Brasil-2013: oitavo lugar coloca Hulk no top 10 do Mundial

Com o oitavo lugar, Nico Hulkenberg superou Paul di Resta e ficou em 10º no Mundial, com 51 pontos

Com o oitavo lugar, Nico Hulkenberg superou Paul di Resta e ficou em 10º no Mundial, com 51 pontos

A temporada de 2013 foi repleta de altos e baixos para Nico Hulkenberg (Sauber). Depois de inúmeras dificuldades durante a primeira metade do ano, o alemão conseguiu levar o carro do time de Peter Sauber a momentos impressionantes, como no quinto lugar no GP da Itália, em Monza, e no quarto no GP da Coreia do Sul, em Yeongam. No último domingo, 24 de novembro, Hulk novamente mostrou seu valor. No GP do Brasil, em Interlagos, o germânico conquistou um oitavo lugar. O resultado colocou Nico no 10º lugar do Mundial pela primeira vez em sua carreira.

O top 10 de Hulkenberg se deveu à arrancada da Sauber nas últimas oito etapas do Mundial. Entre Monza e Interlagos, Nico fez 44 pontos, que o fez saltar da 15ª para a 10ª posição na tabela de pilotos. A título de curiosidade, no mesmo período, Lewis Hamilton (Mercedes) anotou 50 pontos; Felipe Massa (Ferrari), 45; e Jenson Button (McLaren), apenas 26. Um desempenho acima da média para uma equipe que iniciou a disputa em apuros, mas que se acertou graças ao veloz alemão.

Nas últimas oito provas de 2013, Hulk marcou praticamente o mesmo número de pontos que Lewis Hamilton (Mercedes) e Felipe Massa (Ferrari)

Nas últimas oito provas de 2013, Hulk teve praticamente a mesma pontuação que Hamilton e Massa

Hulk chegou em Interlagos na 11ª posição do campeonato, com 47 pontos. Estava apenas um ponto atrás de Paul di Resta (Force India), o 10º, e seis à frente de Sergio Pérez (McLaren), o 12º. Havia confiança de que o top 10 era possível, sobretudo pelo fato de o germânico se dar muito bem no circuito paulistano – vide o quinto lugar no GP do Brasil de 2012, quando liderou a prova por 30 voltas com a Force India, e a pole no GP do Brasil de 2010, com a Williams.

Porém, a instabilidade do clima de São Paulo deixaria imprevisível a prova brasileira. Choveria durante todo o fim de semana no circuito paulistano. Diante disso, traçar um prognóstico era o mesmo que jogar na loteria. Na sexta-feira, a pista estava molhada. Os treinos livres, portanto, não trouxeram muita bagagem para a Sauber. “Foi muito difícil porque não sabemos como o tempo vai estar. Durante o resto do final de semana ele deve ser molhado. Se for na pista seca, teremos problemas, pois não conseguimos treinar nestas condições”, analisou Hulkenberg, 10º no primeiro treino livre e 8º no segundo.

A chuva na sexta e no sábado atrapalhou a Sauber, mas não impediu a ida de Nico para o Q3: 10º no grid

A chuva na sexta e no sábado atrapalhou a Sauber, mas não impediu a ida de Nico para o Q3: 10º no grid

No sábado, a chuva teimou em cair com intensidade na classificação. Nico se adaptou bem às adversidades e levou seu Sauber para o Q3, enquanto seu companheiro de equipe, Esteban Gutiérrez, naufragou nas péssimas condições de pista, ficando no Q1, à frente apenas de Marussia e Caterham. Após o acidente de Pérez no fim do Q2, a chuva caiu mais intensa, e o treino ficou paralisado por mais de 30 minutos. Quando a pista foi liberada, Hulk não achou uma boa volta e ficou apenas em 10º, com 1m29s582, mais de três segundos atrás de Sebastian Vettel (Red Bull), o pole do GP do Brasil.

“Chegar ao Q3 hoje (sábado) foi um sucesso. A pista esteve molhada durante todo o fim de semana, e não fomos tão competitivos quanto eu gostaria, pois tivemos problemas com o equilíbrio do carro. Foi difícil acertar todas as curvas, já que o circuito estava extremamente escorregadio. Acho que será uma corrida empolgante amanhã (domingo), e vamos esperar para ver como estará o tempo”, afirmou o alemão da Sauber após o treino.

