquanto isso era apagado à unha (literalmente), o consórcio de Lawrence Stroll tentava entrar em consenso com a FIA para fazer com que a equipe participasse normalmente da temporada. Porém, Stroll e seus sócios sabiam que a compra de um time via administração judicial feria o Pacto de Concórdia – documento que rege as relações entre as escuderias da F1. Assim, a FIA excluiu a Force India do campeonato “devido à sua incapacidade de completar a temporada”, e deu as boas-vindas à “Racing Point Force India”, que foi autorizada a competir, mas sem os 59 pontos obtidos pela sua antecessora até Hungaroring. Já Sergio Pérez e Esteban Ocon manteriam as pontuações individuais.

A Force India viveu momentos de tensão antes do GP da Bélgica: por pouco, time não alinhou em Spa

A Force India viveu momentos de tensão antes do GP da Bélgica: por pouco, time não alinhou em Spa

A Racing Point Force India vinha com o mesmo layout do início do ano, mas com sangue renovado após tantos percalços litigiosos. A única mudança estava na chefia da equipe – Bob Fernley, homem de confiança de Vijay Mallya, foi substituído por Otmar Szafnauer. Sob nova direção, a Force India (a ser chamada assim até o fim de 2018) queria ressurgir com estilo em Spa. Numa pista em que os carros rosa tiveram bom desempenho em 2017 – mas que foi bem tumultuada para Sergio Pérez e Esteban Ocon -, a expectativa era a melhor possível. Nos primeiros treinos livres, na sexta, Pérez anotou o sétimo tempo, com 1m44s662. Já Ocon foi bem pela manhã, mas não repetiu a melhor forma à tarde. No fim, anotou 1m45s786, ficando em 12º. O melhor tempo do dia ficou com Kimi Raikkonen (Ferrari), com 1m43s355 – 1s307 à frente do mexicano e 2s431 à frente do francês.

Checo estava satisfeito com o desempenho da Force India. “Eu amo a pista de Spa e realmente gostei de voltar ao carro hoje (sexta). O conjunto estava muito bom e estou feliz com a estabilidade. É provavelmente o melhor equilíbrio que tivemos em todo o ano. Portanto, há o potencial para um fim de semana forte, independentemente do que o clima trará”, observou o asteca, se referindo à possibilidade de chuva no circuito belga. Já Esteban admitiu que tentou uma outra estratégia no treino vespertino. Todavia, a tentativa não surtiu o efeito esperado. “O carro está funcionando bem e eu me senti muito confortável na primeira sessão. Tentamos uma direção diferente à tarde, o que realmente não funcionou, e eu também tive um furo que fez com que passasse a maior parte da sessão com um jogo de pneus supermacios. Mesmo assim, fizemos alguns bons progressos hoje (sexta) e acho que podemos lutar por um lugar no Q3”.

Pérez foi o sétimo mais veloz da sexta-feira: otimismo com o desempenho do carro

Pérez foi o sétimo mais veloz da sexta-feira: otimismo com o desempenho do carro

No sábado, a estrela da Force India brilhou em meio à nebulosidade de Spa. Tanto Pérez quanto Ocon mostraram sintonia com o desafiador circuito belga no qualifying, avançando sem dificuldades para o Q3. Aí veio a chuva, que tumultuou a sessão decisiva e deu a oportunidade que Esteban e Checo esperavam. O francês se aproveitou dos pneus intermediários para anotar 2m01s851, contra 2m01s894 do mexicano. Ocon ficou em terceiro, apenas 0s044 à frente de Pérez, o quarto. A pole para o GP da Bélgica de 2018 ficou com Lewis Hamilton (Mercedes), a 78ª de sua carreira. Com 1m58s179, Hamilton foi 3s672 mais rápido do que Esteban e 3s715 mais veloz do que Checo. Os boxes da Force India celebraram a conquista da segunda fila em Spa.

Terceiro, Ocon estava em êxtase ao lado de Hamilton e Sebastian Vettel (Ferrari), o segundo no grid. Entretanto, havia desalento no ar. Também pudera: com a aquisição da Force India por Lawrence Stroll, tudo leva a crer que o gaulês perderá seu cockpit para Lance Stroll (Williams) em breve. Inclusive, a TV francesa Canal Plus ouviu uma conversa entre Ocon e Vettel em Spa. Esteban confirmou que não fica na Force India em 2019. Além disso, ele disse a Sebastian que ficará sem vaga porque um piloto “comprou a equipe” (Stroll) e o outro “traz o dinheiro” (Pérez). Futuro indefinido à parte, Ocon ficou radiante com o top 3 no quali belga.

