China-2016: Max Verstappen ‘dá sprint’ rumo ao oitavo lugar

Depois da decepção de 2015, quando abandonou no fim, Max Verstappen (Toro Rosso) obteve o oitavo lugar em Xangai

Depois da decepção de 2015, Max Verstappen (Toro Rosso) obteve o oitavo lugar em Xangai

Estar com o pneu certo, no momento oportuno, faz a diferença na Fórmula 1 de 2016. Que o diga Max Verstappen (Toro Rosso). Ao andar com pneus macios na parte final do GP da China, realizado no último domingo, em Xangai, o jovem holandês saiu de um incômodo 12º lugar para alcançar um promissor oitavo posto. Max recebeu a bandeirada a 1s038 do tricampeão Lewis Hamilton (Mercedes), o sétimo. Com o resultado, Verstappen acumulou 13 pontos obtidos em três etapas – além do top 8 em solo chinês, foi 10º no GP da Austrália, em Melbourne, e sexto no GP do Bahrein, em Sakhir -, colocando-se em nono no Mundial de Pilotos. Com a sequência de pontos em 2016, o piloto de 18 anos fez com que a Toro Rosso se aproximasse da Haas na luta pelo quinto lugar no Mundial de Construtores – o time norte-americano tem 18 pontos, contra 17 da escuderia italiana.

O oitavo lugar serviu para amenizar seu abandono no fim da etapa chinesa de 2015 – a quatro voltas do fim, a quebra do motor da Toro Rosso impediu que Verstappen pontuasse em Xangai. Querendo esquecer do azar do ano anterior, Max tratou de acelerar seu STR11 no circuito chinês. No primeiro dia de treinos, na sexta-feira, tanto o holandês quanto seu companheiro de equipe, Carlos Sainz Jr., se colocaram entre os oito melhores – Verstappen anotou um bom sexto tempo, com 1m38s268, a 1s372 de Kimi Raikkonen (Ferrari), o mais veloz do dia com 1m36s896. A marca de Max foi 0s274 superior à de Sainz Jr., oitavo com 1m38s542.

Verstappen foi bastante requisitado pelas chinesas: sexta proveitosa em Xangai

Verstappen foi bastante requisitado pelas chinesas no autódromo: sexta proveitosa em Xangai

“O treino desta manhã foi difícil, já que não pudemos fazer um longo stint por causa das bandeiras vermelhas (Felipe Massa, da Williams, e Kevin Magnussen, da Renault, tiveram pneus estourados, obrigando a paralisação da sessão). Nós estávamos indo para a pista, em seguida para os boxes, depois para a pista e voltando de novo para a garagem. Mas foi bom para recuperar a confiança nesta pista, ver o que era novo e ter uma primeira compreensão do carro. À tarde, fomos capazes de fazer muita coisa e, embora ainda haja algum trabalho a fazer esta noite para melhorar para amanhã (sábado), podemos estar satisfeitos por hoje (sexta)”, afirmou o holandês da Toro Rosso.

No sábado, uma forte tempestade caiu sobre o autódromo chinês. Dessa forma, a pista emborrachada se tornou lisa, criando mais um obstáculo para os pilotos. Nos treinos qualificatórios, Pascal Wehrlein (Manor) escorregou em plena reta dos boxes de Xangai, paralisando a sessão. Após os fiscais tentarem secar o asfalto, os treinos foram retomados. A Toro Rosso se adaptou bem às novas características da pista, colocando sua dupla no Q3. Na fase final, Sainz Jr. derrotou Verstappen, levando o oitavo lugar por 0s313 – o espanhol anotou 1m36s881, contra 1m37s194 do holandês, que ficou em nono. A marca de Max ficou a 1s792 da de Nico Rosberg (Mercedes), pole em Xangai com 1m35s402.

