Austrália-2015: Nasr, o primeiro brasileiro a pontuar na estreia

Nasr ignorou a pressão de Ricciardo e escreveu história no automobilismo brasileiro logo em sua estreia

Nasr ignorou a pressão de Ricciardo e escreveu história no automobilismo brasileiro logo em seu primeiro GP

O automobilismo brasileiro esperou 65 anos para ver um piloto pontuar em sua primeira corrida na Fórmula 1. A façanha coube a Felipe Nasr, que, com combatividade e regularidade, levou seu Sauber ao quinto lugar no GP da Austrália, disputado no último dia 15 de março, em Melbourne. Foi um resultado pra lá de impressionante. Afinal, nem Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, os grandes campeões do Brasil, alcançaram o feito deste brasiliense de 22 anos. O top 5 ganhou contornos ainda mais épicos após o imbróglio judicial que envolveu sua escuderia e o holandês Giedo van der Garde, que pleiteava um cockpit do time suíço na semana de abertura da temporada 2015. Em razão disso, Nasr viu sua estreia ameaçada e sequer participou dos primeiros treinos livres na pista australiana. Apesar de todas as dificuldades, Felipe foi lá e deixou boquiaberta a categoria máxima do automobilismo.

A Sauber ficou encantada com o novato brasileiro. Também pudera: com o desempenho de Melbourne, Nasr reconduziu a escuderia à zona de pontuação, após o time suíço passar toda a temporada de 2014 em branco. Desde o GP do Brasil de 2013, em Interlagos – quando Nico Hulkenberg foi oitavo –, a equipe de Peter Sauber não figurava entre os 10 primeiros. O quinto lugar de Felipe foi o melhor resultado obtido pela escuderia comandada por Monisha Kaltenborn desde o GP da Itália de 2013, em Monza – no qual Hulk terminou em quinto. Além das marcas individuais, os 10 pontos de Felipe somaram-se aos quatro de Marcus Ericsson, oitavo na Austrália, fazendo com que a Sauber amealhasse 14 pontos em uma prova – o que não acontecia desde o GP do Japão de 2013, quando Hulkenberg foi sexto e o mexicano Esteban Gutiérrez ficou em sétimo.

Felipe em ação na Fórmula 3 Britânica: título na categoria o credenciou para a GP2

Felipe em ação na Fórmula 3 Britânica, em 2011: título na categoria o credenciou para a GP2

O top 5 em Melbourne foi o primeiro passo de uma trajetória que teve início no berço. Nascido em Brasília (DF), a 21 de agosto de 1992, Luiz Felipe de Oliveira Nasr veio de uma família com fortes raízes com o automobilismo. Seu pai, Samir, e seu tio, Amir, atuam na tradicional Amir Nasr Racing, um time brasileiro com história na Fórmula 3 Sul-Americana, Stock Car e Campeonato Brasileiro de Marcas. Naturalmente, Felipe acabou se apaixonando pelas pistas. Em 2000, com apenas 8 anos, estreou no kart. Na categoria de base, o garoto conquistou o tricampeonato brasileiro (2004, 2006 e 2007). Em 2008, se transferiu para os monopostos, onde competiu na etapa brasileira da Fórmula BMW das Américas. Era a prova preliminar do GP do Brasil daquele ano, em Interlagos. Em sua primeira experiência, e diante do ‘circo’ da Fórmula 1, obteve um terceiro lugar. O resultado abriu as portas da categoria para Felipe.

Em 2009, passou a competir na versão europeia da Fórmula BMW. E o sucesso veio logo na primeira temporada, quando se sagrou campeão com cinco vitórias e 14 pódios em 16 corridas. No ano seguinte, Nasr ingressou na Fórmula 3 Britânica pelas mãos de David e Steve Robertson, agentes e sócios de Kimi Raikkonen na equipe Raikkonen Robertson Racing. No primeiro ano, conquistou uma vitória e o quinto lugar na classificação. Adaptado à categoria, Felipe partiu para a Carlin, onde reinou de forma absoluta em 2011. Com sete vitórias, o brasileiro derrotou Kevin Magnussen e assegurou o título da F3.

