Espanha-2016: Max Verstappen, o topo em plena juventude

Em sua estreia pela Red Bull, Max Verstappen fez história ao vencer em Montmeló: piloto mais jovem a vencer na F1

Na estreia pela Red Bull, Max Verstappen fez história: aos 18, se tornou o mais jovem a vencer na F1

Ter experiência pesa (e muito) em todos os setores da sociedade. Afinal, saber onde está pisando sempre facilita no alcance do sucesso. Na Fórmula 1, isso não é diferente. Para chegar ao topo do pódio, necessita-se de bagagem automobilística em competições de categorias de base e de um período de adaptação ao ‘circo’. Porém, há raros exemplos em que o tempo parece ser desprezível. Neles, o dom é simplesmente nato. Max Verstappen (Red Bull) se enquadra nesse perfil. Em sua primeira oportunidade num carro competitivo, o holandês venceu o GP da Espanha de 2016, em Montmeló. Com 18 anos, 7 meses e 16 dias, Verstappen se tornou o mais jovem vencedor da história da categoria, destronando Sebastian Vettel, o antigo detentor do recorde de precocidade – o alemão venceu o GP da Itália de 2008, em Monza, com um Toro Rosso, aos 21 anos, 2 meses e 12 dias.

Em Montmeló, o holandês passou a ser o mais jovem a subir a um pódio e o mais jovem a liderar uma corrida. Além disso, Max foi o primeiro piloto a vencer em uma estreia por uma nova equipe desde Fernando Alonso na Ferrari, no GP do Bahrein de 2010, em Sakhir. Graças a Verstappen, a Holanda obteve sua primeira vitória na história da F1, e a Red Bull se reencontrou com o topo do pódio depois de pouco mais de um ano – a última conquista havia sido obtida com Daniel Ricciardo, no GP da Bélgica de 2014, em Spa-Francorchamps. Foi a comprovação do limiar de uma carreira que tem tudo para ser brilhante. Desde sua estreia na categoria máxima do automobilismo, no GP da Austrália de 2015, em Melbourne, pela Toro Rosso, o holandês tem calado críticos, que viam em sua juventude um obstáculo para o desenvolvimento de sua carreira.

Verstappen disputou 23 GPs na Toro Rosso antes de ser promovido para a Red Bull: holandês substituiu o 'rebaixado' Kvytat

Max disputou 23 GPs na Toro Rosso antes da promoção à Red Bull, para o lugar do ‘rebaixado’ Kvyat

Nos 23 GPs disputados na escuderia de Faenza, Verstappen obteve façanhas históricas. No GP da Malásia de 2015, em Sepang, tornou-se o piloto mais jovem a pontuar na F1, após conquistar o sétimo lugar aos 17 anos, 5 meses e 29 dias. Em sua temporada de estreia, alcançou dois quartos lugares – nos GPs da Hungria, em Hungaroring, e dos Estados Unidos, em Austin. Nas quatro primeiras etapas de 2016, somou 13 pontos – destaques para o sexto lugar no GP do Bahrein, em Sakhir, e para o oitavo no GP da China, em Xangai.

Apesar de todo potencial demonstrado por Max, apenas talento não bastaria para vencer. Era preciso estar no lugar certo, na hora certa. No último dia 5 de maio, o holandês se viu alçado à Red Bull, escuderia tetracampeã mundial entre 2010 e 2013. Foi um movimento polêmico, afinal, Max foi elevado à condição de piloto da primeira equipe da fabricante de energéticos em plena disputa da temporada de 2016. A promoção acabou sendo determinada após a disputa do GP da Rússia, em Sochi, no qual Daniil Kvyat abalroou Sebastian Vettel (Ferrari) em duas oportunidades na primeira volta da corrida. Criticado, o russo sofreu uma pesada pena dias após a prova: o rebaixamento para a Toro Rosso. Foi uma medida articulada por Helmut Marko, consultor esportivo da Red Bull.

