Hungria-2017: Alonso, o paciente samurai, rouba a cena e é 6º

Fernando Alonso (McLaren) obteve um sólido 6º lugar em Hungaroring e ainda anotou a volta mais rápida

Fernando Alonso (McLaren) obteve o 6º lugar e ainda anotou a volta mais rápida em Hungaroring 

“Resistência mental, calma e destreza são sinais de um samurai maduro”, diz um provérbio japonês. Adepto da filosofia dos guerreiros orientais, Fernando Alonso Díaz parece seguir à risca esse código no atual momento de sua carreira. Ao completar 36 anos no último dia 29 de julho, o espanhol se tornou o terceiro mais experiente piloto da Fórmula 1 – atrás somente de Kimi Raikkonen, 37 anos (fará 38 em 17 de outubro), e Felipe Massa, 36 (completados no último dia 25 de abril). E a maturidade tem rendido frutos inesperados (e, por que não, decepcionantes) ao asturiano. Alonso se tornou figura permanente no pelotão intermediário da categoria desde o seu retorno à McLaren, em 2015. Por obra do destino, os maiores culpados pela sequência de fiascos do ibérico são… os nipônicos da Honda, a fabricante dos propulsores para o time de Woking. Nas últimas três temporadas, a McLaren tem tido um péssimo desempenho, sobretudo pelo fraco propulsor japonês.

Em razão disso, Alonso tem desfrutado de dissabores mil na categoria máxima do automobilismo. Para ter uma ideia, nesse período, o máximo que Fernando conseguiu foram três quintos lugares – no GP da Hungria de 2015 e nos GPs de Mônaco e dos Estados Unidos de 2016. São resultados muito modestos em se tratando de um bicampeão do mundo e dono de 32 vitórias na F1. Em 2017, o quadro piorou na McLaren. Com a cor laranja, o MCL32 involuiu em relação ao seu antecessor. O máximo que Alonso conseguiu foi um heroico nono lugar no GP do Azerbaijão, em Baku. O desalento foi tanto que o asturiano abdicou de disputar o GP de Mônaco e correu as 500 Milhas de Indianapolis (Fernando até ia bem, mas o motor da McLaren Andretti quebrou no oval – um propulsor Honda…).

Na Hungria, Alonso tinha uma boa oportunidade de pontuar: missão cumprida

Na Hungria, Alonso acreditava ter uma boa chance de pontuar, devido às características da pista

Nem por isso, o espanhol tem esmorecido. Parece que o lado samurai de Alonso tem se aflorado a cada corrida. Ao desembarcar em Hungaroring, palco do GP da Hungria de 2017, Fernando estava duplamente motivado: além de celebrar seu 36º aniversário, no sábado, o bicampeão tinha confiança no equilíbrio do chassis do MCL32. As características travadas da pista fariam com que a falta de potência do motor Honda não fosse tão sentida pela McLaren. Com algumas atualizações na unidade de potência nipônica, o asturiano poderia brigar de igual para igual com os carros das equipes do segundo escalão – à exceção de Mercedes, Ferrari e Red Bull. Quando Alonso foi para a pista, notou-se que a McLaren estava no mesmo nível de Force India, Renault e Williams – uma surpresa, se for levado em consideração a performance do carro laranja nas provas anteriores.

Ao final das duas sessões da sexta-feira, Alonso figurou como o oitavo mais veloz do dia, com 1m19s815. O espanhol foi 1s360 mais lento que Daniel Ricciardo (Red Bull) – o australiano marcou o melhor tempo do dia, com 1m18s455. Fernando foi 0s094 mais rápido do que o belga Stoffel Vandoorne, seu companheiro de McLaren, que marcou 1m19s909 e ficou em 10º. “Foi um bom dia. Mesmo que seja sempre difícil na sexta ter uma imagem clara, estamos mais ou menos onde pensávamos que estaríamos. Nós fizemos alguns bons testes e agora precisamos analisar os dados e ver onde tivemos progresso. Estamos um pouco mais competitivos aqui do que nas últimas duas corridas, e é melhor podermos lutar pelo Q3 e pelo top 10”, avaliou o bicampeão.