Ocon deu show no Q3 de Spa, alcançando o terceiro lugar: francês foi festejado por Lewis Hamilton (Mercedes)

Ocon deu show no Q3 de Spa, alcançando o terceiro lugar: francês foi festejado por Lewis Hamilton

“É um dia fantástico. Depois de tudo o que aconteceu nas últimas semanas, é um momento especial e devemos apreciá-lo. Fomos fortes mesmo sem a chuva e passamos tranquilamente para o Q3 no seco. Quando a chuva começou a cair, sabíamos que havia uma chance de obter um resultado ainda melhor, mas não foi fácil. No início do Q3, tentamos fazer uma volta com os slicks, mas não foi possível e tive alguns momentos assustadores retornando aos pits. Quando colocamos os intermediários, eu sabia que precisava fazer uma volta perfeita, mas cometi um pequeno erro em minha primeira tentativa. Portanto, também tentei ser seguro em minha última volta e terminamos em terceiro. Estou muito animado para a corrida. Temos um carro rápido, principalmente nas retas, e estaremos na briga amanhã (domingo)”, observou Ocon.

Pérez também estava satisfeito com o desempenho da Force India em Spa. “Estou muito feliz com o resultado. Foi ótimo para a equipe – para os novos proprietários, os antigos que a levaram ao nível em que está agora e todos que trabalham duro no dia a dia. A chuva tornou as coisas estressantes e tivemos de correr alguns riscos. Decidimos ficar na pista com os slicks porque estava seco nos setores 1 e 2, mas logo em seguida a chuva aumentou rapidamente. Levei um susto enorme na Eau Rouge e tive sorte por não bater no muro, mas eu realmente me preparei para o pior – não há batida leve lá. Tivemos de colocar os intermediários e travei meus traseiros na última curva. Saltei por cima da zebra e danifiquei minha asa dianteira. Com o tempo que perdemos para trocá-la, só tive uma chance de fazer uma volta com os intermediários. Com uma volta a mais, talvez eu pudesse ter lutado pela pole, mas ainda podemos ficar felizes com o quarto lugar”.

Largada do GP da Bélgica de 2018 foi marcada pelo acidente entre Hulkenberg, Alonso e Leclerc

Largada do GP da Bélgica de 2018 foi marcada pelo acidente entre Hulkenberg, Alonso e Leclerc

A corrida

Domingo, 26 de agosto de 2018. A instabilidade peculiar do clima predominava na região de Spa-Francorchamps. Entretanto, diferentemente do que ocorreu no sábado, a chuva não daria as caras na disputa do GP da Bélgica. Dessa forma, a dupla da Force India, Esteban Ocon e Sergio Pérez, tinha ciência de que não conseguiria sustentar a terceira e quarta posições conquistadas no qualifying no dia anterior. Mas ambos estavam confiantes de que aquele seria um dia especial – e que bons pontos seriam somados na corrida. Quando a largada foi dada, Ocon e Pérez mergulharam com sede ao pote na La Source. Depois, os dois pisaram fundo na descida para a Eau Rouge. Por fim, contornaram a Raidillon e ingressaram na Reta Kemmel colados em Lewis Hamilton (Mercedes) e Sebastian Vettel (Ferrari), os dois primeiros colocados e principais favoritos ao título de 2018. Os quatro chegaram a ficar emparelhados, mas os pilotos da Force India recolheram seus bólidos. Na freada para a Les Combes, Esteban perdeu o terceiro lugar para Sergio.

Ainda durante a volta 1, a direção de prova acionava o safety car. Na freada da La Source, Nico Hulkenberg (Renault) simplesmente atropelou Fernando Alonso (McLaren). O carro do espanhol foi catapultado sobre o cockpit de Charles Leclerc (Sauber). A roda da McLaren chegou a atingir o halo do bólido do monegasco. Apesar da cena impressionante, todos saíram ilesos do acidente. Para Pérez e Ocon, o acidente acabou trazendo uma boa notícia: Valtteri Bottas (Mercedes), Kimi Raikkonen (Ferrari) e Daniel Ricciardo (Red Bull) sofreram avarias após a largada e caíram para o fim do pelotão. Assim, a chance de alcançar o top 5 em Spa aumentava consideravelmente.

Ocon não resistiu ao ataque de Verstappen: disputa desigual em Spa

Ocon não resistiu ao ataque de Max Verstappen (Red Bull): disputa desigual em Spa

A relargada da prova belga foi dada na volta 5. Pérez não conseguiu atacar Hamilton, o segundo. Entretanto, continuou à frente de Ocon, o quarto. Na passagem seguinte, a dupla da Force India sofreria com a impetuosidade de Max Verstappen (Red Bull). Em quinto, o holandês vinha em franca recuperação na prova. Com um equipamento superior, Verstappen se utilizou da mesma manobra, no mesmo local: abrir o DRS na Reta Kemmel. Assim, os pilotos dos carros rosa acabaram sendo presas fáceis. Na volta 7, Max superou Esteban, fazendo com que o francês caísse para a quinta posição. Três voltas depois, foi a vez do piloto da Red Bull ignorar Checo, colocando o mexicano na quarta colocação.