Logo nos primeiros treinos, Verstappen andou no ritmo de Daniel Ricciardo, primeiro piloto da Red Bull

Logo nos primeiros treinos, Verstappen andou no ritmo de Daniel Ricciardo, primeiro piloto da RBR

A tão esperada oportunidade veio antes do esperado – Max era dado como certo no time austríaco em 2017. Mas o holandês se mostrou animado com a chance de defender a equipe já em Montmeló. “Terei muito trabalho a fazer antes da corrida, muitos dados para estudar, mas felizmente é uma pista que conheço bem, porque já pilotamos muito lá”, observou o jovem de 18 anos. Logo na sexta-feira, primeiro dia de treinos, Verstappen andou no ritmo do primeiro piloto da Red Bull, o conceituado australiano Daniel Ricciardo. Max foi o oitavo, com 1m25s375 – a 1s453 de Nico Rosberg (Mercedes), o melhor do dia com 1m23s922, e a 0s181 de Ricciardo, sexto com 1m25s194. O holandês revelou satisfação diante do bom resultado nas duas sessões livres da sexta.

“Para um primeiro dia, não dá para se queixar. Tivemos muito trabalho e fiz muitas voltas, e acho que é a coisa mais importante para mim no momento. Ainda estou me acostumando com o carro, não sinto o seu limite ainda. Eu só queria experimentar o carro. Estava ansioso para sair e pilotar. Ainda estou aprendendo muito sobre a posição do assento e do volante, os botões e todos os procedimentos – que são completamente diferentes dos da Toro Rosso -, mas estamos trabalhando nisso e está ficando cada vez melhor. A Red Bull é uma equipe boa, e tenho gostado de trabalhar com ela. Se tiver uma boa sensação amanhã (sábado), vou fazer o meu melhor e a partir daí vamos ver o que acontece”, analisou Verstappen.

No sábado, o holandês de 18 anos obteve o quarto lugar no grid: melhor posição de largada em 24 GPs

No sábado, o holandês de 18 anos obteve o quarto lugar no grid: melhor posição de largada em 24 GPs

Na primeira vez em que participou de um treino oficial pilotando para a Red Bull, Max assombrou o ‘circo’. O holandês chegou a ser mais rápido que Ricciardo no Q1 e no Q2, mas, no Q3, o australiano anotou 1m22s680, ficando com o terceiro tempo. Já Verstappen marcou 1m23s087 (a 0s407 de Daniel), alcançando a quarta posição – sua melhor posição de largada na carreira até o momento. O tempo de Verstappen ficou 1s087 acima do obtido por Lewis Hamilton (Mercedes), pole position do GP da Espanha com 1m22s000. No grid de Montmeló, Max figuraria atrás somente de Hamilton, Nico Rosberg (Mercedes) e Ricciardo – um melhor treino, impossível.

“Gostei da classificação, estava ficando melhor a cada volta. Minha meta hoje (sábado) era me divertir, e tive uma boa sensação no carro. Mantive o foco no que tinha de fazer e funcionou. Estou feliz, não esperava me adaptar ao carro tão rapidamente. Não esperava ficar na segunda fila, então é um sentimento positivo. Estamos perto do pódio e espero que possamos manter nossas posições na prova de amanhã (domingo)”, disse o holandês, sem saber que a sorte sorriria de forma bela para ele.

Confusão protagonizada por Lewis Hamilton e Nico Rosberg, da Mercedes, mudou o panorama do GP da Espanha

Confusão entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, da Mercedes, mudou o panorama do GP da Espanha

A corrida

Domingo, 15 de maio de 2016. O sol despontou de maneira esplêndida em Montmeló, palco do GP da Espanha. No grid de largada, 22 carros se perfilaram. À exceção de Rio Haryanto (Manor), todos calçavam pneus macios. Na quarta posição, Max Verstappen tinha um único objetivo: alcançar o pódio em sua estreia na Red Bull. Por si só, o top 3 já seria uma façanha histórica não só para o jovem piloto, como também para a Holanda, que voltaria a ter um representante no pódio depois de quase 22 anos – desde o pai de Max, Jos Verstappen, terceiro com Benetton no GP da Bélgica de 1994, em Spa-Francorchamps, o país não figurava na cerimônia. Entretanto, a meta do holandês seria alterada logo nos primeiros metros da etapa espanhola.

