Canadá-2013: Vergne leva Toro Rosso ao top 6 após 5 anos

Desde o GP do Brasil de 2008, com Vettel, a Toro Rosso não era top 6: grande feito de Jean-Eric

Desde Interlagos-2008, com Vettel, a Toro Rosso não figurava entre os 6 primeiros: festa para Vergne

Jean-Eric Vergne vive o melhor momento de sua carreira na Fórmula 1. Depois de um excelente oitavo lugar no GP de Mônaco, o francês voltou a fazer bonito no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, palco do GP do Canadá. Disputado no último dia 9 de junho, o piloto levou a Toro Rosso ao seu melhor resultado em quase cinco anos. Desde o quarto lugar de Sebastian Vettel no GP do Brasil de 2008, a equipe não colocava um piloto entre os seis primeiros. Desde a transferência do alemão para a Red Bull, o máximo que a escuderia tinha obtido havia sido a sétima colocação de Jaime Alguersuari no GP da Coreia do Sul de 2011. Por conta disso, o feito de Vergne foi bastante celebrado nos boxes do time de Faenza.

Não é de hoje que Jean-Eric vem ensaiando desencantar. Em sua temporada de estreia, em 2012, o francês obteve resultados razoáveis para um novato. Conquistou quatro oitavos lugares (nos GPs da Malásia, Bélgica, Coreia do Sul e Brasil), terminando o ano com 16 pontos, seis a mais que seu companheiro na Toro Rosso, Daniel Ricciardo. Para 2013, a equipe satélite da Red Bull manteve a dupla. Com um projeto mais competitivo, tanto o francês como o australiano vêm obtendo melhores desempenhos. Porém, Daniel estava levando a melhor no início da temporada. Tanto que desembarcou no Canadá com 7 pontos, dois a mais que Vergne.

Oitavo lugar em Mônaco motivou Vergne no Canadá: melhor momento do francês na carreira

Oitavo lugar em Mônaco motivou Vergne no Canadá: melhor momento do francês na carreira

Porém, o francês chegou motivado a Montreal. O oitavo lugar obtido em Mônaco mostrou a capacidade do equipamento da Toro Rosso. Mais: demonstrou que Jean-Eric está compreendendo melhor seu STR8. Desde os treinos no Circuito Gilles Villeneuve, Vergne andou forte. Fosse na pista molhada, fosse no piso seco, o piloto estava determinado. O auge aconteceu na classificação para o GP. Graças ao asfalto úmido, tanto Jean-Eric como Daniel superaram o Q2, levando os dois carros da Toro Rosso para o Q3. Na tomada decisiva para o grid, Vergne anotou o sétimo tempo, com 1m26s543, a 1s118 de Sebastian Vettel (Red Bull), o pole. Foi o melhor treino da carreira do francês.

Diante do excepcional sétimo lugar de Vergne na largada e do 11º posto de Ricciardo no grid, a expectativa era das melhores nos boxes da Toro Rosso. A possibilidade de colocar os dois carros na zona de pontuação era real. Entretanto, o tempo ensolarado no domingo poderia mudar as perspectivas. E foi exatamente com o sol brilhando que foi dada a largada em Montreal. Vettel manteve a ponta, seguido por Lewis Hamilton (Mercedes). Valtteri Bottas (Williams), sensação ao ser o terceiro nos treinos de sábado, foi superado por Nico Rosberg (Mercedes), Mark Webber (Red Bull) e Fernando Alonso (Ferrari) na volta 1. Jean-Eric seguiu na sétima posição.

Momento decisivo para Vergne: a ultrapassagem sobre Bottas lhe rendeu o sexto lugar

Momento decisivo para Vergne: a ultrapassagem sobre Bottas lhe rendeu o sexto lugar

Porém, Bottas era mais lento que Vergne. Por conta disso, o francês da Toro Rosso iniciou uma forte pressão sobre o finlandês da Williams. A insistência surtiu efeito na volta 6, quando, na Curva 1, Jean-Eric superou Valtteri e assumiu o sexto lugar. Adrian Sutil (Force India) tentou acompanhar Vergne. Todavia, para evitar um choque com Bottas, o alemão rodou e despencou na classificação. Com o finlandês da Williams num ritmo mais lento que os rivais, o francês passou a determinar um forte ritmo e colocou grande diferença. Tanto que, na volta 13, Jean-Eric fez seu primeiro pit stop. Substituiu os pneus supermacios da largada pelos médios.

No retorno à pista, Vergne estava exatamente atrás de Bottas e imediatamente à frente de Kimi Raikkonen (Lotus). Porém, o francês não resistiu ao ataque do campeão de 2007 e foi superado. Entretanto, com a parada do finlandês da Williams na volta 14, continuou na sétima colocação. Jean-Eric retomaria a sexta posição para não mais perdê-la na volta 21, com o primeiro pit stop de Raikkonen. À sua frente, apenas as duplas de Red Bull e de Mercedes, além de Alonso.

O francês da Toro Rosso considerou a prova não tão complicada: atrás apenas de Red Bull, Mercedes e Alonso

O francês da Toro Rosso considerou a prova não tão complicada: atrás apenas de Red Bull, Mercedes e Alonso

O francês realizou sua segunda parada na volta 57. Colocou novamente os pneus supermacios. Levou uma volta do vencedor Vettel, mas isso não importava. Era o primeiro top 6 da carreira de Vergne. “Incrível! Estou muito feliz. O melhor resultado para mim, é claro, mas também a melhor posição da equipe desde os resultados de Vettel em 2008. É ainda mais satisfatório, porque foi uma corrida normal no seco, sem ninguém abandonando à minha frente, portanto essa colocação não foi herdada. É um ótimo resultado para a equipe, já que estamos progredindo prova a prova, e bastante encorajador para o restante da temporada”, afirmou Jean-Eric.

Apesar do feito, o francês da Toro Rosso não considerou complicada a obtenção do sexto lugar. “Tivemos velocidade para manter essa posição, mas não para acompanhar aqueles à frente”, afirmou Vergne. No Canadá, a vitória ficou com Vettel, seguido por Alonso, Hamilton, Webber e Rosberg. Os oito pontos obtidos por Jean-Eric em Montreal, somados aos quatro conquistados em Mônaco, encheram o francês de confiança. “Sinto que progredi como piloto. Precisamos seguir nos esforçando ao máximo no desenvolvimento do carro  para podermos pensar em algo ainda maior do que isso”, encerrou o piloto, atual 12º colocado do Mundial, com 13 pontos.

Atualmente, Vergne tem 13 pontos e ocupa a 12ª colocação no Mundial; a Toro Rosso é sétima no campeonato

Atualmente, Vergne tem 13 pontos e ocupa a 12ª posição no Mundial; a Toro Rosso é 7ª no campeonato

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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