A Force India não tinha como acompanhar Verstappen. A partir daquele momento, Pérez e Ocon focavam a preservação da quarta e quinta posições. Na volta 15, o mexicano tinha 4s de vantagem sobre o francês. A maior ameaça naquele momento era Romain Grosjean (Haas), que estava a 3s8 de Esteban. Na volta 20, a diferença entre Ocon e Grosjean aumentou para 5s3. Com um ritmo sólido, o time adquirido por Lawrence Stroll poderia planejar o melhor momento para realizar o único pit stop. Calçando pneus supermacios, os pilotos estenderam ao máximo a permanência na pista. Quando Grosjean se encaminhou para os boxes, na volta 23, a Force India decidiu chamar Ocon já na 24, a fim de inibir qualquer possibilidade de ultrapassagem do piloto da Haas. Na parada, Esteban sacou os supermacios e colocou os macios. O francês da Force India retornou à pista em sétimo.

Pérez estendeu ao máximo sua presença na pista: tudo pelo quarto lugar

Pélo 4º lugar, Pérez estendeu ao máximo sua presença na pista: mexicano só não contava com Bottas

Na volta 25, foi a vez de Pérez realizar seu pit stop. Assim como Ocon, tirou os pneus supermacios e colocou os compostos macios. Ainda que sua parada tenha sido mais longa do que o habitual, Sergio saiu dos boxes na quinta posição – uma à frente de Esteban, que ganhou o sexto lugar com a parada de Kevin Magnussen (Haas). À frente da dupla da Force India, surgia Valtteri Bottas (Mercedes). O finlandês parou na volta 2 depois de se envolver no acidente da primeira volta e tentava ganhar as posições do mexicano e do francês. Quando Bottas se encaminhou para os boxes para uma segunda parada, na volta 30, Pérez e Ocon retomaram o quarto e o quinto lugares. Todavia, Valtteri deixou o pit com Esteban em sua alça de mira – a diferença entre os dois era de apenas 2s. Bastaram duas voltas para o piloto da Mercedes se aproximar do adversário da Force India e o ultrapassar na Reta Kemmel. Assim, Bottas era o quinto, e Ocon, o sexto.

Pérez tinha 6s de vantagem sobre Bottas. Entretanto, ainda faltavam 11 voltas para a bandeirada do GP da Bélgica. Era questão de tempo para Valtteri chegar e tomar o quarto lugar de Checo. O mexicano se esforçou o quanto pôde, mas era em vão. O finlandês chegou no latino na volta 37. Pérez ainda anulou algumas tentativas de Bottas, mas, na volta 40, não teve jeito: por fora na freada da Les Combes, o piloto da Mercedes ultrapassou o rival da Force India, tomando-lhe o quarto lugar. À Pérez, restou a quinta posição. No fim, a vitória no GP da Bélgica ficou com Vettel – a 52ª do alemão, que superou Alain Prost e assumiu o terceiro lugar no ranking de vitórias na F1. Hamilton ficou em segundo, seguido por Verstappen e Bottas.

Mecânicos da Force India festejam desempenho no GP da Bélgica: 18 primeiros pontos sob nova direção

Mecânicos da Force India festejam desempenho em Spa: 18 pontos na estreia da nova direção

Na Force India, o clima era festivo com a façanha de Pérez e Ocon. Para Checo, após toda a turbulência pré-Spa, levar os dois carros do time ao top 6 foi algo além das expectativas. “Foi uma ótima performance da equipe, acho que executamos um fim de semana quase perfeito. Podemos ficar felizes com os pontos que marcamos. Não poderíamos ter mantido as equipes de ponta atrás de nós no seco, então ser o ‘melhor do resto’, com Esteban (Ocon) logo atrás de mim, é o máximo que poderíamos ter feito hoje (domingo). Minha largada foi ótima e consegui me colocar nas posições certas durante as primeiras curvas. Depois disso, meu ritmo foi forte e consistente. Abri uma vantagem e pude controlar minha prova. Não havia nada que eu pudesse fazer para manter Valtteri (Bottas) atrás de mim – às vezes, você precisa escolher suas batalhas e pensar no cenário mais amplo. Estou feliz com o que alcançamos. É um bom começo de uma nova era para o time”.

Ocon concordou com o pensamento do companheiro de equipe. “Estou satisfeito com a corrida e acho que chegamos onde merecíamos com nossa velocidade. Fiz uma boa largada e coloquei por dentro de Sebastian (Vettel) na curva 1. Ele tracionou melhor, mas fui muito rápido na Reta Kemmel e tentei assumir a liderança. Peguei um bom vácuo de Vettel e Lewis (Hamilton) e tentei encontrar um espaço por dentro, mas acabei perdendo uma posição para Sergio. Foi uma disputa boa e totalmente limpa. É um bom começo para a nova vida da equipe: marcamos muitos pontos, o que é importante para nossa recuperação no campeonato. Fomos competitivos durante o fim de semana inteiro e espero que isso continue na parte final da temporada”, analisou o francês, ressaltando que, com os 18 pontos conquistados em Spa, a Force India já deixou a Williams para trás e ficou a apenas 1 ponto da Sauber no Mundial de Construtores.

Com os pontos anotados em Spa, Pérez passou a ter 40 pontos no Mundial, contra 37 de Ocon

Com os pontos de Spa, Pérez passou a ter 40 pontos no Mundial (10º), contra 37 de Ocon (11º)

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