Após a largada, Nico Rosberg (Mercedes) tomou a ponta do pole Lewis Hamilton (Mercedes). Depois de contornar a curva 3, o alemão perdeu velocidade após ter errado a opção do modo de potência de seu motor. Foi o que bastou para o inglês tentar dar o troco. Imediatamente, Rosberg fechou Hamilton, que, para não atingir o companheiro, saiu da pista. Porém, Lewis perdeu o controle de seu W07, derrapou e acabou batendo em Nico. Resumo da ópera: as duas Mercedes estavam na brita e fora de combate. O inusitado acidente pegou a todos de surpresa – afinal, as Flechas de Prata haviam vencido as últimas 10 etapas do Mundial.

Sem as Mercedes, Ricciardo assumiu a liderança, seguido por Verstappen, Sainz Jr., Vettel e Raikkonen

Sem as Mercedes, Ricciardo assumiu a ponta, seguido por Verstappen, Sainz Jr., Vettel e Raikkonen

Até o acidente entre as Mercedes, Verstappen travou um belo duelo com Sebastian Vettel (Ferrari). O alemão investiu sobre o holandês logo após a largada. Porém, Max deu o troco por fora na curva 3. Com a saída de Hamilton e Rosberg, o safety car foi acionado em Montmeló. Naquele momento, o jovem piloto se viu em segundo, atrás somente de Daniel Ricciardo (Red Bull). Já Vettel havia caído para quarto, à frente de Kimi Raikkonen (Ferrari), mas atrás de Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso) – o ex-companheiro de Verstappen saltou de oitavo para terceiro em uma única volta.

A relargada foi dada na volta 4. Ricciardo impôs vantagem segura sobre Max (em torno de 2s). Por sua vez, o holandês se destacava à frente de Sainz Jr.. O espanhol tentou de todas as formas parar a dupla da Ferrari. Entretanto, Carlos acabou sendo superado por Vettel na volta 8. Duas voltas depois, foi a vez de Raikkonen ultrapassar o piloto da Toro Rosso. Apesar da aproximação dos ferraristas, Verstappen havia construído uma boa vantagem (1s5, em média), impedindo qualquer ataque imediato. Naquele momento, a vida útil dos compostos macios estava no fim, e a janela da primeira parada estava aberta. Na volta 11, Ricciardo foi aos boxes, fazendo com que Max assumisse a ponta. Era algo efêmero, porém, se tornava histórico: pela primeira vez, um holandês liderava um GP de Fórmula 1.

Em Montmeló, Verstappen foi o primeiro holandês a liderar uma corrida de F1

Em Montmeló, Max Verstappen se tornou o primeiro holandês a liderar uma corrida de F1

Na passagem seguinte, Verstappen fez sua parada. Na troca, a Red Bull sacou seus pneus macios e colocou os médios. No retorno à pista, Max estava em quarto, atrás de Ricciardo, mas à frente de Raikkonen – que também havia feito seu pit stop na volta 12. A partir daí, o holandês acelerou, com o intuito de continuar à frente de Vettel, que havia assumido provisoriamente a ponta. Na volta 15, Verstappen superou Romain Grosjean (Haas) – que não havia realizado sua parada -, para alcançar o terceiro lugar. À sua frente, apenas Ricciardo e Vettel. Sebastian só foi aos boxes na volta 16. No retorno à pista, o alemão saiu em terceiro, não conseguindo ultrapassar Max. Naquele momento, Ricciardo tinha 2s de vantagem sobre Verstappen. Já o holandês estava 1s9 à frente de Vettel.

Com o passar das voltas, o alemão da Ferrari passou a se aproximar da dupla da Red Bull. A ação de Sebastian fez com que Max acelerasse seu RB12, a ponto de tirar diferença com relação a Daniel. Na volta 23, o australiano tinha apenas 1s de vantagem sobre o holandês. Em contrapartida, Vettel andava no ritmo da dupla, a 1s5 de Verstappen. Aos poucos, quem também começou a alcançar o trio foi Raikkonen. Em quarto, o finlandês se via a 6s de Ricciardo naquele momento. Porém, os ferraristas não conseguiram realizar um ataque efetivo sobre os rubro-taurinos. Nem mesmo a “aparição surpresa” do retardatário Haryanto, na volta 24, fez com que as posições fossem alteradas.