Fernando celebrou seu 36º aniversário com um bolo que trazia um samurai sobre a bandeira espanhola

Alonso celebrou seu 36º aniversário com um bolo que trazia um samurai sobre a bandeira espanhola

No sábado, o clima era de festa nos boxes da McLaren. Alonso celebrou seus 36 anos e ganhou um bolo estilizado com a bandeira da Espanha. Sobre ele, um samurai semelhante ao de sua tatuagem nas costas. Parecia sinal de bons presságios. nos treinos oficiais em Hungaroring, Fernando e Vandoorne estiveram competitivos. Tanto que os dois avançaram para o Q3. No fim, o espanhol foi o oitavo mais rápido do qualifying, com 1m17s549, 0s345 mais veloz do que o belga – nono, com 1m17s894. A pole do GP da Hungria ficou com Sebastian Vettel (Ferrari), com 1m16s276 – 1s273 à frente de Alonso. Como Nico Hulkenberg (Renault), o sétimo do Q3, perderia cinco posições no grid por trocar a caixa de câmbio de seu carro, o asturiano assumiria a posição do alemão.  O resultado deixou satisfeito o bicampeão.

“Foi um fim de semana positivo até agora para nós como uma equipe. Sabíamos que as três principais equipes estariam efetivamente fora do alcance, então lutar por sétimo e oitavo foi o alvo máximo que poderíamos apontar para hoje (sábado). E, na verdade, é aí que vamos começar amanhã (domingo). Não há pontos a ganhar no sábado, então espero poder converter essas posições na corrida e marcar alguns pontos positivos. Eles são muito necessários para a equipe no momento. Em termos de ritmo de corrida, devemos estar bem. Este é um circuito onde é difícil ultrapassar; os pneus são muito estáveis ​​e têm baixa degradação, então acho que, se tivermos um bom começo, devemos ter uma boa chance de manter nossas posições – esse é nosso alvo”, analisou Fernando.

Fernando anotou o 8º tempo no Q3. Com a punição a Hulkenberg, ficou com o 7º lugar no grid

Fernando anotou o 8º tempo no Q3. Com a punição a Hulkenberg, ficou com o 7º lugar no grid

Se havia festa para Alonso, a maré não estava boa para um ex-companheiro do espanhol: Felipe Massa (Williams) passou mal na sexta e, após o treino livre da manhã de sábado, desistiu de disputar a etapa húngara. No mesmo palco onde viu uma vitória certa escapar das mãos por uma quebra de motor (2008) e onde sofreu um sério acidente ao ser atingido por uma mola (2009), o brasileiro não se sentia apto para pilotar. Em seu lugar, às pressas, a Williams colocou Paul di Resta, terceiro piloto do time. Após três anos ausentes (desde o GP do Brasil de 2013, em Interlagos), o britânico retornaria ao cockpit da F1. Em contrapartida, o GP da Hungria de 2017 seria o primeiro sem a presença de brasileiros em 35 anos – desde o GP de San Marino de 1982, em Imola.

Largada do GP da Hungria de 2017: Alonso foi surpreendido pelo salto de Sainz

Largada do GP da Hungria de 2017: Alonso foi surpreendido pelo salto de Carlos Sainz Jr.

A corrida

Domingo, 30 de julho de 2017. Um dia ensolarado, comum no quente verão de Budapeste, dá o tom em Hungaroring, palco do GP da Hungria. Alinhado na sétima posição do grid, Fernando Alonso estava calçado com pneus supermacios. A ideia da McLaren, assim como das rivais, era a de realizar apenas um pit stop durante a corrida. Ciente disso, o espanhol sabia que não teria como desafiar os pilotos de Ferrari, Mercedes e Red Bull. Sua luta seria para preservar o sétimo lugar – ou o melhor do segundo pelotão da Fórmula 1. Porém, quando as luzes vermelhas se apagaram, Alonso foi surpreendido pelo salto do compatriota Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso). O jovem, que largou em nono, pulou para sétimo, delegando Fernando para o oitavo lugar.

Porém, à frente dos ibéricos, a Red Bull vivia um drama: Max Verstappen tocou em Daniel Ricciardo, avariando o carro do australiano, que foi obrigado a abandonar logo na primeira volta. Assim, Fernando manteve o sétimo lugar. Para retirar o carro de Ricciardo, a direção de prova acionou o safety car. Apenas na volta 6, a relargada aconteceu. A fim de recuperar a posição perdida para Sainz, Alonso atacou o jovem pupilo na curva 1. Entretanto, o piloto da Toro Rosso foi ousado e trancou a passagem para o bicampeão. O piloto da McLaren deixou o traçado ideal e quase foi superado por Sergio Pérez (Force India). Todavia, segurou a sétima posição.

