Bélgica-2017: Ocon e Pérez implodem ambiente da Force India

Esteban Ocon (número 31) e Sergio Pérez (11) atacam a zebra da Eau Rouge: guerra declarada na Force India

Ocon (número 31) e Pérez (11) atacam a zebra da Eau Rouge: guerra declarada na Force India

Parecia que tudo havia se acalmado pelos lados da Force India. Sergio Pérez e Esteban Ocon aparentavam estar de novo entrosados após os entreveros no GP do Canadá, em Montreal (quando o francês solicitou que o mexicano cedesse sua posição – o que foi prontamente negado pelo time) e no GP do Azerbaijão, em Baku (em que ambos se tocaram e acabaram com a possibilidade de pódio para a escuderia). Porém, o asteca e o gaulês implodiram de vez o ambiente na equipe indiana. Mais uma vez, Pérez e Ocon se estranharam – agora em Spa-Francorchamps, palco do GP da Bélgica de 2017. No último domingo, houve encontrão em dose dupla. As duas situações praticamente no mesmo ponto da pista belga – a mureta do mergulho para a Eau Rouge. No fim, Esteban ainda terminou em nono lugar, enquanto Sergio abandonou em razão dos danos causados pelo segundo incidente.

Curiosamente, o clima, que azedou após a bandeirada da etapa belga, era amistoso entre o latino e o europeu antes da prova. Na sexta-feira, dia dos primeiros treinos para o GP da Bélgica, Ocon e Pérez trocaram informações a respeito do desempenho do VJM10 em Spa. Nem mesmo as condições meteorológicas atrapalharam os planos da Force India – o primeiro treino livre ocorreu com tempo firme; já o segundo contou com a presença de uma forte chuva na fase final, atrapalhando os pilotos. Apesar da pista molhada, os melhores tempos vieram à tarde: Esteban foi o oitavo, com 1m46s670, 0s423 à frente de Checo, 12º com 1m46s984. O francês ficou a 1s720 de Lewis Hamilton (Mercedes), o melhor do dia com 1m44s753. Já o mexicano ficou a 2s231 do inglês.

Nos treinos livres de sexta, Ocon foi mais veloz que Pérez: troca de informações

Nos treinos livres de sexta, em Spa, Ocon foi mais veloz que Pérez: troca de informações

“O dia foi razoavelmente tranquilo e certo e consegui fazer muitas voltas – mesmo com a bandeira vermelha – acidente sofrido por Felipe Massa (Williams) no primeiro treino livre – e a chuva no segundo treino. A sensação com o carro já é muito boa e as coisas parecem promissoras para um desempenho forte amanhã (sábado)”, comemorou Ocon. Já Pérez concordou com o companheiro de time. “A tarde foi melhor para mim, e eu estava começando a encontrar uma boa sensação com o carro. Então estou confiante de que estaremos em melhor forma amanhã (sábado). Como Esteban mostrou, o ritmo do carro é bastante competitivo e temos uma boa oportunidade para se classificar bem no qualifying”, analisou o asteca.

As expectativas da sexta-feira se confirmaram no sábado, dia da qualificação para o GP da Bélgica. Pérez e Ocon até enfrentaram algumas dificuldades na disputa contra Nico Hulkenberg (Renault) e Fernando Alonso (McLaren), mas a dupla da Force India conseguiu bater o espanhol e avançar para o Q3 de Spa. No fim, o mexicano foi o oitavo colocado, com 1m45s224 – 0s145 mais rápido do que o francês, nono com 1m45s369. Apesar da sólida classificação, Checo reclamou de Kimi Raikkonen (Ferrari). Para o latino, era possível ir além de um top 8 no circuito belga.

No sábado, Pérez superou Ocon e assegurou o oitavo lugar no grid da etapa belga

No sábado, Pérez superou Ocon e assegurou o oitavo lugar no grid da etapa belga

“Estou um pouco desapontado com minha volta na Q3. Eu estava perto de Raikkonen no primeiro setor, mas quando ele abortou sua volta no segundo, acabei me aproximando demais dele. Como resultado, perdi bastante pressão aerodinâmica e isso me custou alguns décimos”, observou Sergio, que prosseguiu. “Acredito que tínhamos ritmo para ficar à frente da Renault, mas ainda acho que estamos em uma boa posição. Tudo pode acontecer em Spa, então será importante evitar problemas e aproveitar as oportunidades. A primeira volta pode ser caótica: não só na La Source, mas também na Les Combes, quando o pelotão se agrupa novamente. Creio que podemos ser fortes amanhã (domingo) e espero que possamos garantir o resultado que a equipe merece”.

