Japão-2018: Pérez derrota Grosjean e arranca top 7 em Suzuka

Pérez teve dificuldades em Suzuka, mas arrancou 6 pontos que lhe renderam o 7º lugar do Mundial

Pérez teve dificuldades em Suzuka, mas arrancou 6 pontos que lhe renderam o 7º lugar do Mundial

Sergio Pérez começou o fim de semana do GP do Japão de 2018, em Suzuka, sendo constantemente superado por Esteban Ocon, seu companheiro na Force India. Parecia que o mexicano não encontrava a sintonia ideal entre o seu conjunto e o circuito nipônico. Quando tudo levava a crer que o latino teria mais uma corrida difícil, Checo foi lá e fez acontecer: com regularidade e competência, Pérez arrancou um ótimo sétimo lugar na etapa japonesa. O asteca se aproveitou para ultrapassar Romain Grosjean (Haas) no fim e conquistar seis importantes pontos, que o fizeram saltar da 10ª para a sétima colocação no Mundial de Pilotos, com 53 pontos – ao lado de Kevin Magnussen (Haas) e Nico Hulkenberg (Renault). Além de ficar à frente do dinamarquês e do alemão nos critérios de desempate, Sergio superou Fernando Alonso (McLaren, 50 pontos) e deixou o próprio Ocon (49) para trás na disputa pelo top 7 da temporada.

O resultado obtido por Checo em Suzuka também ajudou a consolidar a escuderia de Lawrence Stroll na sétima posição do Mundial de Construtores, com 43 pontos – a equipe perdeu os 59 pontos conquistados até o GP da Hungria, em razão de sua venda durante o ano vigente. Dessa forma, a Force India se aproximou da McLaren – ficou a 15 pontos do time de Woking (58 a 43). A arrancada de Sergio só se deu no próprio GP do Japão. Durante os treinos de sexta e de sábado, o mexicano enfrentou dificuldades e não demonstrou o mesmo ritmo de Ocon. Na sexta-feira, primeiro dia de treinos em solo japonês, Pérez foi o 11º mais veloz, com 1m30s510. O mexicano ficou a 0s475 de Esteban, sétimo colocado, com 1m30s035, e a 2s293 de Lewis Hamilton (Mercedes), o melhor do dia com 1m28s217.

As coisas não iam bem para Pérez em Suzuka: mexicano andou atrás de Ocon durante o fim de semana em Suzuka

As coisas não iam bem para Pérez: latino andou atrás de Ocon durante o fim de semana em Suzuka

Sobre a sexta-feira, Checo foi enfático. “O dia foi bastante normal em termos do trabalho que fizemos, mas há mais a ser feito para me certificar de que me sinto confortável com o carro. Tentamos muitas coisas com o acerto e vimos que o Esteban era bastante competitivo, por isso já existe uma boa base para amanhã (sábado). A classificação será crucial. Colocar a volta perfeita não é fácil e eu realmente quero que a gente esteja lá como o melhor dos demais no quali. O clima é incerto, mas vamos ver como acontece”, afirmou Pérez, um fã confesso do circuito nipônico. “É uma sensação incrível estar pilotando em Suzuka nesses carros. É uma das melhores pistas e todas as voltas, mesmo nos treinos, são realmente agradáveis”, observou o latino.

No sábado, a Force India voltou a mostrar potencial. Além de Ocon seguir em boa forma, Pérez também conseguiu encontrar um bom acerto em Suzuka. Resultado: tanto o francês quanto o mexicano avançaram para o Q3, fase decisiva do qualifying. Entretanto, Checo não encaixou a primeira volta e foi vítima da chuva que caiu na sequência, o que o impediu de melhorar sua marca na sessão final. No fim, ficou com o alto tempo de 1m37s229, o que lhe rendeu apenas a 10ª posição no grid. Sergio ficou a 7s103 de Ocon, oitavo com 1m30s126, e a 9s469 de Lewis Hamilton (Mercedes), pole do GP do Japão com 1m27s760 – pela 80ª vez, o britânico alcançou a posição de honra de um Grande Prêmio, recorde absoluto na Fórmula 1.