Max bem que tentou, mas foi superado pelo seu companheiro de Toro Rosso, Carlos Sainz Jr., no treino oficial

Max foi superado pelo seu companheiro de Toro Rosso, Carlos Sainz Jr., no treino oficial de sábado

“Acho que eu e Carlos nos classificamos em boas posições para amanhã (domingo), e entrar no Q3 é sempre bom. Claro, você sempre espera por mais, mas hoje (sábado), infelizmente, não consegui realmente fazer tudo direito. As condições da pista eram muito complicadas: o carro estava um pouco diferente em comparação com ontem (sexta), e a pista estava um pouco mais escorregadia. No entanto, estamos no top 10, e estou realmente ansioso para a corrida”, analisou Verstappen.

Na largada, Verstappen acabou sendo atrapalhado pelo acidente que envolveu Vettel, Raikkonen e Kvyat

Na largada, Max acabou sendo atrapalhado pelo incidente que envolveu Vettel, Raikkonen e Kvyat

A corrida

Diferentemente do clima instável dos treinos, o sol imperou em Xangai no último domingo, 17 de abril de 2016. No grid, os 22 pilotos tinham um objetivo primordial: contornar bem a primeira curva. Com raio longo, fazê-la bem poderia significar o ganho de posições. Em contrapartida, um erro determinaria o fim da corrida. Quando as luzes vermelhas se apagaram, dando início ao GP da China, Max Verstappen até arrancou bem. Entretanto, posicionou-se do lado de fora da Curva 1. O movimento acabou levando o holandês para uma enorme confusão: à sua frente, Kimi Raikkonen (Ferrari), Sebastian Vettel (Ferrari) e Daniil Kvyat (Red Bull) se tocaram, fazendo com que o jovem piloto ficasse encaixotado. Max se livrou do acidente, mas caiu para 12º, três posições acima de seu grid.

Na volta 2, Verstappen partiu para o ataque. Calçando pneus supermacios da Pirelli, o piloto da Toro Rosso superou Marcus Ericsson (Sauber), que usava macios, assumindo o 11º lugar. Na passagem seguinte, Max ingressou no top 10 após o estouro do composto traseiro esquerdo de Daniel Ricciardo (Red Bull) – que havia saltado para a liderança em Xangai. Com a pista suja – pedaços do pneu do carro do australiano se espalharam pela reta, e partes da asa dianteira de Lewis Hamilton (Mercedes) estavam no asfalto -, a direção de prova promoveu a entrada do safety car. A bandeira amarela levou vários pilotos aos boxes – entre eles, Max. Na troca de pneus, o holandês colocou macios no lugar dos supermacios. No retorno à pista, estava num longínquo 18º lugar.

Verstappen, à frente de Ericsson, Button e Magnussen: corrida de recuperação em Xangai

Verstappen, à frente de Ericsson, Alonso e Magnussen: corrida de recuperação em Xangai

Na relargada, dada na volta 9, Verstappen se enrolou e acabou caindo para 20º, depois de ter sido superado por Hamilton e Raikkonen. A partir de então, teve início a recuperação do holandês. Na passagem seguinte, superou Kevin Magnussen (Renault), subindo para 19º. Na 11, ultrapassou Ericsson e Rio Haryanto (Manor), alcançando o 17º lugar. Na volta 12, tirou o 16º posto de Jolyon Palmer (Renault). Na volta 14, com o segundo pit stop de Raikkonen, Max passou para 15º. Uma volta depois, ultrapassou Esteban Gutiérrez (Haas) e, com a primeira parada de Pascal Wehrlein (Manor), ascendeu para a 13ª colocação. Na volta 17, com a ida aos boxes de Nico Hulkenberg (Force India) e de Fernando Alonso (McLaren), assumiu o 11º lugar.

