Austrália-2019: Magnussen leva a Haas ao top 6 em Melbourne

Kevin Magnussen levou o carro negro e dourado da Haas ao top 6 do GP da Austrália: 'melhor do resto'

Kevin Magnussen carregou o carro negro e dourado da Haas a um bom sexto lugar no GP da Austrália

A 70ª temporada da história da Fórmula 1 teve início no último dia 17 de março, em Melbourne, palco do GP da Austrália de 2019. No circuito australiano, ficou evidenciado o que já era esperado: na frente, a disputa entre Mercedes, Ferrari e Red Bull; atrás do trio, uma acirrada competição pelo quarto lugar entre os Construtores. Na pista de Albert Park, a Haas se destacou diante de adversárias diretas, como Renault, Toro Rosso, McLaren e Alfa Romeo. Entretanto, novamente sofreu um duro golpe: assim como no GP da Austrália de 2018, Romain Grosjean ficou pelo caminho devido a um problema na troca de pneus. Mas o deja vu parou com o francês. Kevin Magnussen fez as honras da equipe ianque e faturou um ótimo sexto lugar na etapa inaugural do Mundial, ficando atrás apenas das duplas de Mercedes, Ferrari e Max Verstappen (Red Bull). Não só isso: foi o único piloto de fora do grupo das potências a completar a etapa na mesma volta de Valtteri Bottas (Mercedes), o vencedor de Melbourne.

O top 6 de Kevin foi uma recompensa pelo ótimo fim de semana na Austrália. Não só isso: fez valer o esforço feito pela equipe norte-americana durante os treinos da pré-temporada em Montmeló (Espanha). Magnussen e Grosjean se dedicaram ao desenvolvimento do VF-19 com o intuito de brigar diretamente com a Renault pelo quarto lugar entre os Construtores. A posição escapou das mãos dos norte-americanos em 2018. Para iniciar o Mundial de 2019 com força, a Haas trabalhou arduamente nos testes de inverno. Ao desembarcar em Melbourne para a disputa da corrida australiana, o time estadunidense chamava a atenção não apenas pelas novas cores preto e dourado. A confiabilidade e a velocidade eram pontos positivos apresentados para a estreia do campeonato.

Após um árduo trabalho na pré-temporada, em Montmeló, Magnussen estava confiante em um bom início de temporada

Após um árduo trabalho em Montmeló, Magnussen estava confiante em um bom início de temporada

Na sexta-feira, dia dos primeiros treinos livres para o GP da Austrália, Kevin e Romain mostraram boa forma. Ao fim das sessões, Magnussen foi o 12º mais veloz do dia, com 1m23s988. Dinamarquês ficou a 0s174 de Grosjean, 10º com 1m23s814, e a 1s388 de Lewis Hamilton (Mercedes), o mais veloz do dia com 1m22s600. Após os treinos, KMag avaliou o comportamento do VF-19. “Foi bom estar de volta em uma pista de corrida em um fim de semana de corrida. Estou animado com isso. Foi bom, mas, como sempre, agora temos muitas coisas para ver. Vamos trabalhar duro esta noite, mas não há grandes problemas, estamos muito felizes com o desempenho no carro. Estou ansioso para amanhã (sábado)”, comentou.

No sábado, o carro da Haas demonstrou velocidade no seletivo circuito de Albert Park. Tanto Magnussen quanto Grosjean avançaram com louvor para o Q3 de Melbourne. No fim, o potencial do VF-19 ficou retratado com a conquista da sexta e sétima posições no grid para o GP da Austrália. Romain alcançou o sexto lugar, com 1m21s826. Já Kevin obteve 1m22s099, o que lhe assegurou a sétima colocação. A marca do dinamarquês ficou a 0s273 da do francês, e a 1s613 de Lewis Hamilton (Mercedes), pole da etapa australiana com 1m20s486. Foi a 84ª pole da carreira do britânico. Após a qualificação, Magnussen demonstrou insatisfação com o resultado – afinal, acabou batido por Grosjean no duelo interno da Haas.