Apenas em 2014, Nasr deu fim ao jejum de vitórias na GP2: foram 4, em 2014 - entre elas, na Bélgica

Apenas em 2014, Nasr deu fim ao jejum de vitórias na GP2: foram quatro em 2014 – nesta imagem, em Spa

Credenciado pelo troféu de uma das mais tradicionais categorias do automobilismo, Nasr partiu para a GP2. Foram três anos na principal categoria de acesso à F1. De 2012 a 2014, Felipe vivenciou bons e maus momentos. Na estreia na GP2, pela DAMS, um pódio na Bélgica foi seu melhor resultado, conquistando um discreto 10º lugar na classificação. Em 2013, passou a defender a Carlin – equipe na qual havia conquistado o troféu da F3 Britânica. Mais regular, obteve o quarto lugar no campeonato – entretanto, ainda sem vitórias. Em 2014, enfim, desencantou na GP2. Obteve quatro triunfos e disputou o título da temporada com Jolyon Palmer. Todavia, teve que se contentar com o terceiro lugar no certame.

Paralelamente à disputa da GP2, Felipe participava dos fins de semana da Fórmula 1 como terceiro piloto da Williams. Com a escuderia de Grove, participou de cinco treinos livres – Bahrein, China, Espanha, Estados Unidos e Brasil -, nos quais andou com o carro de Valtteri Bottas. No fim da temporada, Nasr avaliou as possibilidades de ser titular de uma equipe para 2015. Entre as opções, estava a Sauber, uma equipe que militava havia mais de 20 anos na categoria, mas que encarava uma crise financeira sem precedentes. O problema econômico teve consequências na pista, e Adrian Sutil e Esteban Gutiérrez não anotaram um ponto sequer. O time suíço passou a caçar interessados com forte aporte financeiro. Com o apoio do Banco do Brasil, Felipe entrou em acordo com a Sauber, e foi anunciado em novembro de 2014 para correr ao lado do sueco Marcus Ericsson.

Paralelamente à GP2, Felipe foi terceiro piloto da Williams em 2014. No fim daquele ano, veio o acerto com a Sauber

Paralelamente à GP2, Felipe foi 3º piloto da Williams em 2014. No fim do ano, veio o acerto com a Sauber

Quando Nasr e Ericsson foram confirmados pela escuderia para 2015, surgiu Giedo van der Garde. Terceiro piloto da Sauber em 2014, o holandês tinha contrato que lhe garantia o cockpit de titular no ano seguinte. Pelo dinheiro da nova dupla, time suíço ignorou o documento, e Van der Garde fez valer seus direitos. Após um tribunal da Suíça dar veredicto favorável, Giedo ingressou na justiça australiana contra a Sauber. Na semana do GP da Austrália, a corte local deu ganho de causa ao holandês, colocando em risco a participação de Felipe e Marcus em Melbourne. A escuderia recorreu da ação, mas o apelo foi rejeitado. Van der Garde chegou a desfilar no circuito com o macacão de Ericsson na sexta-feira de treinos, exigindo que a equipe lhe fornecesse o molde para o cockpit e a obtenção da superlicença – documento que habilita os pilotos a correrem na Fórmula 1.

Todavia, não havia clima para ele na Sauber, que não atendeu a medida da Justiça. Insatisfeito, Giedo chegou a exigir que os bens da escuderia fossem apreendidos pelo não cumprimento da ordem. Enquanto o imbróglio judicial não se resolvia, Nasr e Ericsson ficaram nos boxes durante o primeiro treino livre. No intervalo entre a primeira e a segunda sessões, a batalha legal entre Van der Garde e a Sauber foi adiada. Assim, Felipe e Marcus foram para a pista. Apesar do clima tenso nos boxes, os carros azuis demonstraram um desempenho satisfatório em Melbourne. Nasr conquistou o 11º tempo no segundo treino, com 1m30s755 – 3s058 atrás de Nico Rosberg (Mercedes), o melhor do dia, e 1s548 à frente de Ericsson, 15º com 1m32s303.

Nos treinos, Nasr se mostrou superior a Ericsson. Contudo, teve que encarar o 'caso Van der Garde' nos boxes da Sauber

Nos treinos, Nasr se mostrou superior a Ericsson. Contudo, teve que encarar o ‘caso Van der Garde’ nos boxes

Mesmo com as dificuldades, Felipe celebrou o período no qual esteve em ação. Afinal, foi a primeira experiência dele no circuito de Albert Park. “A sessão foi importante para nós. Como foi a minha primeira vez em Melbourne, tive que aprender o traçado, mas, no geral, estou satisfeito. Pudemos ver como o carro está reagindo e conseguimos colher alguns bons dados. Tanto do meu lado, como do carro, há muito o que melhorar”, disse o brasileiro após o treino, sem citar o embate entre Sauber e Van der Garde – o time evitou que os pilotos abordassem o tema. No sábado, a equipe e o holandês entraram em acordo, liberando a participação de Nasr e Ericsson no GP. Bom para a dupla – que, enfim, iria para a pista sem preocupação – e para Giedo – que receberia uma boa quantia financeira como indenização -, e péssimo para a Sauber – que ficou com um alto prejuízo financeiro.

