EUA-Oeste 1977: Emerson repete pontos em Long Beach

Emerson Fittipaldi obteve o quinto lugar no GP dos EUA-Oeste de 1977

Emerson Fittipaldi obteve o quinto lugar no GP dos EUA-Oeste de 1977

A Copersucar Fittipaldi começou em boa forma sua segunda temporada sob a liderança de Emerson Fittipaldi. Nas três primeiras etapas de 1977, o time brasileiro utilizou o modelo FD04, o mesmo utilizado por toda a temporada de 1976. Com ele, a equipe capitaneada pelo bicampeão mundial obteve dois quartos lugares – nos GPs da Argentina e do Brasil – e um 10º lugar – no GP da África do Sul. Com seis pontos, Emerson chegou a Long Beach confiante em repetir o bom desempenho do ano anterior – no GP dos Estados Unidos-Oeste de 1976, o Rato conquistou o primeiro ponto da história da Copersucar Fittipaldi.

Com um carro bem adaptado às ruas do circuito californiano, Emerson Fittipaldi fez bonito nos treinos oficiais para o GP dos EUA-Oeste. O bicampeão levou o Copersucar Fittipaldi ao sétimo lugar no grid. Emmo ficou a apenas 0s752 de Niki Lauda (Ferrari), o pole position. Outro bom sintoma é que Fittipaldi classificou o seu carro à frente do defensor do título da Fórmula 1, o inglês James Hunt (McLaren), que anotou o oitavo melhor tempo. Dessa forma, o time brasileiro tinha consciência de que poderia voltar aos pontos na etapa norte-americana.

Na primeira curva, Fittipaldi se livrou da confusão protagonizada por Hunt

Na primeira curva, Fittipaldi se livrou da confusão protagonizada por Hunt

No dia 3 de abril de 1977, Long Beach viu 22 carros lutarem pela vitória da etapa californiana da Fórmula 1. Logo na primeira curva, uma confusão envolveu Hunt, Jacques Laffite (Ligier) e Carlos Reutemann (Ferrari), com o campeão de 1976 levando a pior. Jody Scheckter (Wolf) completou a primeira volta na liderança, seguido por Mario Andretti (Lotus), Lauda, Laffite e John Watson (Brabham). Sem Hunt, Emerson assumiu o sexto lugar. A posição seria mantida por Fittipaldi até a volta 6, quando foi superado por Patrick Depailler (Tyrrell).

Emerson só retornaria ao top 6 na volta 17, após Watson errar o caminho e cair para as últimas posições. Entretanto, o brasileiro sofreria com a pressão de Alan Jones (Shadow). Apesar de tentar segurar o australiano, Fittipaldi cedeu ao ímpeto de Jones na volta 22, caindo para a sétima colocação. O sexto lugar só voltaria às mãos do bicampeão na volta 40, quando o piloto da Shadow abandonou a prova de Long Beach. A partir de então, o bicampeão passou a tirar a diferença existente entre ele e Depailler.

Quinto lugar de Emerson só veio após o abandono de Jacques Laffite

Quinto lugar de Emerson só veio após o abandono de Jacques Laffite

Mesmo encostando no francês da Tyrrell, a quinta posição parecia inalcançável. Foi quando, na volta 78, a duas do final, Laffite enfrentou problemas elétricos em seu Ligier e foi obrigado a deixar o GP. Fittipaldi era o quinto. O brasileiro levou a bandeirada a apenas 6s de Depailler, o quarto colocado. A vitória ficou com Andretti, para a alegria dos norte-americanos, seguido por Lauda e Scheckter. O sul-africano liderou em Long Beach até a volta 77, mas caiu para o terceiro lugar após encarar problemas em seu Wolf. Depois, Andretti segurou Lauda, triunfando por 0s7 de vantagem. Essa é tida por muitos como a melhor prova de automobilismo disputada na história do circuito de Long Beach.

Quanto a Emerson, o quinto lugar foi festejado. Sobretudo porque deixou a cidade norte-americana mais uma vez com o dever cumprido. Além do mais, após quatro etapas, o brasileiro da Copersucar Fittipaldi figurava na sexta posição do Mundial, com oito pontos. Fittipaldi estava a apenas um de Hunt, o campeão de 1976, e a 11 de Lauda e Scheckter, os líderes do campeonato. Nos construtores, estava à frente de vencedoras como Tyrrell e Brabham. Em se tratando de uma equipe com pouca experiência no ‘circo’ da Fórmula 1, eram façanhas dignas de um título mundial.

Após Long Beach, Emerson era o 6º no Mundial de Pilotos; a Copersucar Fittipaldi, a 5ª nos Construtores

Após Long Beach, Emerson era o 6º no Mundial de Pilotos; a Copersucar Fittipaldi, a 5ª nos Construtores

Anúncios

Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
Esta entrada foi publicada em Brabham, Emerson Fittipaldi, Estados Unidos, Fittipaldi, Long Beach, Shadow, Tyrrell. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s