A Haas avançou com seus dois carros para o Q3 de Melbourne: Magnussen foi o 7º, uma posição atrás de Grosjean

A Haas avançou com seus dois carros para o Q3: Magnussen foi o 7º, uma posição atrás de Grosjean

“Eu não tive a sessão de classificação perfeita do meu lado, cometi um erro no meu primeiro pneu no Q1, o que significa que eu tive que usar outro set. Isso me deixou com apenas um novo set para o Q3. Isso é ruim, mas felizmente o carro era muito bom. Estou muito orgulhoso da equipe com o que eles fizeram para colocar um carro tão bom na pista novamente este ano. Eles fizeram um ótimo trabalho incorporando as novas mudanças de regra para nos permitir manter um carro competitivo. Nós não estamos tão longe dos caras da frente – não estamos lutando contra eles, mas não estamos muito longe. Espero que possamos conseguir alguns bons pontos amanhã (domingo)”, afirmou Kevin.

Largada do GP da Austrália de 2019, em Melbourne: Magnussen tracionou melhor e tomou sexto lugar de Grosjean

Largada do GP da Austrália de 2019: Magnussen tracionou melhor e tomou sexto lugar de Grosjean

A corrida

Domingo, 17 de março de 2019. O sol despontou sobre Melbourne, abrilhantando o cenário para a abertura do Mundial. O GP da Austrália estava repleto de novidades no grid. A começar pela chegada de duas novas equipes: Alfa Romeo e Racing Point ingressaram no ‘circo’, substituindo Sauber e Force India, respectivamente. Também houve inúmeras trocas de pilotos de 2018 para 2019. Apenas Mercedes e Haas mantiveram suas duplas. As demais optaram por novos rostos em seus cockpits. Destaque para as estreias de George Russell (Williams), Lando Norris (McLaren) e Alexander Albon (Toro Rosso), para a primeira temporada completa de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e para os retornos de Daniil Kvyat (Toro Rosso) e de Robert Kubica (Williams). Também estrearam em novas casas: Charles Leclerc (Ferrari), Pierre Gasly (Red Bull), Daniel Ricciardo (Renault), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), Carlos Sainz Jr. (McLaren) e Lance Stroll (Racing Point).

Novas equipes, novas casas, novos pilotos: a F1 mudou de cara a partir do apagar das luzes vermelhas em Melbourne. Em sétimo no grid, Kevin Magnussen (Haas) queria a todo custo se impor diante de Romain Grosjean. O dinamarquês tracionou melhor na largada e tomou o sexto lugar do francês. Magnussen até fez menção em atacar Charles Leclerc (Ferrari), mas percebeu que não teria como atacar o monegasco. Assim, completou a volta 1 em sexto, imediatamente à frente de Grosjean. A partir daí, os dois pilotos da Haas passaram a liderar um pelotão com Nico Hulkenberg (Renault), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) e Lando Norris (McLaren). Entretanto, os rivais não ameaçavam a dupla.

Magnussen, à frente de Grosjean: francês teve o mesmo azar de 2018 - uma roda mal presa fez Romain abandonar

Kevin, à frente de Grosjean: francês teve o mesmo azar de 2018 – uma roda mal presa o fez abandonar

Calçando pneus macios, Magnussen faria um primeiro stint curto. Com essa estratégia, tentava abrir diferença para os adversários, a fim de fazer seu pit stop e voltar à frente dos rivais. Na volta 14, Kevin foi para os boxes. Na troca, sacou os compostos macios e colocou os médios. Dessa maneira, iria com os novos jogos de pneus até o fim da prova de Melbourne. No retorno à pista, o dinamarquês da Haas se viu em 11º lugar. Na passagem seguinte, subiu para 10º graças à (péssima) parada de Grosjean – assim como em 2018, a Haas se complicou para fixar o pneu dianteiro esquerdo, demorando mais de 10s nos boxes. Na volta 18, Kevin superou Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), que não resistiu à pressão exercida pelo piloto da Haas. Assim, o escandinavo ascendeu para o nono lugar.