Os treinos oficiais em Melbourne não contaram com a participação da Manor. A equipe, que assumiu o espólio da Marussia, não conseguiu aprontar seus carros para Will Stevens e Roberto Mehri. Assim, 18 pilotos foram para a sessão que definiria o grid. Ericsson ficou no Q1, anotando 1m31s376, o que lhe assegurou o 16º lugar, à frente da dupla da McLaren, Jenson Button e Kevin Magnussen – que substituiu um vetado Fernando Alonso, impedido de correr após acidente nos testes da pré-temporada, em Montmeló. Nasr avançou para o Q2. Na definição dos 10 melhores, o brasileiro se esforçou, mas teve que se contentar com o 11º tempo – 1m28s800, a 2s473 de Lewis Hamilton (Mercedes), pole com 1m26s327.

Felipe é levado para o grid de largada, em Melbourne: no caminho para a estreia

Felipe é levado para o grid de largada, em Melbourne: no caminho para a estreia na Fórmula 1

Felipe foi elogiado pela boa performance do treino, mas lamentou ter ficado a 0s1 de ter avançado para o Q3. Além disso, reconheceu que o clima tenso na Sauber atrapalhou na conquista por um resultado melhor. “Nós poderíamos ter extraído mais desempenho, mas considerando a situação, foi uma grande tarefa para todos continuar fazendo seu trabalho, então estou satisfeito”, afirmou Nasr, em entrevista ao site britânico Autosport. “Para mim, foi um enorme exercício mental apenas para manter tudo em conjunto para ser capaz de classificar o carro, porque não sabíamos o que ia acontecer”, admitiu o brasileiro, que contou estar ansioso para estrear na Fórmula 1. “Amanhã (domingo) é um dia importante, minha primeira prova, e vamos nos esforçar para marcar pontos”.

Na largada, o brasileiro da Sauber escapou ileso da confusão na Curva 1

Na largada, o brasileiro da Sauber (ao centro, de azul) escapou ileso da confusão na Curva 1

A corrida

Sol e céu azul para a disputa do GP da Austrália, em Melbourne. O cenário era mais que perfeito para a abertura do 66º Campeonato Mundial de Fórmula 1. Porém, na pista, a categoria máxima do automobilismo definhava. Valtteri Bottas (Williams), com uma lesão nas costas, foi impedido de participar da etapa australiana. Além do finlandês, Daniil Kvyat (Red Bull) e Kevin Magnussen (McLaren) não largaram devido a problemas em seus bólidos em plena volta de instalação. Dessa forma, apenas 15 carros alinharam no grid. Sem Bottas, Nasr avançou para a 10ª posição. Logo, iniciaria sua carreira já ocupando um lugar na zona de pontuação. Porém, o melhor ainda estaria por vir com o apagar das luzes vermelhas. Quando acionou o acelerador, Felipe saltou bem e partiu com atitude.

Justamente no contorno de sua primeira curva, o calouro brasileiro contou com uma boa dose de sorte. À sua frente, a dupla da Ferrari, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, se esbarrou. O finlandês acabou escapando parcialmente da pista. No retorno de Raikkonen, o toque em Nasr foi inevitável. O brasileiro da Sauber, por sua vez, foi atirado em Pastor Maldonado (Lotus). O venezuelano perdeu o controle de seu bólido e se espatifou no muro. Felipe não só resistiu na pista, como superou também Raikkonen, Daniel Ricciardo (Red Bull) e Romain Grosjean (Lotus), assumindo a sexta posição. Com o acidente de Maldonado, o safety car entrou no circuito. A relargada veio na volta 4. Junto dela, o grande momento de Nasr: o brasileiro se aproximou do também estreante Carlos Sainz Jr. (Toro Rosso) e não tomou conhecimento do espanhol, assumindo o quinto lugar.

