Alemanha-1987: Streiff e Palmer colocam a Tyrrell no top 5

Streiff (foto) foi o 4º, seguido por Palmer, o 5º: Tyrrell brilha na Alemanha

Streiff (foto) foi o 4º, seguido por Palmer, o 5º: Tyrrell brilha na Alemanha

O francês Philippe Streiff chegou a Hockenheim num bom momento. Depois de conquistar o sexto lugar no GP da França, em Paul Ricard, o piloto da Tyrrell estava no top 10, quando abandonou com problemas em seu carro no GP da Inglaterra, em Silverstone. A fase positiva em pistas de alta velocidade inspirava Streiff para o GP da Alemanha. Todavia, se tanto ele quanto seu companheiro de equipe, o inglês Jonathan Palmer, contavam com um carro bem desenhado, não podiam falar sobre a potência do motor da Tyrrell.

O propulsor Ford-Cosworth, aspirado, era muito inferior aos potentes turbos que impulsionavam as principais equipes. Williams e Lotus, com Honda, McLaren, com TAG-Porsche, e Ferrari, com seu motor próprio, sumiam à frente de Philippe e Jonathan. Apesar do motor aspirado, seu carro apresentava confiabilidade para beliscar pontos. Tanto Ken Tyrrell, dono da escuderia, quanto a dupla de pilotos, sabiam que o segredo do sucesso estava no lema “devagar e sempre”.

Streiff, Ken Tyrrell e Palmer: cinco pontos preciosos para a Tyrrell

Streiff, Ken Tyrrell e Palmer: cinco pontos preciosos para a Tyrrell

Contudo, Streiff e Palmer ficaram para trás nas tomadas de tempo do fim de semana. Os dois pilotos ficaram na 22ª e 23ª posições, respectivamente. O tempo de Philippe, 1m53s528, era quase 11 segundos (sim, onze) mais lento que o anotado por Nigel Mansell (Williams), o pole position com 1m42s616. Uma eternidade, em se tratando de Fórmula 1. Mas os companheiros de equipe não se intimidaram com o abismo e partiram, no dia 26 de julho de 1987, para a batalha de Hockenheim.

Philippe e Jonathan largaram bem no GP e chegaram a avançar nas primeiras voltas. Sempre com o francês à frente do britânico. Na volta 16, Palmer passou Streiff para ocupar o 14º lugar. A posição intermediária era mais devida por conta das quebras dos rivais. Naquele momento, oito pilotos já haviam abandonado, dos 26 que largaram.

Largada do GP da Alemanha de 1987: os Tyrrell estão no final do pelotão

Largada do GP da Alemanha de 1987: os Tyrrell estão no final do pelotão

O duelo interno da Tyrrell se intensificaria na volta 26, quando Streiff retomou a posição de Palmer. A inversão valeu a 10ª posição para o francês. Na passagem seguinte, a dupla superou Adrian Campos (Minardi) e contou com a saída de Mansell e Alessandro Nannini (Minardi) da prova. Na volta 28, foi a vez de Thierry Boutsen (Benneton) abandonar o GP. Pronto: Philippe estava na zona de pontos. Jonathan entraria no top 6 na volta 33, quando Piercarlo Ghinzani (Ligier) deixou a corrida.

A partir dali, a dupla da Tyrrell passou a manter o ritmo. Na volta 39, o líder Alain Prost (McLaren) enfrentou problemas com o alternador de seu carro e abandonou a prova. Nelson Piquet (Williams) assumiu a liderança para não mais perdê-la. O brasileiro foi seguido por Stefan Johansson (McLaren), que levou a bandeirada com o pneu direito dianteiro dechapado, e por Ayrton Senna (Lotus).

O quarto lugar na Alemanha foi a melhor posição de Streiff pela Tyrrell

O quarto lugar na Alemanha foi a melhor posição de Streiff pela Tyrrell

Streiff foi o quarto, enquanto Palmer ficou em quinto. Um salto de 18 posições para a dupla da Tyrrell. Um feito digno de celebração. O melhor momento da escuderia em quatro anos – desde a vitória de Michele Alboreto no GP de Detroit de 1983 a Tyrrell não conquistava tantos pontos. Um top 5 obtido na estratégia do “devagar e sempre”.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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Uma resposta a Alemanha-1987: Streiff e Palmer colocam a Tyrrell no top 5

  1. Chico diz:

    O melhor da historia foi que o Piquet faturou o GP!

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