Brasil-2016: Felipe Nasr, o ‘santo de casa que faz milagre’

Com justiça, Felipe Nasr (Sauber) celebra o nono lugar no GP do Brasil de 2016, em Interlagos: sufoco e alívio

Felipe Nasr (Sauber) celebra o nono lugar no GP do Brasil de 2016, em Interlagos: sufoco e alívio

Segundo o provérbio popular, “santo de casa não faz milagre”. Em uma breve explicação, esse termo é utilizado em alusão a pessoas que custam a ser reconhecidas em seu reduto – seja a própria terra, ou o ambiente de trabalho. Em Interlagos, palco do chuvoso GP do Brasil de 2016, Felipe Nasr (Sauber) acelerou contra esse dito. Contestado dentro da escuderia suíça, o brasileiro tratou de pisar fundo na pista molhada. Nasr ignorou o fraco equipamento e fez milagre ao alcançar o nono lugar na etapa tupiniquim, realizada no último domingo. Foram os primeiros pontos do brasiliense e da Sauber na temporada. Não só isso: os dois pontos levaram sua equipe a sair do zero e ficar à frente da Manor no Mundial de Construtores. O time comandado por Monisha Kaltenborn subiu para o 10º lugar na classificação, e dificilmente será superado pela rival.

A proeza de Nasr no GP do Brasil de 2016 provavelmente renderá 40 milhões de euros à Sauber. Como apenas os 10 primeiros construtores do ano recebem recursos financeiros da FIA, e há apenas uma corrida para o fim do campeonato – o GP de Abu Dhabi, em Yas Marina -, a escuderia só perderá a bolada caso a Manor conquiste uma nona posição no Oriente Médio. O inesperado nono lugar do brasiliense foi celebrado pelos incrédulos torcedores brasileiros que preenchiam as arquibancadas de Interlagos. Após se emocionarem com a despedida de Felipe Massa (Williams), o público reverenciou o piloto de 24 anos após a excelente apresentação na prova paulistana.

Nasr chegou a Interlagos sob pressão: brasileiro não tem cockpit assegurado para 2017

Nasr chegou a Interlagos sob pressão: brasileiro não tem cockpit assegurado para 2017

Além de celebrado pela torcida, o resultado de Nasr acabou sendo um banho de água fria na cúpula da Sauber. Em baixa na equipe e sem a confirmação do apoio do Banco do Brasil para sua permanência para 2017, Felipe via seu cockpit ser rifado. Com a conquista dos dois pontos, o brasileiro passou a ficar próximo de renovar seu vínculo com o time de Hinwil para o próximo ano. Esse cenário era inimaginável antes da etapa de Interlagos. Durante a semana, Nasr foi constantemente questionado a respeito de seu futuro na Fórmula 1. “Eu sempre mantive a porta aberta aqui na Sauber. Porém, não tenho medo
de não estar aqui (na F1), embora nada nesta vida seja garantido”, disse o piloto, em entrevista à revista alemã Speed Week.

De fato, a situação de Nasr antes da corrida parecia insustentável. A chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn, havia admitido que Felipe não tinha vaga garantida no time suíço para 2017. “Sim, vivemos momentos de estresse”, afirmou a dirigente à TV Globo. Além de revelar preocupação com os problemas do patrocínio do Banco do Brasil, Monisha adiantou que conversava com outros postulantes ao cockpit da Sauber para o próximo ano. “Temos pilotos interessados em nós, mas eu também diria que Felipe é um dos pilotos em nossa lista”, sentenciou. Um deles seria Pascal Wehrlein (Manor). Segundo a Autosport, caso Wehrlein se transferisse para o time suíço, Nasr poderia ser seu substituto.

Felipe teve uma boa sexta: foco na preparação do carro para pista molhada

Felipe tem um bom ‘padrinho’ para a sua manutenção na F1 na próxima temporada: Bernie Ecclestone

Diante do impasse criado na Sauber e da possibilidade de Nasr não figurar no grid em 2017, uma peça passou a se movimentar nos bastidores. Bernie Ecclestone, o octogenário todo-poderoso da Fórmula 1, mostrou interesse na permanência de Felipe na categoria. Ciente de que a falta de um piloto do país poderia representar o declínio da F1 no Brasil, o britânico foi direto sobre as chances do brasiliense prosseguir no ‘circo’. “Espero que sim, eu realmente quero vê-lo no grid em 2017”, afirmou Ecclestone, ressaltando que tem ajudado o brasileiro na sua missão. “Sim, e continuarei ajudando, mas não tenho a capacidade de impor um piloto para uma equipe”, observou o inglês.