Alonso bem que tentou, mas era impossível superar Sainz: esperança se concentrou na janela de pit stop

Era impossível superar Sainz na pista: esperança de Alonso seria ultrapassar na base da estratégia

Por mais que pressionasse, Fernando não conseguia realizar tentativas de ultrapassagem sobre Carlos. Assim, aos poucos, o madrileno da Toro Rosso abriu vantagem sobre o asturiano da McLaren. Na volta 7, a diferença entre os espanhóis era de 1s4. Na 10, ela passou para 2s2. Na 15, atingiu 4 segundos. Porém, com o desgaste dos pneus supermacios de Sainz, Alonso começou a reduzir a vantagem do pupilo. Não só isso: conseguiu abrir em relação a Pérez. Na volta 20, a diferença entre o madrileno e o asturiano estava em 2 segundos, enquanto a vantagem sobre o mexicano alcançava 3 segundos. O fato era: o MCL32 da McLaren estava mais equilibrado que os carros da Toro Rosso e da Force India.

Na volta 27, Fernando estava a 1s3 de Carlos, e mantinha 3 segundos sobre Sergio. A partir daí, o foco do bicampeão passou a ser superar o novato espanhol na base da estratégia de boxes. Andar junto de Sainz se tornou o alvo de Alonso. Quando a Toro Rosso chamou seu piloto para os boxes, na volta 35, a McLaren fez o mesmo. Na troca, os dois times sacaram os compostos supermacios e colocaram os macios. Com isso, tanto Fernando, quanto Carlos, não fariam mais pit stops. Alonso bem que tentou superar Sainz na saída dos boxes, mas não foi possível. Fim de história? Longe disso: o asturiano queria definir o quanto antes o desfecho do duelo. Se deixasse o madrileno aquecer seus pneus, a disputa estaria perdida. Assim, Fernando partiu para o combate.

Destemido como um samurai, Alonso queria ultrapassar Sainz ainda na volta 36. Porém, cortou a chicane, sendo obrigado a voltar atrás do pupilo. Na última curva antes da entrada da reta dos boxes, Fernando colou em Carlos. Depois, abriu a asa traseira e partiu decidido a superar o piloto da Toro Rosso. O bicampeão passou o compatriota na freada da curva 1. Todavia, tomou o ‘x’ de Sainz. Apesar disso, Alonso saiu lançado em direção à curva 2. Carlos ficou pelo lado de dentro da curva. Fernando não titubeou e, por fora, mostrou porque é tido como um dos mais talentosos pilotos da Fórmula 1: o asturiano da McLaren não só ultrapassou Sainz, tomando-lhe o nono lugar provisório, como seguiu adiante seu caminho.

Com as paradas de Stoffel Vandoorne (McLaren) e de Jolyon Palmer (Renault), na volta 43, Alonso assumiu a sétima posição. Três voltas depois, foi a vez de Nico Hulkenberg (Renault) realizar seu único pit stop. Assim, Fernando tomou a sexta colocação. Alcançar Verstappen, o quinto colocado, era missão impossível – na volta 50, o holandês tinha mais de 46 segundos de vantagem sobre o espanhol da McLaren. Assim, o objetivo do bicampeão passou a ser consolidar seu top 6. Na volta 55, Alonso tinha 5 segundos de vantagem sobre Sainz, e 7 segundos sobre Pérez. Dessa forma, Carlos estava mais preocupado em manter a sétima posição do que atacá-lo pelo sexto lugar.

Depois de ultrapassar Sainz por fora, Alonso consolidou-se na sexta posição

Depois de ultrapassar Sainz por fora, Alonso consolidou-se na sexta posição

Não bastasse a preocupação com o mexicano da Force India, Sainz viu Alonso pisar fundo no acelerador. Com os pneus macios e com o tanque de combustível vazio, o MCL32 se sentiu à vontade em Hungaroring. Na volta 61, Fernando colocou 8 segundos sobre Carlos. Incrivelmente, o bicampeão andava quase que no ritmo de Ferrari, Mercedes e Red Bull. Na volta 69, Alonso fez o que parecia inimaginável: com um McLaren-Honda, anotou a volta mais rápida do GP da Hungria, com 1m20s182. Foi a 59ª ‘fastest lap’ da história da fabricante japonesa – a primeira desde o GP da Itália de 2016, em Monza, quando o próprio bicampeão alcançou essa proeza. Foi, ainda, a 23ª da carreira do espanhol.