No sábado, Pérez avançou para o Q3, mas errou na primeira volta e teve que se consolar com o 10º lugar da sessão

No sábado, Pérez avançou para o Q3, mas errou e teve que se consolar com o 10º lugar da sessão

O latino da Force India lamentou o resultado do Q3. “Não estou muito feliz (com o 10º lugar) porque acho que eu deveria ter ficado à frente de vários outros carros. Foi uma sessão difícil desde o começo do Q1. Eu estava completando minha volta quando surgiu a bandeira vermelha pelo acidente de (Marcus) Ericsson (o sueco destruiu seu Sauber na sessão): eu estava a apenas alguns metros da linha de chegada, mas perdi a volta e tive de tentar novamente. No Q3, escorreguei e perdi bastante tempo na minha primeira volta quando a pista estava nas melhores condições, então definitivamente a sensação é de que eu poderia ter feito muito mais hoje (sábado). Precisamos recuperar algum terreno amanhã (domingo). Largamos entre os 10 primeiros e temos um ótimo ritmo, portanto podemos marcar um bom número de pontos”, avaliou.

Largada do GP do Japão: saindo em nono, Pérez superou Hartley e subiu para oitavo

Largada do GP do Japão: saindo em nono, Pérez superou Hartley e subiu para oitavo

A corrida

Durante a semana que precedeu o GP do Japão, a meteorologia chegou a prever que um tufão influenciaria o clima para a corrida em Suzuka. Entretanto, a rota do fenômeno natural foi alterada, e o sol predominou no desafiador circuito nipônico em 7 de outubro de 2018. Sergio Pérez (Force India) alinhou em nono no grid, uma vez que Esteban Ocon (Force India) foi punido com a perda de três posições na grelha de partida por ignorar bandeiras amarelas durante o qualifying de sábado. Assim, o francês caiu para a 11ª colocação no grid. Bom para o mexicano, que herdou uma posição e sairia do lado emborrachado do traçado. Calçando pneus supermacios, Checo e a Force India trabalhavam com a estratégia de apenas uma parada nos boxes. Assim, uma forte largada poderia significar a consolidação de bons pontos para o latino.

Quando as luzes vermelhas se apagaram, Pérez ganhou a posição de Brendon Hartley (Toro Rosso), que havia largado em sexto, mas tracionou mal e caiu para 10º. Assim, o piloto da Force India completou a volta 1 em oitavo. Na volta 2, Kevin Magnussen (Haas) fechou o caminho de Charles Leclerc (Sauber) na disputa pelo 12º lugar. O monegasco acertou o pneu traseiro esquerdo do dinamarquês, que acabou furando. O toque fez com que detritos se espalhassem pela pista. Diante do problema, a direção de prova acionou a entrada do safety car em Suzuka na volta 4.  Com isso, Sergio ficou com Pierre Gasly (Toro Rosso) em sua alça de mira. O objetivo do asteca era um só: dar o bote no francês na relargada. Quando ela veio, na volta 8, entretanto, Gasly conseguiu sustentar sua posição.

Sergio Pérez arrancou um excelente 7º lugar no GP do Japão, em Suzuka: mexicano assumiu 7º lugar no Mundial

Checo, à frente de Ocon, Ricciardo e Gasly: mexicano seria superado pelo australiano na volta 11

Porém, Pérez ascenderia ao sétimo lugar ainda naquela volta: na ânsia de alcançar o terceiro posto, Sebastian Vettel (Ferrari) tocou em Max Verstappen (Red Bull) na Curva Spoon. O alemão levou a pior: rodou e caiu para o fim do pelotão. Assim, Checo ingressou no top 7. Mas ali permaneceria por pouco tempo. Na volta 11, o mexicano seria ultrapassado por Daniel Ricciardo (Red Bull), que fazia prova de recuperação após largar em 15º. Assim, o piloto da Force India caía para oitavo. Na volta 15, Sergio estava a 1s7 de Gasly, e tinha 1s1 de vantagem sobre Ocon. A partir dali, as equipes começavam a chamar seus pilotos para a troca de pneus. O primeiro entre os ponteiros foi Kimi Raikkonen (Ferrari), que ingressou nos boxes na volta 18. Com isso, Pérez recuperou a sétima posição. Com pneus novos, o finlandês logo alcançou o latino. Na volta 21, Raikkonen ultrapassou Pérez, que voltou a cair para oitavo.