Em meio à indefinição sobre seu futuro, Nasr tentou concentrar seus esforços para a disputa do GP do Brasil. Em Interlagos, o brasileiro queria cumprir um bom papel, que lhe rendesse uma oportunidade para 2017. A bordo do fraco C35 da Sauber, Felipe até fez um bom papel na sexta, primeiro dia de treinos no circuito paulistano. Ao fim das duas sessões livres, Nasr foi o 17º mais veloz, com 1m14s309. Felipe ficou 0s386 à frente de seu companheiro no time suíço, Marcus Ericsson, que fez 1m14s695. Em contrapartida, o brasiliense foi 2s038 mais lento do que Lewis Hamilton (Mercedes), o mais rápido da sexta, com 1m12s271.

Nasr teve um qualifying decepcionante: tráfego fez com que anotasse o pior tempo da sessão

Nasr teve um qualifying decepcionante: tráfego fez com que anotasse o pior tempo da sessão

Após os treinos, Nasr se mostrou satisfeito com o desempenho do C35. “Em primeiro lugar, é ótimo estar de volta ao Brasil e estar dirigindo na frente da minha torcida. Em termos das sessões de treinos, foi um dia positivo. Nós pudemos trabalhar com nosso programa hoje (sexta). Eu sinto que podemos melhorar o equilíbrio do carro, embora já tenhamos feito melhorias para a sessão da tarde. Fomos capazes de fazer os ajustes certos no carro para as condições mais quentes no segundo treino livre. Diante da possibilidade de chuva para o GP do Brasil, amanhã (sábado) teremos que antecipar o acerto para a corrida, a fim de tirar o melhor proveito do carro”.

Para o sábado, dia de definição do grid para a etapa brasileira, Felipe não tinha muita pretensão. Avançar para o Q2 estava fora de cogitação. Todavia, Nasr não esperava ser o 22º e mais lento do qualifying. O brasileiro anotou 1m13s681, ficando a 0s058 de Ericsson – 21º, com 1m13s623, e a 2s945 de Lewis Hamilton (Mercedes), pole com 1m10s736. “Estou bastante desapontado com este resultado. Eu vinha em uma boa volta, mas encontrei tráfego no último trecho, o que me custou tempo na Subida dos Boxes até a linha de chegada. Também tive uma falha de ignição no final desta volta. Minhas chances de fazer um bom tempo desapareceram. Estou decepcionado por não ter feito uma volta limpa. Agora, vou me concentrar para amanhã (domingo). Tudo pode acontecer aqui por causa das condições do tempo. Vou me manter otimista para minha corrida em casa”.

Sob chuva, o GP do Brasil de 2016 teve sua largada dada sob a intervenção do safety car

Sob chuva, o GP do Brasil de 2016 teve sua largada dada sob a liderança do safety car

A corrida

Domingo, 13 de novembro de 2016. Ao amanhecer, o ‘circo’ tinha plena convicção de que a meteorologia havia acertado em cheio. Uma chuva incessante caiu sobre São Paulo. A previsão era de que a precipitação não daria trégua aos 22 participantes do GP do Brasil, em Interlagos. De fato, ela foi personagem central da disputa. Antes mesmo da largada, a água fez uma vítima: Romain Grosjean (Haas), sétimo no grid, perdeu o controle de seu bólido e bateu no início da Subida dos Boxes. Com a pista encharcada, a direção de prova decidiu adiar a largada por 10 minutos. Depois disso, definiu que o início da corrida aconteceria com a presença do safety car. Sem Grosjean, e com a punição dada a Esteban Ocon (Manor) – que caiu para último no grid -, Felipe começava a etapa na 20ª posição.

Piloto do safety car, Bernd Maylander liderou o pelotão por sete intermináveis voltas. Quando o alemão deixou a pista, Interlagos viu muito spray e aquaplanagem. Calçando pneus para chuva intensa, Nasr saltou bem, superando Marcus Ericsson (Sauber), Esteban Gutiérrez (Haas) e Pascal Wehrlein (Manor). Além disso, contou com as paradas no box de Jenson Button (McLaren) e Kevin Magnussen (Renault) para assumir o 15º lugar na volta 8. A ascensão de Felipe prosseguiu na passagem seguinte, graças a uma tentativa de mudança de estratégia de seus adversários, colocando pneus intermediários. Com o pit stop de Sebastian Vettel (Ferrari), Valtteri Bottas (Williams), Felipe Massa (Williams), Fernando Alonso (McLaren), Jolyon Palmer (Renault) e Daniil Kvyat (Toro Rosso), o brasileiro da Sauber subiu para nono.

