Bahrein-2017: Pérez ganha 11 posições e alcança sétimo lugar

Em corrida de recuperação, Sergio Pérez (Force India) terminou em 7º em Sakhir: nos pontos pela 13ª vez seguida

Em prova de recuperação, Sergio Pérez (Force India) terminou em 7º: nos pontos pela 13ª vez seguida

Há tempos, Sergio Pérez tem demonstrado regularidade e competência a bordo de seu Force India. Desde o GP da Alemanha de 2016, em Hockenheim, o mexicano vem frequentando a zona de pontuação da Fórmula 1. Foram 12 provas consecutivas. No último domingo, 17 de abril, a sequência parecia que seria quebrada. Ao alinhar em 18º no grid do GP do Bahrein de 2017, em Sakhir, Checo sabia que figurar entre os 10 primeiros era missão quase impossível. Mas Pérez não quis saber. Após uma primorosa largada, Sergio ascendeu na classificação. No fim, completou a etapa barenita em sétimo. Foi a 13ª corrida nos pontos, de maneira seguida. Mas, sem dúvida, foi a mais difícil desse período. Afinal, ascendeu 11 posições desde a largada.

O latino desembarcou confiante em Sakhir. Após as duas primeiras etapas do Mundial, o piloto da Force India ocupava o oitavo lugar na tabela de classificação, com oito pontos – mesmo número de Felipe Massa (Williams). Em anos anteriores, Checo obteve bons resultados na prova do Oriente Médio – foi terceiro no GP do Bahrein de 2014, e oitavo na corrida barenita de 2015. Porém, quando Pérez levou seu VJM10 para a pista, na sexta-feira, o otimismo deu lugar à incredulidade. Os pneus não se adaptaram ao asfalto, sobretudo à noite – período no qual aconteceria a etapa.

Na sexta, a Force India notou problemas de adaptação ao asfalto barenita: de dia, andava bem; à noite, mal

Na sexta, a Force India notou problemas de adaptação no Bahrein: de dia, andava bem; à noite, mal

No primeiro treino livre, realizado à tarde, Sergio foi o quarto mais veloz. Já no segundo treino, o mexicano não passou do 15º lugar. A marca de Checo foi de 1m33s319, a 0s444 de Esteban Ocon. Seu companheiro na Force India ficou em 12º, com 1m32s875. A melhor marca da sexta foi de Sebastian Vettel (Ferrari), com 1m31s310 – 2s009 à frente de Pérez. “Houve uma grande mudança nas condições da pista entre as duas sessões, quando as temperaturas caíram, e o carro não estava bem equilibrado na segunda sessão. Parece que perdemos um pouco de direção nos compostos de pneus macios e supermacios, então isso é algo que precisamos entender e melhorar hoje (sexta) à noite”, observou.

Aparentemente, a Force India não encontrou soluções para o sábado. Tanto Pérez quanto Ocon se viram em dificuldades com o VJM10. No qualifying, realizado à noite, em Sakhir, o mexicano e o francês se esforçaram para levar o time indiano para o Q2. Surpreendentemente, Pérez caiu logo no Q1. Foi uma sessão para esquecer. O latino só ficou à frente dos escandinavos Marcus Ericsson (Sauber) e Kevin Magnussen (Haas), assegurando o 18º lugar, com 1m32s318. Além disso, ficou a 0s904 de Ocon, que conseguiu avançar para o Q2 e obter o 14º lugar, com 1m31s414. A pole do GP do Bahrein ficou com Valtteri Bottas (Mercedes), com 1m28s769 – 3s549 à frente de Checo. Foi a primeira vez na carreira que o finlandês anotou o melhor tempo do qualificatório.

Pérez caiu no Q1 no sábado: surpresa e preocupação para a disputa do GP do Bahrein

Pérez caiu no Q1 no sábado: surpresa e preocupação para a disputa do GP do Bahrein

Após o qualifying, Pérez afirmou que foi atrapalhado pelos incidentes na pista. “Tive azar com as bandeiras amarelas hoje (sábado). Precisei abortar minha última volta na Q1 e foi o fim da minha classificação. É uma pena, porque eu tinha velocidade para ficar muito mais à frente, mas às vezes as coisas não dão certo. Ainda estou otimista para a corrida, porque conseguimos um bom progresso entre o último treino e a classificação. Eu estava bem mais feliz com o carro, mas não pudemos mostrar isso com o resultado final. Faremos o possível para avançar amanhã (domingo). Será uma prova dura, mas acho que podemos ser mais competitivos com uma boa estratégia”, analisou Checo.

Largada do GP do Bahrein de 2017: Pérez saltou bem e subiu para 13º

Largada do GP do Bahrein de 2017, em Sakhir: Sergio Pérez saiu bem e subiu para 13º

A corrida

Com o céu limpo e o ocaso se aproximando, o GP do Bahrein de 2017, em Sakhir, começava a se aproximar. Saindo da 18ª posição, Sergio Pérez só pensava em uma coisa: se recuperar rapidamente na classificação. Antes do início da corrida, o mexicano já herdava uma colocação – Stoffel Vandoorne (McLaren) sequer participou do GP, por problemas em seu MCL32. Quando as luzes vermelhas se apagaram, o piloto da Force India disparou com tudo. Com arrojo, Checo ultrapassou Pascal Wehrlein (Sauber), Fernando Alonso (McLaren) e Lance Stroll (Williams). Além disso, contou com a escapada de Daniil Kvyat (Toro Rosso) para completar a volta 1 em 13º. A partir dali, Pérez iniciou perseguição a Jolyon Palmer (Renault). Com astúcia, o latino superou o britânico e assumiu a 12ª posição na volta 4.