Verstappen e Raikkonen apostaram em duas paradas de boxes: com pneus médios, superaram Ricciardo e Vettel

Verstappen e Raikkonen apostaram em duas paradas: na base da tática, superaram Ricciardo e Vettel

O ritmo do quarteto era parecido em Montmeló. Como os pilotos andavam próximos na pista, as duas escuderias trataram de diferenciar as estratégias. Para os primeiros pilotos – Ricciardo, da Red Bull, e Vettel, da Ferrari -, a tática adotada seria a de três paradas. Já para os segundos pilotos – Verstappen, da Red Bull, e Raikkonen, da Ferrari -, seria a de apenas duas, colocando mais um jogo de pneus médios. Todavia, Max e Kimi precisariam economizar seus compostos, caso quisessem fazer a estratégia ser bem-sucedida. O primeiro a ir aos boxes na segunda janela foi Ricciardo, na volta 28, fazendo com que Verstappen voltasse à ponta. Na passagem seguinte, Vettel fez seu segundo pit stop, colocando Raikkonen em segundo.

Na liderança, Verstappen via sua diferença para Raikkonen cair para menos de 3s. Quando decidiu realizar sua derradeira parada, na volta 35, o holandês sabia que precisava acelerar. No retorno com novos pneus médios, Max se viu em terceiro, atrás de Vettel. Já Kimi foi aos boxes na volta 36. Quando o finlandês voltou à pista, não conseguiu superar o jovem de 18 anos. Diante daquele cenário, a batalha pela vitória se desenhava para ser travada entre Ricciardo e Vettel. Contudo, o desempenho dos pneus médios se mostrou mais eficiente. Logo na volta 38, Sebastian retornou aos boxes para sacar os macios e recolocar os médios. Naquele momento, Ricciardo liderava com 12s de vantagem sobre Verstappen, 15s3 sobre Raikkonen e 22s sobre Vettel.

Verstappen cruza a linha de chegada em Montmeló, e entra na história da F1

Verstappen cruza a linha de chegada em Montmeló, e entra para a história da F1 ao vencer na Espanha

Na volta 44, os pneus macios de Ricciardo davam sinais de desgaste. O australiano fez sua terceira parada. Na troca, optou pelos pneus médios. No retorno à pista, Daniel ocupava o quarto lugar, logo atrás de Vettel, que assumiu a terceira posição. Apesar de não ter Ricciardo na liderança, a Red Bull voltava a ver Verstappen na ponta. Entretanto, a escuderia austríaca temia a aproximação de Raikkonen. O finlandês da Ferrari colou em Max na volta 45 – entre os dois, apenas 1s. Faltavam 20 voltas para o fim. Segurar Kimi, o veterano campeão de 2007 – que chegou a encarar seu pai, Jos, na F1 -, seria a missão mais notável da carreira do holandês até o momento.

Mas havia um problema para Raikkonen: o desempenho da Ferrari no último setor do circuito de Montmeló. Kimi se aproximava de Verstappen nos dois primeiros setores da pista. Porém, no último setor, a Red Bull era mais veloz. Desta forma, o finlandês não conseguia realizar a manobra de ultrapassagem sobre Max na reta dos boxes. Após muito insistir, Raikkonen desistiu do ataque na volta 65, a duas do fim. Após gerenciar os pneus médios por 31 voltas, Max Verstappen cruzou a linha de chegada do GP da Espanha e entrou na história. O holandês venceu com 0s616 de vantagem sobre Kimi, o segundo, e 5s581 sobre Vettel, o terceiro. Ricciardo foi o quarto, seguido por Valtteri Bottas (Williams) e Sainz Jr. – que, com o sexto lugar, obteve o melhor resultado na carreira até o momento.

