China-2014: Kvyat vence duelo com Button e é top 10

Daniil Kvyat (à esq.) travou duelo acirrado com Jenson Button em Xangai: russo levou a melhor

Daniil Kvyat (à esq.) travou duelo acirrado com Jenson Button em Xangai: russo levou a melhor

Daniil Kvyat tem causado boa impressão no circo da Fórmula 1. Depois de pontuar em sua estreia, graças ao nono lugar no GP da Austrália, em Melbourne, o russo da Toro Rosso seguiu convencendo com apresentações sólidas. No GP da Malásia, em Sepang, foi o 10º, enquanto no GP do Bahrein, em Sakhir, ficou em 11º. Para o GP da China, disputado no último dia 20 de abril, em Xangai, Kvyat tinha a intenção de retornar ao top 10. E cumpriu com seu objetivo ao obter o 10º lugar na prova chinesa, depois de intensa disputa com o campeão de 2009, Jenson Button (McLaren). Detalhe: Daniil nunca havia pisado no solo do país oriental.

Antes da corrida em Xangai, Kvyat comentou sobre suas possibilidades na quarta etapa do Mundial de 2014. “Nunca havia estado na China. Assisti vários GPs na TV para ter uma ideia da pista e, após o Bahrein, pude andar no simulador. Foi desapontante terminar fora da zona de pontuação na última corrida, em Sakhir, e espero que possamos figurar mais uma vez no top 10 essa semana, no que parece um traçado desafiador”, analisou o russo.

Foi a primeira vez que o russo esteve na China: aprendizado pela TV e pelo simulador

Foi a primeira vez que o russo esteve na China: aprendizado pela TV e pelo simulador

Nos treinos de sexta-feira, Daniil tratou de conhecer melhor o circuito. Deu 49 voltas nas duas sessões livres, quase a distância da etapa chinesa – 56 voltas. No fim do dia, anotou o 10º tempo, com 1m39s648, a 1s333 de Lewis Hamilton (Mercedes), o mais veloz dos testes. “Foi uma boa sexta e eu não levei muito tempo para aprender a pista. Nós conseguimos completar o nosso programa e coletar muitas informações para acerto do carro”, disse o russo da Toro Rosso.

Para a definição do grid, no sábado, Kvyat estava confiante. Porém, a chuva que caiu em Xangai atrapalhou suas pretensões. Apesar de ter superado seu companheiro na Toro Rosso, o francês Jean-Eric Vergne, no Q1, o novato não melhorou no Q2, e ficou fora da sessão decisiva que definiu os 10 primeiros. Com o tempo de 1m57s298, teve que se contentar com a 13ª posição no grid. Vergne, por sua vez, avançou para o Q3. Com o tempo de 1m56s773, ficou com o nono lugar, a 2s913 de Hamilton, o pole.

A chuva prejudicou Kvyat, que parou no Q2 e viu seu companheiro Vergne avançar para a sessão decisiva

A chuva prejudicou Kvyat, que parou no Q2 e viu seu companheiro Vergne avançar para a sessão decisiva

Daniil queria esquecer o insucesso no treino oficial. “A sessão de classificação foi muito complicada. Apesar de eu ter dado tudo de mim, não consegui ser mais rápido do que isso. No geral, estou desapontado com a forma como as coisas aconteceram hoje (sábado)”, lamentou o piloto da Toro Rosso. Ainda assim, apostava que a situação se alteraria para a prova de domingo. Kvyat tinha convicção de que poderia marcar pontos.

Daniil largou bem e superou Button e Vergne logo nas primeiras curvas da etapa chinesa

Daniil largou bem e superou Button e Vergne logo nas primeiras curvas da etapa chinesa

A corrida

A largada foi fundamental para a meta do russo. Calçado com pneus macios, Daniil saltou bem, superou Vergne e Jenson Button (McLaren) e completou a volta 1 em 11º lugar. Ali permaneceu até a volta 9, quando os compostos da Pirelli começaram a vitimar os carros com menor equilíbrio. Com a parada de Romain Grosjean (Lotus), Kvyat assumiu o 10º posto na volta 10. Na passagem seguinte, Felipe Massa (Williams) e Kimi Raikkonen (Ferrari) foram para os boxes, colocando o piloto da Toro Rosso na oitava posição. Com os pit stops de Nico Hulkenberg (Force India), na volta 12, e de Valtteri Bottas (Williams), na 13, o russo se viu em sexto. Porém, Kvyat sofria com os pneus macios, e foi obrigado a parar nos boxes na volta 14. No retorno, se viu em 14º.

Com o passar das voltas, e com as paradas dos adversários, Daniil recuperou posições. Depois dos pit stops de Vergne, na volta 16, e de Kevin Magnussen (McLaren), na 18, o russo passou a ocupar a 12ª posição. Foi quando se deparou com Button pela segunda vez na prova. Kvyat pressionou Jenson, que não se entendia com os pneus médios da Pirelli, e ganhou o 11º lugar do inglês na volta 21. Ali seguiu até a volta 28. Com a segunda parada de Grosjean, Daniil retomou o 10º posto.

O russo realizou pit stops nas voltas 14 e 31: estratégia renderia um ponto na China

O russo realizou pit stops nas voltas 14 e 31: estratégia renderia um ponto na China

Apesar de retornar ao top 10, o russo voltava a sentir problemas de equilíbrio. Os compostos macios estavam em frangalhos, e Kvyat foi para seu segundo e definitivo pit stop, na volta 31. Quando deixou os boxes, estava em 11º. Como Vergne fez sua parada na passagem seguinte, Daniil recuperou o 10º lugar. A partir dali, o novato teria que se preocupar em manter o ritmo. O problema é que Button estava na cola dele. Apesar de encarar um campeão do mundo, com mais de 250 GPs na carreira, o russo demonstrou personalidade e segurou Jenson, conquistando mais um ponto na temporada.

A vitória no GP da China ficou com Lewis Hamilton (Mercedes), seguido por Nico Rosberg (Mercedes), o segundo, e por Fernando Alonso (Ferrari), em terceiro. Kvyat ficou em 10º em Xangai, e ficou satisfeito com seu desempenho numa pista que não conhecia. “Hoje (domingo) foi ótimo e eu estou muito feliz com a minha performance. Tive uma boa largada e consegui ganhar algumas posições durante a primeira volta. Nosso ritmo era muito forte hoje e eu gostei muito de lutar com Jenson durante a corrida. Nós fizemos um bom trabalho com a gestão dos pneus, então pudemos ficar na pista por mais tempo”, celebrou o russo.

Button bem que tentou, mas o campeão de 2009 não conseguiu superar o novato da Toro Rosso

Button (à dir.) bem que tentou, mas o campeão de 2009 não conseguiu superar o novato da Toro Rosso

Anúncios

Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
Esta entrada foi publicada em China, Daniil Kvyat, Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, Xangai. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s