O asteca ficou a 2s691 de Lewis Hamilton (Mercedes), pole para o GP da Bélgica com 1m42s553. Com isso, o britânico igualou o recorde absoluto de poles na categoria, passando a ter 68 – o mesmo conquistado pelo legendário Michael Schumacher. Já o gaulês, nono colocado, ficou a 2s816 de Hamilton. Mas Ocon também considerou que era possível um melhor desempenho no qualifying. “Perdi aderência no Q3. Minha volta no Q2 foi três décimos mais rápida do que na Q3, portanto não maximizamos as coisas e não estou totalmente satisfeito. Contudo, me sinto confiante em relação à corrida. O carro está funcionando bem e será veloz na prova, principalmente no primeiro e último setores. É uma pista que encoraja boas disputas, e acho que haverá oportunidades e batalhas acirradas amanhã (domingo)”.

Largada do GP da Bélgica: logo após a La Source, a primeira polêmica entre Ocon e Pérez

Largada do GP da Bélgica: logo após a La Source, a primeira polêmica entre Ocon e Pérez

A corrida

Se por um lado, Sergio Pérez esperava assegurar o resultado que a Force India merecia no GP da Bélgica, por outro, Esteban Ocon aguardava grandes duelos em Spa. Ambos tinham a mesma estratégia para a corrida – largariam com pneus ultramacios. Tanto Checo como Esteban sabiam que o início da etapa seria fundamental para sacramentar um bom resultado. Contudo, o que nenhum dos dois acreditava era que os carros cor de rosa misturariam tinta em duas oportunidades. Quando as luzes vermelhas se apagaram, 20 pilotos partiram em busca de um espaço para contornar a La Source com eficiência. Na tomada da primeira curva, Pérez, oitavo no grid, partiu para cima de Nico Hulkenberg (Renault), sétimo. O alemão não se deu por vencido, e um leve toque acabou sendo inevitável. Isso foi o bastante para que Fernando Alonso (McLaren) superasse os dois e assumisse o sétimo lugar.

Enquanto Checo perdia espaço para Alonso, Ocon decidiu atacar o companheiro de equipe, que tracionou mal na saída da La Source e foi superado por Hulk. O mexicano, contudo, não deu brecha para a investida do francês. Prensado entre o muro e o carro do companheiro de equipe em plena descida para a Eau Rouge, Esteban não tinha escapatória: veio o toque roda com roda. Por pouco, o gaulês não carimbou o muro. O carro 31 chegou a sair do chão, mas depois voltou ao prumo. Em contrapartida, Pérez perdeu velocidade, fazendo com que Ocon recuperasse a nona posição. Sergio ainda veria Kevin Magnussen (Haas) superá-lo, caindo para o 11º lugar.

Após superar Pérez, Ocon foi para cima de Hulkenberg e Alonso na Kemmel

Após superar Pérez, Ocon foi para cima de Hulkenberg e Alonso na Kemmel

Na volta 2, o francês da Force India desafiava Alonso e Hulkenberg. Esteban emparelhou sua Force India com a McLaren e a Renault em plena Reta Kemmel, mas não superou os adversários. Na passagem seguinte, Pérez daria o troco em Magnussen, retornando ao top 10. Enquanto isso, um pouco à frente, Ocon pressionava Alonso. Na volta 4, o francês fez valer a potência do motor Mercedes de seu VJM10 para ultrapassar o espanhol, subindo para oitavo. Na 5, foi a vez do asteca superar o asturiano, ascendendo para o nono lugar. A partir daí, a dupla da Force India iniciava uma corrida solitária, uma vez que Hulkenberg, o sétimo, já colocava 3s6 sobre Ocon, o oitavo.

Na volta 6, Esteban e Sergio ganhariam uma posição, graças ao abandono de Max Verstappen (Red Bull). Sem o holandês, o francês subiu para sétimo, e o mexicano, para oitavo. Naquele momento, Ocon parecia apresentar problemas de desgaste com os pneus ultramacios. Isso permitiu a Pérez se aproximar do companheiro. Na volta 10, Esteban se encaminhou para os boxes. Na troca, sacou os ultramacios e colocou os compostos supermacios. No retorno à pista, estava em 12º. Checo, por sua vez, seguiu na pista, em sétimo. Na volta 12, com o pit stop de Hulkenberg, subiu para sexto. Porém, seus pneus estavam em frangalhos. Na passagem seguinte, o latino realizou sua primeira parada. Assim como Ocon, tirou os ultramacios e os substituiu por supermacios. Ao sair do pit, contudo, se viu atrás de Esteban, Daniil Kvyat (Toro Rosso) e Romain Grosjean (Haas).