Com o safety car na pista, Felipe persegue Sainz Jr., Vettel e Massa

Com o safety car, Felipe persegue Sainz Jr., Vettel e Massa: na relargada, brasiliense superou o espanhol

A partir dali, a vida de Felipe não foi fácil. A todo instante, era incomodado por Ricciardo – que também se aproveitou da relargada para superar Sainz Jr.. Entretanto, o brasileiro parecia um veterano diante do anfitrião australiano. Tanto que, em nenhum momento, permitiu que Daniel o ultrapassasse. Enquanto Lewis Hamilton (Mercedes), Nico Rosberg (Mercedes), Felipe Massa (Williams) e Vettel se distanciavam, Nasr controlava Ricciardo com destreza. Com o pit stop de Massa, na volta 21, o brasileiro da Sauber ascendeu para o quarto lugar. Na 23, viu Daniel fazer sua parada. Porém, quando o piloto da Red Bull retornou à pista, estava atrás de Ericsson – o que beneficiou Felipe. Após sair dos boxes, na volta 25, o brasiliense ocupava a sétima colocação, à frente de Marcus e Daniel. Contudo, atrás de Raikkonen e de Max Verstappen (Toro Rosso) – que, na Austrália, se tornou o piloto mais jovem a correr na história da F1, com 17 anos, 5 meses e 15 dias.

Com a parada de Ericsson, na 27, Ricciardo voltou a ameaçar Nasr. Todavia, faltava potência para a Red Bull superar a Sauber do brasileiro. Na volta 32, com o pit stop de Verstappen, Felipe ascendeu para a sexta posição. Em contrapartida, havia perdido contato para Raikkonen. O finlandês havia optado pela estratégia de duas paradas, e já tinha consolidado diferença para realizar o pit stop e voltar à frente de Nasr. Quando Kimi foi aos boxes, na volta 40, um mecânico da Ferrari não conseguiu apertar a porca do pneu traseiro esquerdo do bólido do finlandês. Sem estabilidade, o campeão de 2007 foi obrigado a deixar a corrida. Dessa forma, o brasileiro da Sauber recuperou o quinto lugar.

Nasr é perseguido por Ricciardo e Raikkonen: brasileiro parou australiano e contou com a quebra do finlandês

Nasr é perseguido por Ricciardo e Raikkonen: brasileiro parou australiano e viu finlandês abandonar

A vitória no GP da Austrália ficou com Hamilton – o 34º triunfo do bicampeão na carreira. Rosberg obteve o segundo lugar, e Vettel completou o pódio. Massa assegurou a quarta posição, e Nasr completou a etapa em quinto, na mesma volta do vencedor. Quando cruzou a linha de chegada, o brasiliense da Sauber escreveu uma incrível história no automobilismo brasileiro. Além de ser o primeiro do País a pontuar em uma estreia na Fórmula 1, conseguiu, junto ao seu xará da Williams, recolocar dois representantes do Brasil num top 5 depois de 105 GPs – desde o GP da Inglaterra de 2009, em Silverstone, quando Rubens Barrichello foi terceiro, e Massa, o quarto, isso não acontecia. Emocionado com o turbilhão de acontecimentos e com o desfecho apoteótico, Nasr não cabia em si após a conquista dos 10 pontos em Melbourne.

“Nem eu esperava que fosse assim. Estou muito feliz, não dá para esconder. E controlar a emoção no final foi difícil. É uma sensação enorme para todo o Brasil, para meus patrocinadores, minha família e todo mundo que acreditou. Todos trabalharam muito para isso. É uma recompensa para todos nós”, declarou à TV Globo, logo depois de deixar o cockpit de seu Sauber, sem ter muita ciência de que havia feito história. Até a quinta colocação de Nasr em Melbourne-2015, o melhor desempenho de um brasileiro na sua primeira prova na Fórmula 1 era a sétima posição, obtida por dois pilotos: Wilson Fittipaldi Jr., no GP da Espanha de 1972, em Jarama; e Chico Serra, no GP dos Estados Unidos-Oeste de 1981, em Long Beach. À época, o 7º lugar não rendia pontos.

Felipe estava emocionado a deixar o cockpit de seu Sauber: top 5 histórico

Felipe estava emocionado ao deixar o cockpit de seu Sauber: top 5 histórico para o Brasil

O top 5 coroou uma prova que Felipe considerou “difícil e emocionante”. “Logo após a largada, houve bastante confusão na Curva 1, pois um outro piloto (Raikkonen) bateu na minha roda. Eu pensei que o carro tinha sido danificado, mas depois de algumas voltas, reparei que estava tudo bem. Depois disso, a corrida correu conforme o planejado. Havia uma pressão (de Ricciardo) atrás durante toda a prova, o que não foi fácil”, analisou, sem se esquecer dos momentos de angústia pelo qual passou com o ‘caso Van der Garde’. “Esse resultado foi um alívio para mim e para todo mundo pelo que a gente passou no fim de semana. Foi inacreditável, e sair com um quinto lugar não tinha como ser melhor”.

Resultado coroou um fim de semana que começou mal para a Sauber, com o imbróglio com Van der Garde

Resultado coroou um fim de semana conturbado para a Sauber: 14 pontos inesperados em Melbourne

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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