Inglaterra-2012: alento e lição para Bruno Senna

Bruno Senna ficou com o nono lugar no GP da Inglaterra

Bruno Senna ficou com o nono lugar no GP da Inglaterra

Foi quase um parto, mas vai sair a crônica do GP da Inglaterra. Antes, vale um alerta: a prova de Silverstone não foi lá aquelas coisas. A esperada chuva não veio, e a corrida foi sem graça. Sem emoções na frente, com poucas mudanças lá atrás. De toda forma, a etapa britânica serviu de alento para Bruno Senna. Novamente, o brasileiro da Williams mostrou desempenho consistente durante as 52 voltas no tradicional circuito. Porém, ficou a lição: o nono lugar obtido diante dos súditos da Rainha poderia ter sido um sétimo ou sexto caso o sobrinho de Ayrton não se equivocasse mais uma vez durante os treinos classificatórios.

É bem verdade que Bruno acaba sendo prejudicado por não atuar em todos os treinamentos, uma vez que é obrigado a ceder seu carro para o finlandês Valtteri Bottas nas primeiras práticas das sextas-feiras. Isso o coloca um passo atrás no desenvolvimento de seu bólido em comparação com seu companheiro de escuderia, o venezuelano Pastor Maldonado. Além de assistir Bottas, o brasileiro andou pouco na segunda sessão de sexta – ele bateu forte por conta da chuva que caiu sobre Silverstone. No sábado, mais tempestade, e o piloto da Williams parou na segunda classificatória. Bruno tirou o pé em sua flying lap por conta de uma bandeira amarela e ficou no Q2. Fernando Alonso (Ferrari) não seguiu o aviso, pisou fundo, avançou para o Q3 e largou na pole position.

Problemas na classificação têm sido o calcanhar de Aquiles do brasileiro da Williams

Problemas na classificação têm sido o calcanhar de Aquiles do brasileiro da Williams

Não foi a primeira vez que Bruno vacilou no classificatório. Esse tem sido o calcanhar de Aquiles para o brasileiro nesta temporada. Os frequentes problemas acabam prejudicando suas pretensões nos GPs. No domingo, o piloto da Williams partiu em 13º, mas saltou bem na largada. Tanto que completou a volta 1 na nona posição. Na volta 3, acabou sendo superado por Sergio Pérez (Sauber), caindo para o 10º posto. Bruno só passou a ganhar posição a partir da volta 11, quando foram iniciadas as primeiras paradas nos boxes. Com o pit stop de Sebastian Vettel (Red Bull), Michael Schumacher (Mercedes) e Felipe Massa (Ferrari), somando ao acidente de Pérez e Maldonado, o brasileiro figurou em sexto.

Na volta 15, o piloto da Williams foi aos boxes. A partir daí, passou a perseguir Nico Hulkenberg (Force India) e Kamui Kobayashi (Sauber), e virou alvo dos ataques de Jenson Button (McLaren). Os quatro fizeram um trem de corrida bem semelhante e programaram a segunda parada a partir da volta 31. Senna foi o primeiro a ir aos boxes. Button parou na volta 32, e saiu atrás da Williams do brasileiro. Hulkenberg fez seu pit stop na volta 36, e saiu na frente de Bruno e Jenson. O japonês só parou na volta 38, quando atropelou mecânicos. A perda de tempo fez Kamui sair atrás de Button.

Senna pressiona Hulkenberg: disputa valeu o nono lugar ao brasileiro

Senna pressiona Hulkenberg: disputa valeu o nono lugar ao brasileiro

Naquele momento, Hulkenberg liderava a luta pela nona posição à frente de Senna, Button e Kobayashi. Todavia, os pneus do alemão da Force India perderiam rendimento, uma vez que seu composto se desgastava demais. Foi o que permitiu a Bruno atacar Nico. Na volta 50, a duas do final, o brasileiro da Williams partiu para o ataque e, numa manobra ousada, superou o alemão da Force India. “Foi um resultado suado. O legal que foi uma briga boa, mas limpa”, afirmou o piloto, após o nono lugar. “Nosso ritmo era igual ao de todos eles. Estou satisfeito, porque as coisas estão melhorando e, se conseguirmos largar um pouco mais à frente nas próximas corridas, poderemos pensar em mais pontos.”

Pelo espírito combativo, Bruno deixou uma boa impressão. Todavia, a lição está dada: classificar bem na Fórmula 1 de hoje é mais do que fundamental.

Bruno teve um bom desempenho, mas classificação impediu melhor posição

Bruno teve um bom desempenho, mas classificação impediu melhor posição

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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