Portugal-1991: Pierluigi Martini e Estoril, um caso de amor

Em 1991, italiano levou a Minardi ao 4º posto; em 1989, chegou a liderar

Em 1991, italiano levou a Minardi ao 4º posto; em 1989, chegou a liderar

1991 foi um ano especial para a Minardi e Pierluigi Martini. Impulsionada pelo motor Ferrari, a escuderia de Giancarlo Minardi tinha um equipamento digno, a ponto de se fixar no pelotão intermediário do ‘circo’. Com um conjunto competitivo, o piloto italiano pôde mostrar sua capacidade. O auge seria atingido no GP de Portugal, com a conquista do quarto lugar no Estoril, se colocando à frente dos Benneton de Nelson Piquet e Michael Schumacher. Mas aquela não seria a primeira vez em que Martini brilharia com uma Minardi na pista portuguesa.

Dois anos antes, em 24 de setembro de 1989, o italiano levou a equipe ao quinto lugar. Não apenas isso: Pierluigi levou a Minardi a liderar pela primeira – e única – vez na história. Foi apenas uma volta, a 40. Naquele instante, Nigel Mansell (Ferrari) foi aos boxes. Os principais rivais do inglês pela vitória eram Gerhard Berger (Ferrari) e Ayrton Senna (McLaren), que já tinham feito suas paradas. Martini, que ainda não tinha parado, se viu em primeiro. Na verdade, ele completou a volta milésimos à frente de Berger – o austríaco assumiu a ponta segundos depois.

Duas temporadas se passaram. Em 22 de setembro de 1991, Martini percebeu que tinha condições de escrever mais uma bela história em terras portuguesas. O italiano alinhou seu Minardi em um convincente oitavo lugar. Na largada, superou Mauricio Gugelmin (Leyton House) e assumiu a sétima posição. Entretanto, Pierluigi sabia: teria de ter paciência para avançar no Estoril, um circuito em que ultrapassar era uma missão quase impossível.

Largada do GP de Portugal de 1991: Martini aparece em sétimo

Largada do GP de Portugal de 1991: Martini aparece em sétimo

Martini estava atrás dos carros das três principais equipes de 1991: Williams (de Nigel Mansell e Riccardo Patrese), McLaren (de Ayrton Senna e Gerhard Berger) e Ferrari (de Alain Prost e Jean Alesi). Encará-los era algo surreal para o italiano da Minardi. Por isso, paciência era algo necessário para Pierluigi. E as coisas começaram a acontecer a favor dele a partir da volta 30. Martini foi aos boxes e se deparou com Mansell. O inglês da Williams teve problemas em sua parada, perdeu a roda traseira direita de seu carro, foi empurrado e voltou à pista no fim do pelotão. Por tudo isso, seria desclassificado.

Sem Mansell, Martini ocupava o sexto lugar. Na volta 37, foi a vez de Berger encarar problemas. O motor Honda do McLaren do austríaco explodiu, deixando-o pelo caminho. Na volta 40, Prost abandonou – também com falha de motor. Em 10 voltas, Pierluigi saiu de uma posição em que não pontuava para flertar com o pódio. Sim, o pódio: com a quebra de Prost, Alesi passou a girar num ritmo lento. Martini e Ivan Capelli (Leyton House) passaram a pressionar o francês da Ferrari.

Martini fez o que pôde para chegar ao pódio, mas não superou Alesi

Martini fez o que pôde para chegar ao pódio, mas não superou Alesi

Todavia, o ferrarista conseguiu se segurar no terceiro lugar. A Pierluigi, restou o quarto posto e a façanha de superar Piquet e Schumacher, quinto e sexto colocados em Portugal. Foi o auge de Martini na Fórmula 1. O italiano terminou a temporada de 1991 em 11º lugar, com 6 pontos (os outros três foram obtidos num outro quarto lugar no GP de San Marino).

Martini, 4º em Estoril-1991: Patrese venceu, seguido por Senna e Alesi

Martini, 4º em Estoril-1991: Patrese venceu, seguido por Senna e Alesi

E graças a Martini e seu caso de amor com Estoril, a Minardi obteve a sétima colocação no Mundial de Construtores de 1991 – a melhor posição da escuderia de Faenza em sua história.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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