Bélgica-2013: Ricciardo sai do fim do grid para o top 10

Nem o 19º lugar no grid impediu que Daniel conquistasse um ponto em Spa

Nem o 19º lugar no grid impediu que Daniel conquistasse um ponto em Spa

O fim de semana do GP da Bélgica, disputado em 25 de agosto de 2013, em Spa-Francorchamps, pregou altos e baixos para Daniel Ricciardo, da Toro Rosso. O australiano enfrentou dificuldades durante os treinos para a etapa belga, sendo, inclusive, superado pelo seu companheiro de time, o francês Jean-Eric Vergne. No classificatório, a dupla foi um fiasco, parando ainda no Q1. A corrida prometia ser tortuosa para o piloto de Perth. Todavia, Ricciardo fez uma excepcional prova de recuperação. Largou em 19º, ganhou nove posições e alcançou o top 10 na etapa, vencida por Sebastian Vettel (Red Bull), que foi seguido por Fernando Alonso (Ferrari) e Lewis Hamilton (Mercedes).

Com o 10º lugar, Daniel conquistou apenas um ponto na Bélgica, mas o prêmio maior veio dias depois – a Red Bull anunciou que ele será o companheiro de Sebastian Vettel na temporada de 2014, substituindo o compatriota Mark Webber. O rumor virou realidade, mas até a concretização do sonho, Ricciardo passou por situações tortuosas. Como a vivida na etapa belga, por exemplo. Na sexta, foi constantemente superado por Vergne, que se adaptou melhor ao clima instável da região de Spa.

Na sexta, Daniel circulou no paddock ao lado do compatriota Mark Webber, a quem substituirá em 2014

Na sexta, Daniel circulou no paddock ao lado do compatriota Mark Webber, a quem substituirá em 2014

“As condições pela manhã não eram as ideias. Corremos com os pneus intermediários, mas isso significou um desgaste grande nos trechos de pista seca. Na parte da tarde, a equipe dividiu o trabalho. Mas parece que o meu carro ainda não está ideal. A boa notícia é que Jean-Eric fez o quinto melhor tempo do dia. Então, temos agora de olhar os dados e ver o que podemos usar nos dois carros”, afirmou o australiano após o primeiro dia de treinos livres.

No sábado, porém, a Toro Rosso se perdeu. Na classificação, nem Daniel, tampouco Jean-Eric, puderam aproveitar o bom potencial que o carro demonstrou no dia anterior. Os engenheiros mandaram seus pilotos em momentos errados, e tanto o australiano quanto o francês caíram no Q1. Vergne ficou em 18º, com 2m03s300; Ricciardo, em 19º, com 2m03s317.

Ricciardo foi superado por Vergne tanto na sexta quanto no sábado em Spa

Ricciardo foi superado por Vergne tanto na sexta quanto no sábado em Spa

“Tivemos um ‘timing’ ruim. Acredito que nós deveríamos ter esperado um pouco mais antes de colocar o segundo jogo de pneus intermediários. Nós saímos cedo demais para aquela segunda tentativa, os pneus já estavam gastos e foi então que as condições da pista melhoraram”, observou Daniel, que emendou. “Obviamente, é muito frustrante, mas, agora, tudo o que podemos fazer é deixar isso para trás e concentrar em amanhã”.

No domingo, a chuva propagada pela meteorologia não veio. A prova transcorreu em pista seca. Diante desta condição, Ricciardo tratou de acelerar no seletivo traçado belga. Na largada, superou a dupla da Marussia – Jules Bianchi e Max Chilton – e assumiu o 17º lugar. Na volta 3, tirou a 16ª posição de Giedo van der Garde (Caterham), que largou numa surpreendente 14ª posição. Depois de ultrapassar os três carros dos times nanicos, que avançaram para o Q2 de sábado, Daniel passou a acompanhar Jean-Eric.

O australiano fez um primeiro stint com pneus duros, o que possibilitou sua chegada ao top 10

O australiano fez um primeiro trecho de prova com pneus duros, o que possibilitou sua chegada ao top 10

Na volta 10, Vergne foi para os boxes. Assim como o francês, Felipe Massa (Ferrari) e Nico Hulkenberg (Sauber) fizeram seus primeiros pit stops, colocando Ricciardo em 13º. Na volta seguinte, foi para 11º graças às paradas de Paul di Resta (Force India) e Pastor Maldonado (Williams). A ascensão de Daniel prosseguiu até a volta 15. Com os pit stops de Sergio Pérez (McLaren), Adrian Sutil (Force India) e Kimi Raikkonen (Lotus), o australiano se viu na oitava colocação. Nesta passagem, entrou nos boxes.

Para Ricciardo, a primeira parte da corrida foi fundamental para a conquista do 10º lugar. “Fizemos um primeiro trecho longo com os pneus duros (15 voltas) e acredito que isso nos ajudou a utilizar melhor os médios para ter um ritmo forte no trecho final da prova”, afirmou. No retorno à pista, estava num distante 17º lugar. Porém, seu Toro Rosso calçava pneus macios, o que possibilitou um ritmo mais agressivo do australiano.

Ricciardo disse que se sentiu muito confortável com os pneus macios na etapa belga

Ricciardo disse que se sentiu muito confortável com os pneus macios na etapa belga

“Eu me senti muito confortável com os compostos mais macios, e foi então que a minha corrida realmente começou”, disse Ricciardo. Na volta 19, superou Pérez para assumir a 16ª posição. Com a parada de Esteban Gutiérrez (Sauber) na volta 20, Daniel foi para 15º.  Duas voltas depois, ultrapassou Maldonado, tomando-lhe a 14ª colocação. A partir daí, o australiano passou a andar no ritmo de Romain Grosjean (Lotus). Com as segundas paradas dos adversários, e os abandonos de Raikkonen e Di Resta, o piloto da Toro Rosso alcançou o oitavo lugar na volta 28.

Porém, os pneus macios já estavam em frangalhos. Na volta 30, Ricciardo foi ultrapassado por Massa, caindo para o nono lugar. Apesar de resistir mais três voltas, a segunda parada de Daniel era inevitável, e o australiano foi aos boxes na volta 33. Quando retornou à pista, faltavam 11 voltas para a bandeirada quadriculada. E ele figurava na 13ª posição. A partir daí, o piloto da Toro Rosso voou. “No último jogo de pneus eu fiz cerca de dez voltas em ritmo de classificação”, confidenciou.

No final, o ponto obtido na Bélgica foi um prêmio diante do início difícil de fim de semana

No final, o ponto obtido por Ricciardo na Bélgica foi um prêmio diante do início difícil de fim de semana

E a tática surtiu efeito. Na volta 36, ultrapassou Hulkenberg. Duas voltas depois, superou Vergne. Na volta 41, o grande momento: Daniel ganhou o 10º lugar de Pérez, alcançando a zona de pontuação. “Foi ótimo conquistar esta colocação. Consegui superar alguns adversários e levar para casa este ponto importante. Sabíamos que precisávamos seguir em frente depois da classificação ruim de ontem (sábado). Estou feliz com o resultado e com o ritmo que apresentamos durante esta luta”, concluiu Ricciardo.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
Esta entrada foi publicada em Adrian Sutil, Bélgica, Caterham, Daniel Ricciardo, Esteban Gutiérrez, Force India, Giedo van der Garde, Jean-Eric Vergne, Jules Bianchi, Marussia Virgin, Max Chilton, Nico Hulkenberg, Pastor Maldonado, Paul di Resta, Sauber, Spa-Francorchamps, Toro Rosso, Williams. ligação permanente.

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