Ao antecipar seu primeiro pit stop, Ocon se manteve à frente de Pérez

Ocon foi aos boxes na volta 10: tática se mostrou eficiente, pois o manteve à frente de Pérez

Pérez não podia perder tempo. Ainda na volta 14, realizou uma manobra arrojada. De uma só vez, superou Kvyat e Grosjean para assumir o nono lugar. Porém, cortou caminho na Les Combes. A direção de prova notou a irregularidade, e passou a investigar o asteca. Aos poucos, Sergio tirou a vantagem de Ocon, ficando a apenas 1 segundo do francês. Na volta 16, Esteban ultrapassou Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso), que ainda não havia parado nos boxes, recuperando, assim, a sétima posição. Na passagem seguinte, foi a vez de Checo superar o espanhol, subindo para oitavo. Naquele momento, os fiscais da FIA confirmavam punição a Sergio pelo corte da chicane da Les Combes. Assim, ele teria 5 segundos acrescidos ao tempo de corrida.

Barrado pelo ritmo imposto por Ocon, Pérez decidiu antecipar seu segundo pit stop. Assim, na volta 25, o mexicano se encaminhou para os boxes. Antes da troca por um novo jogo de pneus supermacios, pagou a punição de 5 segundos. Ao retornar à pista, se viu em 11º. A partir de então, Checo tratou de acelerar. Esteban tentou fazer o mesmo, a fim de se manter à frente do companheiro. Todavia, seus pneus estavam desgastados. Quando decidiu parar, na volta 27, o francês realizou o mesmo procedimento do mexicano – colocou novos compostos supermacios. No retorno, Ocon se viu justamente atrás de Pérez. Na base da experiência, o asteca soube se utilizar dos pneus mais novos para superar o gaulês. Porém, a impetuosidade da juventude não poderia ser descartada. O duelo seria definido na pista.

Colado em Ocon, Pérez preferiu antecipar sua segunda parada: tática surtiu efeito

Colado em Ocon, Pérez preferiu antecipar seu segundo pit stop: tática surtiu efeito

Na volta 28, Pérez errou o contorno da La Source. Ocon, então, não pestanejou: colocou de lado sobre o mexicano. Checo simplesmente prensou Esteban na mureta. Resumo da ópera: a asa dianteira do carro do francês acertou o pneu traseiro direito do bólido do latino. Estilhaços voaram por toda a parte. Não bastasse isso, o pneu de Sergio se desintegrou. De uma só vez, a Force India desperdiçava a oportunidade de conquistar inúmeros pontos em Spa.  Diante dos detritos na pista, a direção do GP da Bélgica acionou o safety car. Sem a asa dianteira, Ocon chegou aos boxes. Na troca, aproveitou para sacar os pneus supermacios e colocar os compostos ultramacios. Bons segundos depois, Pérez se arrastava para os boxes. Com o pneu dechapado, o mexicano realizou a troca pelos pneus ultramacios e retornou à pista.

Apesar de todos os imprevistos, Ocon passou a figurar em 10º. Já Pérez despencou para 16º. Não bastasse isso, Checo tinha problemas de equilíbrio em seu VJM10 – frutos do toque com Esteban. Na relargada, na volta 34, o francês ganhou o nono lugar de Magnussen, enquanto o mexicano saltou para 12º. A reação de Ocon parou por ali – ele não conseguia acompanhar Felipe Massa (Williams), o oitavo. Por outro lado, o rendimento de Pérez caiu – na volta 39, foi superado por Kvyat, e, na 41, por Jolyon Palmer (Renault). Sem desempenho após o incidente com Esteban, a Force India chamou Sergio para os boxes. O latino deixou a disputa. No fim, restou a Ocon o nono lugar. A vitória do GP da Bélgica ficou com Lewis Hamilton (Mercedes), que derrotou Sebastian Vettel (Ferrari) após dura disputa. Daniel Ricciardo (Red Bull) completou o pódio.

O momento polêmico de Spa: Pérez fechou Ocon ou o francês tentou uma ultrapassagem impossível?

O momento polêmico de Spa: Pérez fechou Ocon ou o francês tentou uma ultrapassagem impossível?