Na volta 24, Sergio realizou seu pit stop. Na troca, substituiu os pneus supermacios por compostos macios (os mais resistentes do fim de semana). Dessa forma, não precisaria mais retornar para os boxes. Ao voltar para a pista, se viu num longínquo 17º lugar. Porém, todos os adversários também iriam para o pit. Na volta 26, Pérez ultrapassou Sergey Sirotkin (Williams). Na mesma passagem, Fernando Alonso (McLaren), Ocon e Vettel entraram nos boxes. Assim, o mexicano subiu para 13º. Na volta 27, Checo superou Marcus Ericsson (Sauber) e Nico Hulkenberg (Renault), ascendendo para a 11ª colocação. Com o pit stop de Hartley, na volta 28, Sergio voltou para o top 10 em Suzuka.

Checo

Checo superou Grosjean após o ingresso do regime do VSC: atitude foi coroada com sétimo lugar

A partir de então, passou a perseguir Leclerc, o nono. Na volta 30, o piloto da Force India ultrapassou o monegasco da Sauber ao utilizar o DRS na reta dos boxes. Naquele momento, Gasly e Romain Grosjean (Haas) estavam nos boxes. Pérez deixou o francês da Toro Rosso para trás, e, por muito pouco, não superou também o gaulês da Haas. Assim, teve que se conformar com a oitava posição. Na volta 33, Checo foi novamente ultrapassado por Vettel, caindo para nono. Todavia, na passagem seguinte, com o pit stop de Carlos Sainz Jr. (Renault), o mexicano retomaria a oitava colocação. Na 35, Vettel superou Grosjean. Com isso, o francês da Haas voltou a ser o alvo de Sergio em Suzuka. A diferença entre os dois girava na casa de 1s. Entretanto, Romain não permitia qualquer iniciativa de Checo.

Na volta 40, um problema na suspensão fez Leclerc abandonar a corrida. Porém, o monegasco deixou seu Sauber em uma posição não muito segura. Isso fez com que a direção de prova acionasse o VSC – virtual safety car. Por duas voltas, a etapa ficou sob bandeira amarela. E foi aí que Pérez colocou em mente que precisava aproveitar o momento para ultrapassar Grosjean. Quando a bandeira verde liberou o prosseguimento da etapa, Checo armou o bote. Bem na curva 1, o latino da Force India ultrapassou o francês da Haas, assumindo a sétima posição. A partir daí, Pérez abriu sobre Grosjean, consolidando o top 7 em Suzuka. Em contrapartida, não tinha muito a fazer para alcançar Vettel. Assim, tratou de administrar sua vantagem para assegurar seis importantes pontos na corrida nipônica.

Pérez afirmou ter se divertido na corrida:

Pérez afirmou ter se divertido na corrida: “nosso ritmo foi forte e a equipe teve ótima estratégia”

A vitória no GP do Japão ficou com Lewis Hamilton (Mercedes). Foi o 71º triunfo do britânico na F1, líder inconteste do Mundial com 67 pontos de vantagem sobre Vettel, que terminou num tímido sexto lugar – 331 pontos de Lewis, contra 264 de Seb. Assim, Hamilton poderia sacramentar matematicamente a conquista do pentacampeonato já na próxima etapa – o GP dos Estados Unidos, em Austin. Título mundial à parte, Valtteri Bottas (Mercedes) terminou em segundo, seguido por Max Verstappen (Red Bull). Nos boxes da Force India, a sétima posição de Pérez foi recebida com festa. Também pudera: o latino só ficou atrás das três principais potências de 2018 – Mercedes, Red Bull e Ferrari.

“Obtivemos um bom resultado hoje (domingo): o melhor que eu poderia realisticamente esperar. Após a classificação ruim de ontem (sábado), nós ganhamos muitas posições e sinto que realmente conseguimos o máximo na corrida. Nosso ritmo foi forte e a equipe teve uma ótima estratégia. Nós sabíamos que precisávamos ser agressivos para bater a Haas e quase conseguimos superar Grosjean no pit stop, mas eu perdi um pouco de tempo batalhando com Leclerc. Na relargada do VSC, me aproximei bastante de Grosjean, e quando vi uma oportunidade, aproveitei. Estou muito empolgado com nosso desempenho hoje (domingo). Tivemos de forçar ao máximo e fizemos algumas boas ultrapassagens: foi uma prova fantástica”, celebrou Pérez.

Com 53 pontos, Pérez está empatado com Hulkenberg e Magnussen: disputa à vista

Com 53 pontos, Pérez está empatado com Hulk e Magnussen: disputa à vista pelo top 7 do Mundial

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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