Índia-2013: Paul di Resta encerra jejum e vai ao top 10

Depois de sete etapas, Paul di Resta retornou ao top 10 ao ser oitavo em Buddh

Depois de sete etapas, Paul di Resta retornou ao top 10 ao ser oitavo em Buddh

O GP da Índia, disputado em 27 de outubro de 2013, no Autódromo Internacional de Buddh, consagrou Sebastian Vettel (Red Bull). Aos 26 anos, o alemão garantiu, além da vitória no circuito indiano, o tetracampeonato mundial. Longe dos holofotes, a Force India também celebrou seu desempenho em casa. Graças ao poder da estratégia, Paul di Resta levou o carro da escuderia da Índia ao oitavo lugar, seguido de perto pelo seu companheiro de time, Adrian Sutil, o nono na 16ª etapa do Mundial. A conquista dos seis pontos consolidou a escuderia de Vijay Mallya na sexta posição entre as equipes, com 68 pontos.

O desempenho em Buddh foi um alento para Di Resta e para a Force India. O escocês estava sem pontuar havia sete etapas. Desde o GP da Inglaterra, Paul não sabia o que era um top 10 – foi nono em Silverstone. Foi o sinal absoluto da decadência dos carros verde, branco e laranja: no circuito britânico, a equipe tinha 59 pontos. Nas sete provas seguintes, entre os GPs da Alemanha e do Japão, o time somou apenas três pontos – todos com Sutil. Apesar do mau momento, o clima era de confiança e de reabilitação para a disputa do GP da Índia. Afinal, era necessário mostrar serviço no quintal de casa.

A escuderia de Vijay Mallya anotou apenas três pontos nas seis provas que antecederam a corrida indiana

A escuderia de Vijay Mallya anotou apenas três pontos nas seis provas que antecederam a corrida indiana

Para Di Resta, porém, o fim de semana em Buddh só começaria no segundo treino livre de sexta. Na primeira sessão, o escocês foi substituído pelo britânico James Calado, um novato que ainda disputa a GP2. No fim, Paul terminou o dia com o 15º tempo, três posições atrás de Adrian, o 12º. “Foi um dia razoável. Embora eu tenha perdido o FP1, foi possível acertar o carro, fazendo com que me sentisse confortável. Em termos de nível de desempenho, o carro parece ser um pouco mais competitivo do que estávamos em Suzuka, o que é encorajador”, afirmou Di Resta, 11º no Japão.

No sábado, a Force India chegou a flertar com o Q3. Todavia, nem Di Resta, tampouco Sutil, avançaram para a sessão decisiva da classificação em Buddh. Ambos pararam no Q2. Paul foi o 12º, com 1m25s711, 0s029 mais rápido que Adrian, o 13º. Apenas a título de comparação, a pole na pista indiana ficou com Vettel, que foi 1s592 mais veloz que o tempo do escocês. “Acho que podemos ficar satisfeitos com o trabalho que fizemos”, afirmou o britânico. “Minha volta no Q2 foi muito boa, apesar de ter cometido um errinho na última curva, então faltaram alguns décimos para uma volta perfeita. Definitivamente parece que progredimos”.

Seria na estratégia de pit stop que a Force India reagiria em Buddh: tática eficiente

Seria na estratégia de pit stop que a Force India reagiria em Buddh: tática eficiente

Porém, o avanço traria resultados no domingo? Essa era a grande questão que pairava nos boxes da Force India. A resposta seria dada pelos engenheiros da escuderia. A equipe decidiu traçar uma estratégia para Di Resta, e outra para Sutil. Para Paul, ficou estabelecido que ele largaria com pneus macios – compostos que se desgastavam em poucas voltas. Mas, já na volta 1, o escocês entraria nos boxes e, a partir dali, usaria apenas pneus médios – os mais duráveis. Adrian, por sua vez, largaria com os médios e só faria uma parada, para encerrar a etapa com os macios.

Com a tática traçada, a dupla da Force India correu conforme teorizou seu staff. Na volta 1, Di Resta fez seu pit stop. No retorno, se viu em 19º. Na volta 3, foi para 18º após Fernando Alonso (Ferrari) consertar o spoiler dianteiro de seu carro. Na passagem seguinte, superou Jules Bianchi (Marussia). A partir daí, passou a ver os adversários que largaram com pneus macios pararem nos boxes, o que fez Paul ascender na classificação.

