Alemanha-2014: Hulkenberg obtém mais um top 10 em casa

Hulkenberg novamente mostrou combativide: seis pontos que deixam Force India à frente da McLaren

Hulkenberg novamente mostrou combatividade: 7º lugar ajuda a colocar Force India à frente da McLaren

Correr em casa é sempre algo especial para qualquer piloto. Na Alemanha, não poderia ser diferente. Desfilar diante do público que é fã de Fórmula 1 desde a consagração de Michael Schumacher tem um sabor único para a esquadra alemã. Sebastian Vettel (Red Bull) e Nico Rosberg (Mercedes) são herdeiros imediatos da Era Schumacher e concentram as atenções dos espectadores. Além do tetracampeão do mundo e do atual líder do Mundial de 2014, outros dois pilotos germânicos disputam a categoria neste ano: Adrian Sutil (Sauber) e Nico Hulkenberg (Force India). Adrian vem sofrendo com a vertiginosa queda de rendimento da Sauber, e ainda não pontuou na temporada. Já Hulk segue como uma das sensações do ‘circo’, guiando para a emergente Force India.

Em Hockenheim, palco do GP da Alemanha de 2014, Hulkenberg voltou a agradar o público presente nas arquibancadas do circuito tedesco. Como em 2013, quando obteve um improvável 10º lugar a bordo de um Sauber na etapa de Nurburgring, o alemão se viu novamente na zona de pontos em casa. Desta vez, Nico conquistou um importante sétimo lugar, que, somado ao nono lugar de Sergio Pérez, possibilitou à Force India seguir na quinta posição do Mundial de Construtores, à frente da McLaren. Além disso, manteve sua sina de figurar no top 10 desde o início do ano – pela 10ª vez seguida alcançou a zona de pontuação, feito igualado apenas por Fernando Alonso (Ferrari).

Pela 10ª vez seguida, Nico obteve um lugar no top 10: apenas ele e Alonso obtiveram tal feito

Pela 10ª vez seguida, Nico obteve um lugar no top 10: apenas ele e Alonso obtiveram tal feito

Com os seis pontos obtidos na prova disputada em 20 de julho de 2014, Hulk continuou na sétima colocação no Mundial de Pilotos, com 69 pontos. À frente do germânico da Force India, apenas os pilotos da Mercedes (Nico Rosberg e Lewis Hamilton) e da Red Bull (Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel), Alonso e Valtteri Bottas (Williams). O bom desempenho de Nico pode ser mais exaltado ainda quando comparado com Pérez, seu companheiro no time indiano. Apesar do mexicano ter obtido um pódio na temporada – foi terceiro no GP do Bahrein, em Sakhir -, é Hulkenberg quem tem ditado as regras na equipe. Checo possui apenas 29 pontos no Mundial, 40 atrás do tedesco.

Hulk cumpriu com o objetivo que traçou para Hockenheim. Ao chegar no circuito, o alemão da Force India queria conquistar o máximo de pontos possível. Todavia, não dava para medir forças com Mercedes, Williams, Red Bull e Ferrari. Dessa forma, restava a Hulkenberg bater seu companheiro de equipe e continuar à frente de Jenson Button e Kevin Magnussen, a dupla da McLaren. Na sexta-feira, primeiro dia de treinos para a etapa germânica, a escuderia indiana tratou de desenvolver o VJM07 para a pista. Porém, nem Nico, tampouco Sergio, esperavam a alta temperatura no autódromo. Os carros sofreram para conseguir ritmo com os compostos macios e supermacios fornecidos pela Pirelli. No fim, Hulkenberg marcou o 14º tempo do dia, com 1m19s593, apenas 12 milésimos mais lento que Pérez, 13º com 1m19s581.

Durante todo o fim de semana, Hulkenberg travou duelo acirrado com Pérez: diferença nos milésimos

Durante os treinos do fim de semana, Hulkenberg travou duelo acirrado com Pérez: diferença nos milésimos

“Não foi o dia mais tranquilo, mas, da perspectiva da equipe, todo mundo está feliz porque conseguimos cumprir as principais tarefas. É difícil saber nosso verdadeiro ritmo, porque meu short-run com o pneu supermacio foi prejudicado por bandeiras amarelas. Então eu sinto que há muito mais performance e tempo de volta para nós com uma volta limpa. Eu também penso que ainda podemos encontrar velocidade durante a noite com algumas mudanças no equilíbrio do carro”, afirmou Nico, parecendo prever o que viria no dia seguinte, que definiu o grid de largada para o GP da Alemanha.

Quando os carros da Force India voltaram para a pista de Hockenheim, no sábado, o cenário mudou de figura. Ainda mais depois que Lewis Hamilton (Mercedes) ficou de fora da sessão decisiva, após sofrer acidente no trecho do Estádio, durante o Q1. Sem o inglês, uma vaga ficou aberta para o Q3. No fim da segunda fase, tanto Hulk quanto Checo avançaram para o top 10. Com os dois carros entre os 10 primeiros, a missão da escuderia de Vijay Mallya estava cumprida. A partir daí, o duelo passou a ser interno. No fim das contas, Hulkenberg deu o troco em Pérez na mesma moeda – o alemão bateu o mexicano por exímios 21 milésimos (1m18s014 para Nico, contra 1m18s035 de Sergio), assegurando a nona posição no grid.