Nasr saltou para os primeiros lugares depois do acidente de Marcus Ericsson, na volta 12

Nasr saltou para os primeiros lugares depois do acidente de Marcus Ericsson, na volta 12

Na volta 12, Ericsson perdeu o controle de seu Sauber na Curva do Café, rodou e destruiu seu bólido. Com os detritos do carro do sueco, a direção de prova optou por nova entrada do safety car. Naquela mesma passagem, Daniel Ricciardo (Red Bull) ingressou nos boxes, fazendo com que Nasr assumisse a oitava posição. Houve bastante demora para remover os restos do carro de Ericsson. Isso fez com que Maylander seguisse à frente do pelotão por mais seis voltas. Quando o safety car se retirou da pista, na volta 19, Kimi Raikkonen (Ferrari) aquaplanou em plena Reta dos Boxes e bateu no pit wall. Felizmente, o finlandês não foi atingido por nenhum adversário. Com o acidente, a direção de prova agitou a bandeira vermelha na volta 21.

Sem Raikkonen, Nasr se viu numa excelente sétima colocação. Com a interrupção do GP do Brasil, a direção de prova exigiu que os pilotos calçassem pneus para chuva intensa. Dessa forma, Felipe estava nas mesmas condições estratégicas que seus adversários. De repente, pontuar passou a ser uma missão possível para o brasileiro da Sauber. Entretanto, teve de esperar um pouco para ver a relargada. Vinte minutos após a interrupção, os carros voltaram para a pista. Mais uma vez, atrás do safety car de Bernd Maylander. Na volta 23, Nico Hulkenberg (Force India) se deparou com um pneu furado e foi aos boxes. Assim, Nasr assumia a sexta posição.

Nasr assumiu a sexta posição após acidente de Kimi Raikkonen, na Reta dos Boxes

Nasr assumiu a sexta posição após acidente de Kimi Raikkonen, na Reta dos Boxes

Contudo, nada de Maylander deixar a pista. Volta após volta, a paciência de pilotos e espectadores ia acabando. Porém, na volta 27, a intensidade da chuva aumentou consideravelmente. Charlie Whiting, diretor da FIA, sacramentou uma nova interrupção da prova na volta 29, para desespero dos torcedores. No pit lane, Nasr estava atrás somente de Lewis Hamilton (Mercedes), Nico Rosberg (Mercedes), Max Verstappen (Red Bull), Sergio Pérez (Force India) e Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso). Era uma posição inimaginável para quem saiu na última fila do grid. Mais 20 minutos foram necessários para convencer Whiting de que o circuito tinha condições para receber os pilotos, que voltaram aos seus carros.

Novamente, o ‘circo’ saiu do pit atrás de Maylander, abrindo a volta 30. Contudo, diferentemente da tentativa anterior, a relargada enfim seria realizada. Na volta 32, Nasr se manteve em sexto. Porém, atrás dele, vinha Ricciardo. Diante do poderio do australiano, defender a posição era algo impossível. Na volta 34, Felipe acabou não resistindo a Daniel, caindo para sétimo. Enquanto o piloto da Red Bull abria caminho, o brasileiro da Sauber precisava se cuidar das investidas de Ocon e Alonso. Com valentia, Nasr segurava a sétima posição.

Com uma condução precisa no molhado, Nasr se manteve na zona de pontuação em Interlagos

Com uma condução precisa no molhado, Nasr se manteve na zona de pontuação em Interlagos

Na volta 41, Ricciardo entrou nos boxes. Dessa forma, Felipe recuperava um lugar no top 6. Todavia, o brasileiro era ferozmente perseguido pelos multicampeões Alonso e Vettel. Na 42, Sebastian superou Fernando e assumiu a sétima colocação. A partir daí, o alemão da Ferrari iniciou uma perseguição ao brasileiro da Sauber. Na volta 45, veio o bote do germânico: na freada do S do Senna, Vettel ultrapassou Nasr. Assim, o brasileiro retornou ao sétimo posto. Em sua cola, vinha Alonso, o oitavo. Mesmo com as investidas do espanhol da McLaren, o brasiliense se mantinha à frente.

Enquanto Nasr segurava Alonso com maestria, uma cena assustava e emocionava Interlagos: na volta 48, Massa bateu na Subida dos Boxes. Era o fim da trajetória do brasileiro num F1 em casa. Envolvido em uma bandeira do Brasil, o piloto da Williams foi reverenciado pelas arquibancadas. Massa não conteve o choro, e foi recepcionado com aplausos por todos os times. Por um instante, a pista foi esquecida: os holofotes estavam no veterano. Porém, com a Williams no meio da pista, Charlie Whiting acionou Bernd Maylander. O safety car estava de volta ao circuito. Durante a bandeira amarela, Verstappen foi aos boxes. Com a parada do holandês, Nasr ganhou uma posição. Novamente, Felipe estava em sexto.