Logo na largada, Hulkenberg pulou para o sétimo lugar, à frente de Grosjean e Ricciardo

Logo na largada, Hulkenberg pulou para o sétimo lugar, à frente de Grosjean e Ricciardo

A corrida

Para a surpresa do grid, a chuva deu trégua para o GP do Brasil. Apenas uma leve garoa caía sobre Interlagos, o que, em nenhum momento, obrigou os pilotos a usarem pneus para chuva. Quando as luzes vermelhas se apagaram para a largada, Hulkenberg saltou bem. De 10º, completou a volta 1 em sétimo, depois de superar Romain Grosjean (Lotus), Daniel Ricciardo (Toro Rosso) e Jean-Eric Vergne (Toro Rosso). À frente dele, apenas os pilotos da Red Bull (Vettel e Mark Webber), Mercedes (Lewis Hamilton e Nico Rosberg) e Ferrari (Fernando Alonso e Felipe Massa).

Diante do cenário, a maior preocupação para Nico passou a ser se manter em sétimo. Atrás dele, estava Grosjean. Todavia, na volta 3, o motor Renault do Lotus do francês explodiu, obrigando-o a deixar a prova. Isso tranquilizou a vida do alemão da Sauber, uma vez que Ricciardo, o novo oitavo colocado, não o ameaçava. Porém, Daniel logo sofreria pressão de Jenson Button (McLaren). O inglês, que saiu no 14º lugar do grid, optou por usar pneus duros na primeira parte da corrida, o que se mostrou correto. Tanto que, na volta 8, superou o australiano da Toro Rosso para ocupar a oitava posição.

Nico sofreu com a boa estratégia da McLaren: alemão foi superado por Jenson Button (McLaren)

Nico sofreu com a boa estratégia da McLaren: alemão foi superado por Jenson Button (McLaren)

Depois de superar Ricciardo, Button partiu para cima de Hulkenberg. Nico tentava de todas as formas manter-se em boa forma com os pneus médios, mas o desgaste falava mais alto. Na volta 14, Jenson tirou o sétimo lugar de Hulk. Depois, o germânico passou a sofrer a ameaça da outra McLaren: Pérez, com a mesma tática de Button, se aproximou do piloto da Sauber. Na volta 20, tanto Nico quanto Sergio pararam nos boxes. Contudo, o time de Peter Sauber se atrapalhou na troca do alemão, que retornou à pista atrás do mexicano.

Superado pela melhor estratégia dos pilotos da McLaren, Hulkenberg se consolidou na nona colocação. E ali permaneceu até o início da segunda fase das trocas de pneus em Interlagos. Na volta 46, quando foi aos boxes, era o quinto, pois Button, Rosberg, Pérez e Massa já tinham feito o pit stop. No retorno à pista, Nico estava em nono, mas próximo de Hamilton, que se envolveu num acidente com Valtteri Bottas (Williams). O inglês foi considerado culpado pelo incidente que tirou o finlandês do GP, e levou um drive through como punição. Lewis pagou a pena na volta 52, elevando Hulk para o oitavo lugar.

Com o drive through de Hamilton, Hulk assumiu o oitavo lugar: quatro pontos que lhe renderam o top 10 de 2013

Com o drive through de Hamilton, Hulk assumiu o 8º lugar: 4 pontos que lhe renderam o top 10 de 2013

A partir daí, Hulkenberg só precisou levar seu Sauber até a bandeirada final, uma vez que estava distante de Massa, e bem à frente de Hamilton. A vitória ficou com Vettel, para variar. Foi a 13ª em 2013, a nona consecutiva, recordes históricos do alemão tetracampeão. Webber, em sua derradeira prova na carreira, ficou em segundo, e Alonso completou o pódio. À Nico, restou mais quatro pontos no campeonato, que o asseguraram no top 10 da temporada.

“Foi uma boa corrida. Tive uma boa largada e bons duelos nas primeiras voltas. Depois, andei sozinho na maior parte da corrida. O problema hoje (domingo) não foi em relação ao equilíbrio, mas sim com o desgaste dos pneus dianteiros que se destruíram muito rapidamente, o que nos custou tempo. Mas terminar em oitavo foi um resultado sólido, e me colocou em décimo lugar no Mundial de Pilotos, o que eu nunca havia alcançado antes”, celebrou Hulk, que, apesar dos grandes resultados no ano, ainda não sabe onde correrá em 2014.

O GP do Brasil pode ter sido a última corrida de Hulkenberg pela Sauber

O GP do Brasil pode ter sido a última corrida de Hulkenberg pela Sauber

De toda forma, uma coisa é certa: Hulk continuará mostrando força no ano que vem, seja qual for a equipe que optar por ele. “Já provei na pista que mereço a chance de estar aqui e espero um dia poder brigar por vitórias”, disse o germânico. “Eu amo meu trabalho, obviamente quero estar na Fórmula 1 no futuro, e acho que existe uma boa e muito realista chance de eu estar”, finalizou.

Após o GP do Brasil, Hulkenberg não sabia seu destino. Mas ele é presença certa para 2014

Apesar do bom resultado de Interlagos, Hulk ainda não sabia seu destino. Mas ele é presença certa para 2014

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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