Pódio de Montmeló: Max, entre Raikkonen (que correu com seu pai, Jos) e Vettel (que o 'colocou' na Red Bull)

Pódio de Montmeló: Max, entre Kimi (que correu com seu pai) e Vettel (que o ‘colocou’ na Red Bull)

Já o substituto de Verstappen na Toro Rosso, Daniil Kvyat, terminou em 10º. Entretanto, o russo não deixou Montmeló apenas com um pontinho – ele anotou a volta mais rápida da corrida, com 1m26s948, na 53ª passagem. Foi a primeira flying lap de Daniil, e a primeira da Toro Rosso na categoria máxima do automobilismo. Assim, a saída de Max da escuderia de Faenza acabou coincidindo com importantes feitos para Sainz Jr. e Kvyat. Já para o holandês, a transferência para a Red Bull trouxe não só a comprovação de sua capacidade, como também revelou que há muitos talentos escondidos pelos resultados medianos de equipes do segundo escalão.

No pódio de Montmeló, Verstappen foi festejado pelo ‘circo’, que saudava o piloto mais jovem a vencer na F1. Max não acreditava no que havia acabado de acontecer no circuito espanhol. “É uma sensação bastante especial. É claro que eu não esperava vencer em minha primeira corrida na Red Bull. Depois que a dupla da Mercedes bateu, a meta era subir ao pódio, mas terminar no topo é incrível. Eu não fiquei nervoso durante a prova, estava simplesmente tentando me concentrar e pilotar da melhor maneira que podia. Nós focamos na durabilidade dos pneus, porque eu ainda tinha 31 voltas até o final após minha última parada, mas funcionou bem!”, observou o holandês, em meio às celebrações.

Max disse não acreditar na vitória em Montmeló: sorte e estratégia colocaram o holandês no topo

Max disse não acreditar na vitória em Montmeló: sorte e estratégia colocaram o holandês no topo

O vencedor do GP da Espanha de 2016 lembrou ainda que precisou administrar a condução de Raikkonen, que tentava a todo custo alcançar a ponta. “Restando cinco voltas, vi que Kimi (Raikkonen) estava perdendo um pouco de rendimento. Ele tentou algumas vezes, e é claro que isso acaba com seus pneus. A partir daí, pensei ‘tudo bem, se concentre nos pneus e leve o carro até o fim’. Com certeza, nunca vou me esquecer disso, é uma sensação fantástica. Não tenho palavras para descrever. Tive uma ótima companhia no pódio, Kimi inclusive correu contra o meu pai (Jos Verstappen), então é divertido!”.

Ao citar o pai, Max afirmou que lembrou de Jos durante a cerimônia do pódio. “Ouvindo o hino holandês pela primeira vez na F1, tive de pensar em meu pai, e fiquei sabendo que ele estava chorando. Ele investiu muito tempo em mim, e este feito também se deve a ele”. Presente na Fórmula 1 como piloto entre 1994 e 2003, Jos destacou a maneira como o filho gerenciou o salto recente na carreira. “Muita coisa aconteceu nas últimas duas semanas, mas o mais importante é que Max pôde lidar com tudo isso. Ele trabalhou duro, empolgado com a chance de pilotar um carro de ponta pela primeira vez. Max é frio, sabe o que fazer. E as corridas são sua vida. Porém, vencer uma prova de F1 sempre será especial, ainda mais da forma como ganhou. Esteve sempre no controle, não cometeu erros e mereceu”.

Max, ao lado do pai, Jos Verstappen: holandês lembrou do pai no pódio de Montmeló

Max, ao lado do pai, Jos Verstappen: holandês lembrou do seu incentivador no pódio de Montmeló

Merecidamente, a vitória no GP da Espanha de 2016 foi dele. A partir da conquista de Montmeló, Max Verstappen baterá asas. A bordo de um Red Bull, o holandês de 18 anos voará alto, e terá toda a possibilidade de fincar seu nome entre os grandes da Fórmula 1. Experiência? Os 23 GPs na Toro Rosso foram suficientes para lapidar um talento promissor. Depois do que se viu no último domingo, o destemido adolescente pode ser considerado um campeão em potencial.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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