Di Resta segurou Raikkonen até a volta 11, mas não resistiu ao finlandês da Lotus

Di Resta segurou Raikkonen até a volta 11, mas não resistiu ao finlandês da Lotus

Na volta 9, estava em 13º, à frente de Kimi Raikkonen (Lotus), Jenson Button (McLaren) e Pastor Maldonado (Williams), que retardaram ao máximo suas paradas. Na volta 11, Di Resta foi ultrapassado por Raikkonen. Mesmo assim, Paul se apoiava na estratégia para subir na classificação. Na volta 14, Romain Grosjean (Lotus) foi aos boxes, colocando o escocês da Force India na 13ª posição. Na 17, Esteban Gutiérrez (Sauber) fez sua parada. Com isso, o britânico ganhou mais uma colocação.

Di Resta permaneceu em 12º até a volta 28, momento em que Nico Rosberg (Mercedes) fazia sua segunda parada. Paul ficou em 11º até a volta 31, quando realizou seu segundo e definitivo pit stop. No retorno à pista, se viu em 14º, imediatamente atrás de Alonso. O espanhol – o único que poderia impedir o tetra de Vettel – fazia uma apresentação desastrosa. Somou-se a isso a péssima estratégia da Ferrari, que fez Fernando parar mais uma vez na volta 37. Dessa forma, o escocês da Force India assumiu o 13º lugar.

Di Resta travou um bom duelo com Alonso, que fez uma apresentação apagada na Índia

Di Resta travou um bom duelo com Alonso, que fez uma apresentação apagada na Índia

Com as paradas de Maldonado e Daniel Ricciardo (Toro Rosso) na volta 39, Di Resta subiu para o 11º lugar. Na passagem seguinte, Mark Webber (Red Bull), que lutava pela vitória com Vettel, teve problemas com o alternador de seu carro, sendo obrigado a abandonar. Dessa forma, Paul herdou o 10º lugar, ingressando na zona de pontuação. Sem Webber, Sutil inacreditavelmente assumiu o terceiro posto, atrás somente de Vettel e Raikkonen. Porém, Adrian teve que fazer seu único pit stop na volta 41. Voltou à pista na nona posição, justamente na frente de Di Resta.

Como estava com pneus macios, Sutil logo tratou de poupá-los. Por estar à frente de Paul, cedeu a nona posição ao companheiro de time na volta 44. Na volta 53, Nico Hulkenberg (Sauber), que estava imediatamente à frente da dupla da Force India, abandonou a disputa. Assim, Di Resta subiu para a oitava colocação, e Sutil, para a nona. À frente, Vettel assegurou sua 36ª vitória e o título mundial, seguido por Rosberg e Grosjean. Mas os festejos não ficaram somente com a Red Bull. A celebração também tomou conta dos boxes da indiana Force India.

Di Resta se mostrou aliviado com o fim do jejum de pontos no Mundial

Di Resta: “fizemos uma estratégia agressiva e arriscada, mas no fim deu tudo certo”

“Foi ótimo marcar pontos aqui na Índia. É o GP na casa da equipe e uma corrida realmente importante para nós. Fizemos uma estratégia agressiva e arriscada, mas no fim deu tudo certo”, observou Di Resta. “Melhoramos pouco a pouco o carro nas últimas semanas, e estou me sentindo mais confortável, então creio que podemos ficar otimistas quanto à possibilidade de ter uma performance similar nas próximas etapas do campeonato”.

Assim como Paul, o dono do time, Vijay Mallya, estava satisfeito com o resultado. “Estou muito contente de ver que os dois carros da Force India conseguiram pontuar na nossa corrida de casa. Este era o nosso objetivo. Conseguimos pontos para que possamos ficar na sexta colocação do Mundial de Construtores”, afirmou o dirigente, que tem um desejo um tanto quanto otimista para o fim da temporada de 2013: tirar a McLaren da quinta posição do campeonato, apesar dos 25 pontos de vantagem do time de Woking, que está com 93 no Mundial…

Paul, à frente de Adrian: oitavo e nono lugares foram celebrados pela Force India

Paul, à frente de Adrian: oitavo e nono lugares foram celebrados pela Force India

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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