Naquele momento, quem passava a estar à frente de Sergio era Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso). Porém, a distância para o espanhol já era maior. Ainda assim, aos poucos, Checo reduziu a diferença para Sainz. Entretanto, já era a hora das primeiras trocas de pneus. Na volta 11, o mexicano subiu para 10º após o pit stop de Sebastian Vettel (Ferrari) e Esteban Ocon (Force India). Todavia, era uma situação momentânea: Vettel estava na cola de Pérez. Na volta 12, o alemão ignorou o latino, que caiu para 11º. Na mesma passagem, Sainz foi aos boxes, e Max Verstappen (Red Bull), com problemas nos freios, abandonava em Sakhir. Assim, Sergio se viu em nono.

Na volta 4, Pérez superou Jolyon Palmer (Renault) e alcançou o 11º lugar

Na volta 4, Pérez superou Jolyon Palmer (Renault) e alcançou o 12º lugar: ascensão meteórica

Na saída de boxes de Sainz, na volta 13, o espanhol acabou atingindo Stroll em cheio. O estrago foi grande, e os dois deixaram a prova. Diante dos detritos espalhados pela pista, a direção de prova acionou o safety car. Pérez aproveitou a oportunidade, parou nos boxes. Na troca, sacou os usados pneus supermacios e colocou novo jogo do mesmo tipo de borracha. Ao retornar ao pelotão, se via em nono, atrás de Marcus Ericsson (Sauber) e à frente de Romain Grosjean (Haas). Na volta 17, a relargada foi dada, e Checo partiu para o ataque. Logo, superou Ericsson e Nico Hulkenberg (Renault), assumindo a sétima posição.

Era uma situação improvável: em 18 voltas, Pérez saía do 18º lugar e passava a ocupar a sétima colocação, atrás somente das duplas da Mercedes, Ferrari, Felipe Massa (Williams) e Daniel Ricciardo (Red Bull). Alcançar o australiano, o sexto colocado, era impossível. Por outro lado, Sergio não era incomodado por Hulkenberg. Na volta 28, Pérez estava a 3s3 de Ricciardo, e 5s4 à frente de Hulk. Com a parada de Valtteri Bottas (Mercedes), na volta 31, o mexicano subiu para sexto. Todavia, logo na passagem seguinte, o finlandês ultrapassou o latino, que retornou para sétimo.

No stint final, com pneus macios, Checo administrou o sétimo lugar

No stint final, com pneus macios, Checo administrou o sétimo lugar: seis pontos importantes

Na volta 36, Pérez parou pela segunda e definitiva vez na etapa barenita. No pit stop, a Force India sacou os pneus supermacios e colocou os macios. No retorno à pista, Sergio se via na sétima posição, à frente de Grosjean, e atrás de Massa. Na volta 39, a diferença entre o mexicano e o brasileiro estava na casa de 3s2. Em compensação, sua vantagem sobre o francês girava em 3s5. Com o passar das voltas, Pérez notou que era impossível superar Massa. Por outro lado, Checo passou a administrar a vantagem que tinha sobre Grosjean. O sétimo lugar estava assegurado pelo latino da Force India.

A vitória do GP do Bahrein ficou com Sebastian Vettel (Ferrari), seguido por Lewis Hamilton (Mercedes) e Valtteri Bottas (Mercedes). Foi a 44ª vitória do alemão na Fórmula 1, a segunda em 2017, fazendo com que deixasse Sakhir na liderança do Mundial, com 68 pontos – sete a mais do que Hamilton. Com a sétima posição, Pérez seguiu em oitavo no Mundial, com 14 pontos, e ajudou a Force India a alcançar o quarto lugar entre os Construtores, com 18 pontos – atrás somente de Ferrari, Mercedes e Red Bull. Com tudo isso, Checo demonstrou bastante satisfação, principalmente após tamanha recuperação.

Sergio cumprimentou a Force India: apesar dos treinos, time soube reagir na corrida

Sergio cumprimentou a Force India: apesar dos treinos, time soube reagir na corrida

“Estou bastante orgulhoso de minha equipe hoje (domingo). Chegar em sétimo após largar em 18º é uma recuperação incrível, podemos ficar muito felizes. Também é nossa 13ª corrida consecutiva nos pontos, o que é um feito incrível”, observou. “A primeira volta foi importante para minha prova, porque ganhei cinco posições e subi para 13º. Meus pneus tiveram uma ótima durabilidade no primeiro trecho. Ficamos o máximo possível na pista e o safety car nos favoreceu exatamente quando eu precisava fazer um pit stop. Creio que aproveitamos todas as oportunidades, e a equipe inteira – engenheiros e mecânicos – fez sua parte executando uma corrida perfeita”, celebrou Pérez.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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