O germânico da Force India conquistou o nono lugar no grid: expectativa de calor se esvaiu no domingo

O germânico da Force India conquistou o 9º lugar no grid: expectativa de calor não se confirmou no domingo

“Estou feliz e satisfeito com o nono lugar, é onde esperávamos estar. Neste fim de semana, o nosso ritmo em uma volta não foi o melhor, mas estar no top 10 nos dá a chance de aproveitar ao máximo o nosso ritmo de corrida, que parece promissor. Acho que amanhã (domingo) será uma corrida complicada por causa do calor, e administrar os pneus será muito importante. Até agora, fomos bem nas corridas mais quentes, então esperamos que seja assim amanhã. Nosso objetivo é pontuar com ambos os carros”, analisou Hulkenberg.

Capotagem de Felipe Massa (Williams) após toque com Kevin Magnussen (McLaren) fez Hulk subir para quinto

Capotagem de Felipe Massa (Williams) após toque com Kevin Magnussen (McLaren) fez Hulk subir para 5º

A corrida

A expectativa de Hulk não se cumpriu para o domingo. O clima era ameno em Hockenheim, tendo, inclusive, possibilidade de chuva para a corrida. Diante da temperatura mais baixa, esperava-se que os pneus seriam menos exigidos. Com essa nova concepção, Nico foi para a largada do GP da Alemanha com os compostos supermacios. Quando as luzes vermelhas se apagaram, o alemão da Force India saltou bem, e se livrou com destreza do incidente que envolveu Felipe Massa (Williams) e Kevin Magnussen (McLaren) – na saída da Curva 1, o dinamarquês acabou tocando no brasileiro, que capotou, deixando a corrida. Além de escapar ileso do acidente, Hulkenberg superou Daniil Kvyat (Toro Rosso) e Daniel Ricciardo (Red Bull), completando a volta 1 em quinto.

Para retirar o carro de Massa, a direção de prova providenciou a entrada do safety car. Quando a relargada foi dada, na volta 3, Hulk tratou de se manter no top 5. Contudo, não era capaz de acompanhar o ritmo de Fernando Alonso (Ferrari), o quarto colocado. Com isso, passou a se preocupar em segurar Jenson Button (McLaren), sexto lugar. O germânico da Force India se manteve em quinto até a volta 12, quando Alonso foi para os boxes realizar seu primeiro pit stop. Nico ficou em quarto até a volta 14, quando realizou sua primeira parada. No retorno à pista, com pneus macios, estava em nono. Com os compostos novos, partiu para cima de Pastor Maldonado (Lotus) e Adrian Sutil (Sauber), alcançando o sétimo lugar na volta 16.

Após a primeira parada, na volta 14, Nico retornou à pista em 9º, com pneus macios

Após a primeira parada, na volta 14, Nico retornou à pista em 9º, com pneus macios

Com a parada de Kimi Raikkonen, na volta 20, Hulkenberg assumiu a sexta posição. Ali permaneceu até a volta 27, quando Lewis Hamilton (Mercedes) realizou seu primeiro pit stop. O inglês, que largou em 20º, usava uma tática diferente a fim de recuperar terreno na corrida. Com a parada do campeão de 2008, o alemão da Force India recuperou o quinto lugar. Porém, Hamilton, em franca ascensão, ultrapassava um por um. Na volta 33, o britânico da Mercedes se deparou com Nico, que nada pôde fazer para segurá-lo. Nas duas voltas seguintes, Hulk subiu duas posições graças às paradas de Alonso e de Sebastian Vettel (Red Bull), assumindo o quarto lugar.

Porém, os compostos macios do carro de Hulkenberg já apresentavam problemas de desgaste, e logo o alemão da Force India foi alcançado por Alonso e Vettel. Na volta 38, tanto o espanhol da Ferrari quanto o germânico da Red Bull superaram Nico, que caiu para sexto. Sem condições de permanecer na pista e perdendo terreno na prova, Hulk fez sua segunda e definitiva parada na volta 40. No retorno, estava em oitavo. Na volta 47, com o pit stop de Ricciardo, o tedesco da Force India subiu para o sétimo lugar. Todavia, seis voltas depois, o australiano colou em Hulk, tomando-lhe o posto na volta 53.

Hulkenberg, à frente de Ricciardo:

Hulkenberg, à frente de Ricciardo: alemão bem que tentou, mas não conseguiu frear o australiano

A partir daí, Hulkenberg não tinha muito a fazer. Porém, seu ritmo era melhor que o de Button – que despencava na classificação. Com pneus gastos, Jenson se viu em sétimo na volta 57. Em melhores condições, e com a meta de bater a McLaren e seus pilotos, Nico partiu para o ataque. Na volta 61, alcançou o campeão de 2009, ultrapassando-o  para garantir a sétima posição. A vitória no GP da Alemanha ficou com Rosberg, seguido por Bottas e Hamilton. Mas o alemão da Force India estava com a sensação de dever cumprido após a boa apresentação em Hockenheim.

“Foi uma corrida difícil e diferente do esperado, principalmente devido às temperaturas mais baixas. Estávamos esperando uma degradação maior dos pneus traseiros, mas depois de algumas voltas, ficou claro que a limitação estava nos dianteiros, o que mudou o jogo. Foi um dia bastante desafiador e, considerando a forma como o carro estava, acho que fizemos o máximo. Também tive que superar alguns problemas de motor no meio da corrida e a equipe foi bem ao resolver isso. Foi importante marcar mais pontos e por isso estou satisfeito”, concluiu Hulk.

Os seis pontos mantêm Hulkenberg no 7º lugar do Mundial, e dá o 5º lugar dos Construtores à Force India

Os seis pontos mantêm Hulkenberg no 7º lugar do Mundial, e a Force India no 5º lugar entre os Construtores

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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