No fim, a McLaren celebrou seu melhor desempenho de 2017 – além do sexto lugar de Alonso, Vandoorne obteve seu primeiro ponto na temporada após terminar em 10º. Foi o segundo ponto do belga na F1 – o primeiro foi conquistado no GP do Bahrein de 2016, em Sakhir. A vitória (suada) no GP da Hungria foi de Sebastian Vettel (Ferrari). O 46º triunfo do alemão só foi possível graças ao escudeiro Kimi Raikkonen (Ferrari), que barrou as investidas da Mercedes sobre o vencedor. Valtteri Bottas completou o pódio, uma vez que Lewis Hamilton cedeu a terceira colocação em um acordo de cavalheiros – o finlandês abriu para o britânico tentar atacar Raikkonen. Como foi malsucedido na tentativa, Hamilton devolveu a posição para Bottas. Com isso, Seb abriu 14 pontos de vantagem sobre Lewis no Mundial de Pilotos.

Enquanto Vettel celebrava a vitória, Alonso demonstrava bom humor com as férias

Enquanto Vettel celebrava a vitória, Alonso demonstrava bom humor com as férias

Fora da disputa pelo título, restou a Alonso observar a evolução da McLaren em Hungaroring. “Nós provavelmente estávamos olhando a sétima ou oitava posição hoje (domingo), mas com Ricciardo fora da corrida, o sexto lugar tornou-se possível, e nós o agarramos. Ainda assim, trabalhamos para esse resultado durante todo o fim de semana – sem erros, boas sessões de treinos, classificação forte, e depois uma corrida perfeitamente executada. Há três ou quatro fins de semana em uma temporada em que podemos ser competitivos, então precisamos maximizar isso e aproveitar totalmente o potencial – e é exatamente o que fizemos neste fim de semana. Corridas como Spa e Monza vão ser mais difíceis para nós, então vamos aproveitar esse resultado e pensar nas difíceis quando elas vierem”, observou o bicampeão, o único piloto de fora do trio das grandes (Ferrari, Mercedes e Red Bull) a não levar volta na Hungria.

Sobre o duelo com Sainz, Fernando admitiu que foi o ponto alto de sua corrida. “A batalha com Carlos foi muito apertada. Estávamos juntos na largada, na relargada após o carro de segurança, entramos nos boxes juntos, saímos juntos e eu sabia que tinha duas voltas onde poderia realmente forçar e estressar os novos pneus um pouco. Eu tentei fazer isso com algumas manobras de ‘kamikaze’ às vezes porque, depois das duas primeiras voltas, eu sabia que seria impossível. Funcionou bem. Além disso, a volta mais rápida no final da corrida foi uma surpresa, mas nós vamos levar! Definitivamente foi uma boa corrida, então vamos entrar nas férias de verão com sorriso no rosto”, celebrou.

Alonso foi o único piloto fora das três grandes (Ferrari, Mercedes e RBR) a não tomar volta em Hungaroring

Alonso foi o único fora das três grandes (Ferrari, Mercedes e RBR) a não tomar volta na Hungria

O chefe da McLaren, Eric Bouiller, sintetizou em uma frase a forma de Fernando em Hungaroring. “Ele (Alonso) mostrou exatamente o que o torna tão especial”. De fato, falar de Fernando Alonso é exagerar nos elogios. Sem dúvida, trata-se de um dos mais completos pilotos da Fórmula 1 no século 21. Porém, se for analisar seus últimos resultados, todos os adjetivos parecerão paradoxais. Independentemente disso, o GP da Hungria mostrou que o espanhol nunca desaprendeu a andar num Fórmula 1. E que, tal qual um samurai maduro, ele aguarda a chance de voltar ao topo da categoria.

Samurai maduro, Alonso aguarda pacientemente o retorno ao topo da F1: será que ele consegue?

Samurai maduro, Alonso aguarda pacientemente o retorno ao topo da F1: será que ele consegue?

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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2 respostas a Hungria-2017: Alonso, o paciente samurai, rouba a cena e é 6º

  1. Obrigado pela minha sugestão nos contos da f1 é tenha boas emoções pelas próxímas corridas do ano da F1 valeu

  2. Minha duas sugestões para o Gp da Bélgica 2017 primeira a mais coerente de todas O duelo da Force India Esteban Ocon x Sérgio Peréz Mais uma vez os dois se estranharam na prova quando o Peréz tentou tirar o Ocon da prova porém ele se deu mal teve a suspensão quebrada e o pneu furado é acabou abandonando no fim, aliás foi uma prova péssima do Checo Pérez ele havia sido punido pelo Stop and Go antes da batida por não devolver a posição e o Esteban Ocon mesmo com a sua Force Índia comprometida por conta da batida chegou em 9 lugar Ja a outra sugestão é o brilhante sexto lugar do incrível Hulk da Renault

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