A remontada de Verstappen prosseguiu na volta 18. Graças ao pit stop de Vettel, o piloto da Toro Rosso retornou ao top 10. Na passagem seguinte, com a parada de Sergio Pérez (Force India), Max passou a ocupar o nono lugar. Na 20, Sainz Jr. e Felipe Massa (Williams) se encaminharam para os boxes, e o holandês fechou a volta em sétimo. Porém, os pneus macios davam sinais de desgaste, e Verstappen realizou seu segundo pit stop na volta 21. Na troca, sacou os compostos usados e colocou um jogo de médios. No retorno à pista, o jovem da Toro Rosso estava em 15º.

Verstappen parou três vezes nos boxes durante o GP da China: tática ajudou holandês

Verstappen parou três vezes nos boxes durante o GP da China: tática ajudou holandês

Com pneus médios, Verstappen tentaria estender ao máximo sua permanência na pista em Xangai, a fim de, com compostos macios, realizar um forte ‘stint’ final. Após traçar a tática, Max ganhou duas posições na volta 26: uma, depois de ultrapassar Ericsson, e outra, devido à parada de Hulkenberg. Assim, assumiu o 13º lugar. Na volta 28, superou Alonso e, com o pit stop de Jenson Button (McLaren), ascendeu para o 11º posto. Na passagem seguinte, viu Pérez realizar sua terceira parada, assumindo a 10ª posição. Na volta 31, Hamilton e Bottas foram para os boxes, e o holandês subiu para oitavo. Na volta seguinte, foi a vez de Massa fazer seu terceiro pit stop, e Max passou em sétimo. Na 34, Sainz Jr. entrou nos boxes, e Max se viu em sexto.

Quando Ricciardo e Raikkonen pararam pela terceira vez, na volta 38, Verstappen assumiu a quarta colocação. Em 17 voltas, Max ganhava 11 posições, graças, sobretudo, à eficiente estratégia da Toro Rosso. Porém, a vida útil do pneu médio estava no fim. Na volta 39, o holandês foi para os boxes, realizar sua terceira e definitiva parada. Na troca, tirou os médios e colocou novos pneus macios. No retorno à pista, ocupava a 12ª posição. Mas contava com uma vantagem: enquanto os demais faziam o último trecho do GP da China com pneus médios, Max teria a possibilidade de voar com os compostos macios.

Verstappen foi cumprimentado pelo ritmo de corrida imposto em Xangai: oitavo lugar com méritos

Verstappen foi cumprimentado pelo ritmo de corrida imposto em Xangai: oitavo lugar com méritos

Na volta 44, com a terceira parada de Button, o jovem holandês assumiu o 11º lugar. Na 48, ingressou no top 10 ao superar seu companheiro Sainz Jr.. Na passagem seguinte, ultrapassou Pérez (que calçava médios), passando a ocupar o nono posto. Com o passar das voltas, tirou a diferença que o separava de Bottas, que se rastejava com médios. Na volta 54, a duas da bandeira quadriculada, superou o finlandês da Williams, assegurando um bom oitavo lugar. A vitória em Xangai ficou com Rosberg (a terceira em três provas de 2016, a sexta consecutiva e a 17ª na carreira), seguido por Vettel e Kvyat. Mas, apesar de terminar longe do pódio, Verstappen estava satisfeito com seu desempenho na China.

“Foi uma corrida cheia de ação! Na largada, tive uma boa primeira reação, mas não fui capaz de manter a minha posição, infelizmente. A partir daí, foi muito complicado, e o carro de segurança não ajudou, já que perdi ainda mais terreno com duas paradas, o que significava que estava na parte de trás do pelotão. Mas fiquei calmo, ultrapassei os rivais, um por um e, no final, cruzar a linha na oitava posição é algo que, se alguém tivesse me dito no início da corrida, não teria acreditado. Eu também acho que a equipe fez uma estratégia de trabalho muito inteligente, fomos capazes de avançar pelo pelotão e marcar mais alguns pontos”, observou o jovem holandês.

Com pneus macios no fim, Verstappen avançou para o oitavo lugar na China

Com o top 8 em Xangai, Verstappen passou a ocupar a nona posição do Mundial de Pilotos

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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