Felipe Nasr festeja o nono lugar com as arquibancadas de Interlagos: ponto alto de 2016

Felipe Nasr festeja o nono lugar com as arquibancadas de Interlagos: ponto alto de 2016

Na volta 56, Maylander saía da pista – e, desta vez, não voltaria mais a pisar no asfalto de Interlagos. Felipe seguiu na sexta colocação. Naquele instante, passava a ser perseguido por Hulkenberg. Apesar de lutar bravamente, Nasr acabou sendo ultrapassado por Hulk na Curva do Sol, caindo para sétimo. Ali permaneceu até ver um endiabrado Verstappen em seu retrovisor. Após ter caído para 16º depois do pit stop, o holandês voava na pista paulistana, e ignorava todo e qualquer rival. Max chegou em Felipe e simplesmente “passou de passagem” na volta 62. Em oitavo, Nasr voltaria a ver um Red Bull atrás dele. Na volta 64, Ricciardo ultrapassou o brasileiro, que caiu para nono.

A partir de então, a missão do brasiliense era uma só: segurar Ocon, o 10º, atrás dele. Era o duelo direto pelo 10º lugar dos Construtores. Naquele cenário, Felipe colocaria a Sauber à frente da Manor na classificação do Mundial.  Porém, há poucas voltas da bandeirada, o ritmo do francês despencou, fazendo com que saísse da zona de pontos. Se por um lado, a escuderia suíça celebrava, por outro, temia a aproximação de Alonso. Porém, Nasr não deu chances ao bicampeão, e assegurou um fundamental nono lugar. Foram os primeiros pontos do brasileiro da Sauber desde o GP dos Estados Unidos de 2015, em Austin – quando também havia terminado em nono. A vitória no GP do Brasil ficou com Hamilton – a 52ª do inglês, que assumiu a segunda colocação no ranking de triunfos na F1, atrás somente de Michael Schumacher.

Os dois pontos de Felipe foram celebrados pela família de Nasr e pelos integrantes da Sauber

Os dois pontos de Felipe foram celebrados pela família de Nasr e pelos integrantes da Sauber

No pódio, o britânico teve a companhia de Rosberg – que, com o segundo lugar, ficou com 12 pontos de vantagem sobre Lewis no duelo pelo título mundial – e Verstappen – que encantou ao mundo com sua pilotagem agressiva e impulsiva. Mesmo sem subir ao palco de celebração, Nasr tinha muito a comemorar. “Não tenho palavras para dizer como estou feliz no momento. Quando vi a previsão do tempo para hoje (domingo), sabia que poderia ser uma oportunidade. Ela chegou e eu estava preparado. Fizemos um trabalho excepcional. A equipe foi ótima ao me dar informações sobre a pista, enquanto lhes passava minhas impressões. Foi uma corrida complicada, já que as condições estavam difíceis em alguns pontos. No fim, foi uma sensação incrível quando vi os fãs gritando para mim após a bandeirada. Não há sensação melhor do que marcar estes dois pontos importantes em casa. Eu não poderia esperar um domingo melhor no Brasil”.

Ao ser questionado sobre a importância de seus dois pontos para a Sauber e do retorno financeiro que pode dar para a escuderia, Felipe foi direto. “Isso é ótimo para a equipe, e com certeza vou pedir o meu bônus”, brincou, para depois desabafar. “Estou aliviado por marcar alguns pontos, o que mostra meu trabalho, o quanto eu luto e que quero e sou capaz de continuar na F1 no próximo ano. Eu nunca perdi a confiança na equipe. Depois da corrida, conversei com Monisha (Kaltenborn) e ela estava bastante satisfeita. Mais do que ninguém, ela sabe as dificuldades que enfrentamos nesta temporada”, concluiu o brasiliense, satisfeito com sua exibição e convencido de que, neste GP do Brasil, fez milagre ao conduzir a Sauber aos pontos.

Dois pontos preciosos: com eles, a Sauber deverá ganhar uma bolada da FIA, e Felipe, um assento para 2017

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
Esta entrada foi publicada em Bernd Maylander, Bernie Ecclestone, Brasil, Carlos Sainz Jr., Charlie Whiting, Daniil Kvyat, Esteban Gutiérrez, Esteban Ocon, Felipe Massa, Felipe Nasr, Force India, Haas, Interlagos, Jolyon Palmer, Manor, Marcus Ericsson, Monisha Kaltenborn, Nico Hulkenberg, Pascal Wehrlein, Renault, Romain Grosjean, Sauber, Sergio Pérez, Toro Rosso. ligação permanente.

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