Após a corrida, o clima da Force India era de enterro. Ninguém compreendia o fato de os dois pilotos ficarem se estapeando na pista. No release divulgado pela escuderia indiana, Esteban foi taxativo. “Na primeira volta, houve um momento de tensão com meu companheiro de equipe antes da Eau Rouge. Posso aceitar isso porque era a largada e havia três carros lado a lado, apesar de eu ter sido espremido no muro. O segundo toque com Sergio foi demais. Ele me apertou contra o muro novamente, bateu em minha asa dianteira e arriscou ambas as nossas corridas sem razão. Isso custou pontos à equipe, e é difícil entender por que ele foi tão agressivo. Vou conversar com ele e compartilhar meu ponto de vista. É uma pena, porque estávamos em uma posição forte com um carro competitivo e deveríamos ter marcado ainda mais pontos”, lamentou.

Checo também estava insatisfeito com tudo o que ocorreu em Spa. “Estou bastante desapontado com a corrida, principalmente porque esta era uma pista onde deveríamos ter marcado muitos pontos. Dois incidentes com Esteban infelizmente tiraram nossas chances e arruinaram a prova para a equipe. Peço desculpas pelo incidente na largada, que foi totalmente minha culpa. Não selecionei o modo de largada e perdi potência na descida. Estava lutando com Nico (Hulkenberg) e pensei que tinha uma boa margem sobre todos os outros. Fui para a direita sem checar meus retrovisores e não vi que Esteban estava lá. No segundo caso, acho que ele (Ocon) foi um pouco otimista demais, porque não havia espaço para fazer uma manobra. Eu estava cobrindo meu traçado e esperava que ele atacasse após a Eau Rouge – ele tinha a reta inteira para me passar. Foi uma situação particular e temos de rever o incidente”, observou.

Pérez se disse surpreso com as fortes declarações de Ocon: decepcionado

Checo se disse surpreso com as fortes declarações de Ocon: “Pérez tentou me matar duas vezes”

Porém, nas redes sociais, a situação esquentou. Em sua conta no Twitter, Ocon afirmou que “Pérez tentou me matar duas vezes”. Também em seu perfil, em um vídeo, Sergio se disse decepcionado com o companheiro pela afirmação. Na gravação, o mexicano voltou a se desculpar pelo primeiro incidente, mas colocou a responsabilidade do segundo no colo do francês. No dia seguinte, Esteban soltou uma nota se desculpando pelo teor da primeira postagem. “No calor do momento e dada a situação perigosa, fiquei muito chateado. Mas vamos avançar, somos uma equipe e agradeço o pedido de desculpas de Perez. Queremos trabalhar melhor juntos”, afirmou.

Contudo, o estrago público já estava feito. Depois de tudo isso, Vijay Mallya, dono da Force India, decretou: a partir do GP da Itália, em Monza, está proibido o duelo entre os pilotos do time. Além disso, diante do histórico acidentado em 2017, a escuderia chegou a cogitar a possibilidade de banir seus pilotos da disputa de GPs e, ainda, mudar a dupla para 2018. “Se acontecer novamente, teremos de pensar em quem vamos colocar no carro no lugar de um deles”, ameaçou Otmar Szafnauer, diretor esportivo do time indiano. Apesar de todos os pesares, e mesmo com o duelo interno, a Force India manteve intacto seu 4º lugar no Mundial de Construtores, com 103 pontos – 68 a mais do que a Williams, 5ª colocada. Entretanto, a imagem arranhada pelos acidentes poderá influenciar o destino de Pérez e Ocon a partir de 2018 – o que, diante dos resultados obtidos neste ano, seria uma pena.

A Force India decretou, após a etapa de Spa: está proibido o duelo entre Pérez e Ocon

A Force India decretou, após a etapa de Spa: está proibido o duelo entre Pérez e Ocon

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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Uma resposta a Bélgica-2017: Ocon e Pérez implodem ambiente da Force India

  1. Minha sugestão para o Gp da Itália é a surpreendente primeira fila do Lance Stroll o Patinho feio do início da temporada que fez história em Monza como mais jovem piloto da história da F1 a largar na 1 fila e na corrida o Lance Stroll terminou em 7 já a minha outra sugestão e o Esteban Ocon que conseguiu um 3 lugar no grid em Monza e chegou em 6 na corrida dando mais uma sova no Sergio Pérez na briga interna na Force Índia O Mexicano terminou em 9 lugat

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