Na volta 26, foi a vez de Daniil Kvyat (Toro Rosso) realizar seu pit stop. Dessa maneira, Magnussen assumiu o oitavo lugar. Na passagem seguinte, foi a vez de Lance Stroll (Racing Point) ingressar nos boxes. Com isso, Kevin subiu para sétimo. A partir daquele instante, o dinamarquês voltava a ficar atrás apenas das duplas de Mercedes, Ferrari e Red Bull. Na volta 30, a diferença entre Magnussen e Pierre Gasly (Red Bull), o sexto colocado, era de 11s8. Por outro lado, KMag tinha somente 2s de vantagem sobre Hulkenberg, o oitavo. Com o pit stop de Gasly, na volta 37, o dinamarquês da Haas recuperou a sexta posição. Todavia, tinha a companhia de Hulkenberg, que andava próximo e poderia ameaçar o seu lugar no top 6.

Magnussen foi perseguido por Hulkenberg, mas não teve ameaçada sua sexta posição

Magnussen foi perseguido por Hulkenberg, mas não teve ameaçada sua sexta posição

Com o passar das voltas, entretanto, Magnussen consolidou uma diferença de 3s sobre Hulk. Dessa forma, a sexta colocação estava sob controle. Colaborou para isso o fato de Raikkonen se aproximar do alemão da Renault. Assim, Nico estava mais preocupado em Kimi e em preservar o sétimo lugar do que atacar Kevin. Com uma performance sólida, o dinamarquês anotou um excelente top 6 no GP da Austrália. Um resultado que premiou o trabalho do piloto e da Haas. A etapa australiana foi vencida por Valtteri Bottas (Mercedes), que, além de triunfar pela quarta vez na carreira, levou para casa o ponto extra por ter anotado a volta mais rápida da corrida – trata-se de mais uma novidade para 2019. Lewis Hamilton (Mercedes) terminou em segundo, seguido por Max Verstappen (Red Bull). O holandês, aliás, anotou o primeiro pódio de um motor Honda desde o top 3 de Rubens Barrichello no GP da Inglaterra de 2008, em Silverstone.

Graças ao oitavo lugar de Raikkonen, Melbourne também foi palco dos primeiros pontos da Alfa Romeo em 35 anos – a marca não pontuava desde o terceiro lugar de Riccardo Patrese no GP da Itália de 1984, em Monza. E os pontos conquistados por Stroll pelo nono lugar em Albert Park foram os primeiros da trajetória da Racing Point na F1. Feitos à parte, o GP da Austrália de 2019 foi especialmente marcante para Magnussen. Após a corrida, o dinamarquês celebrou a sexta posição. Todavia, lamentou o infortúnio de Grosjean – assim como na prova de 2018, o francês abandonou em Melbourne por um problema de fixação da roda dianteira esquerda.

Além do sexto lugar, Magnussen foi o único piloto que não guia para uma das três grandes a não tomar volta em Melbourne

Magnussen foi o único piloto que não guia para uma das três grandes a não tomar volta em Melbourne

“Estou muito feliz hoje (domingo), foi um bom resultado. Estou obviamente triste pela equipe não ter os dois carros chegando ao final. Com certeza, Romain (Grosjean) teria ficado em uma boa posição também, especialmente depois que nós dois tivemos uma boa classificação ontem (sábado), então eu sinto por ele não conquistar nenhum ponto hoje (domingo). A sexta posição foi muito boa para mim. Eu fiz uma boa largada e tinha um carro muito bom. Fui capaz de forçar toda a corrida e cuidar dos meus pneus. Estou satisfeito por começar o ano assim”, resumiu Kevin, o ‘melhor do resto’ no GP da Austrália de 2019.

Com o sexto lugar, Kevin iniciou 2019 com 8 pontos na classificação do Mundial de Pilotos

Com o sexto lugar, Kevin iniciou 2019 com 8 pontos na classificação do Mundial de Pilotos

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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