Mônaco-2012: Davi Kovalainen bate Golias Button

Kovalainen segura Button nas ruas do Principado

Kovalainen segura Button nas ruas do Principado

A Fórmula 1 celebrou no último domingo o sexto piloto a vencer em seis etapas disputadas na temporada 2012. É um recorde absoluto nos 63 anos de história da categoria. Jenson Button (McLaren), Fernando Alonso (Ferrari), Nico Rosberg (Mercedes), Sebastian Vettel (Red Bull), Pastor Maldonado (Williams) e Mark Webber (Red Bull) já triunfaram em 2012. Outros ainda devem vencer. Mas o GP de Mônaco ficou marcado também por uma disputa que passou um pouco despercebida do público. Pela primeira vez desde a estreia das chamadas “equipes nanicas” (Caterham, Marussia Virgin e Hispania) na Fórmula 1, em 2010, houve um duelo com um gigante. Coube ao finlandês Heikki Kovalainen, da Caterham, o feito.

O momento talvez possa cair no esquecimento, uma vez que Kovalainen sequer chegou à zona de pontuação. Mas o circuito monegasco permitiu uma façanha e tanto para o finlandês, que venceu o GP da Hungria de 2008: segurar ninguém menos que o campeão de 2009, Jenson Button, por incríveis 59 voltas. Da largada à 28ª passagem – quando Heikki entrou nos boxes- e da 39 até a 70ª passagem – instante em que o piloto da McLaren perdeu a paciência com o rival da Caterham -, Jenson ficou colado no carro verde. E sem ultrapassá-lo.

Em alguns momentos, Button sumia atrás de Kovalainen

Em alguns momentos, Button sumia atrás de Kovalainen

Kovalainen sabe que as ruas do Principado foram fundamentais na vitória neste duelo particular. Mesmo assim, o feito não pode ser esquecido. Heikki se colocou numa improvável 13ª colocação após passar ileso na confusão da largada, quando Romain Grosjean (Lotus), Michael Schumacher (Mercedes) e Kamui Kobayashi (Sauber) se tocaram na freada da Saint Devote. O finlandês da Caterham escapou do imbróglio e se viu justamente na frente de Button, que caiu de 12º para 14º.

A partir daí, Kova passou a marcar Button. Todo movimento do piloto da McLaren era vigiado por ele. “Tenho confiança de que posso manter qualquer um atrás de mim. Neste tipo de circuito, mesmo se o outro carro é melhor, isso é possível. É só você se certificar de que consegue ter uma boa saída após cada curva e, então, não havia nada que Jenson pudesse fazer. É assim que funciona”, explicou o finlandês após a prova.

Por 59 voltas, Kovalainen domou Button; triunfo particular do finlandês

Por 59 voltas, Kovalainen domou Button; triunfo particular do finlandês

O campeão de 2009 concordou com o adversário, mas disparou. “Não foi de fato uma luta com Kovalainen. Se você colocar o carro no lugar certo, não dá para passar. Ele se manteve fazendo isso. É um pouco frustrante quando você é bem mais rápido e não pode ultrapassar. Enfim, agora já foi”, lamentou Jenson, que reclamou que Kovalainen cortou em diversas oportunidades a chicane do Porto e não foi punido.

A frustração de Button só aumentou com o tempo. Nem mesmo quando Kovalainen parou nos boxes, na volta 28, o piloto da McLaren conseguiu superar o finlandês. Na volta 39, Jenson foi aos boxes e se deparou de novo com o Caterham de Heikki. Não havia o que o inglês fazer. A partir da volta 60, a pressão do campeão de 2009 se intensificou. O duelo valia o 12º, mas para os dois significava a honra.

“Heikki passou mais tempo olhando para o retrovisor do que para frente. Foi a escolha dele e complicou minha vida”, sintetizou Button, que na volta 70 sucumbiu: na segunda perna do S da Piscina, o inglês perdeu o controle de sua McLaren na freada, rodou e abandonou o GP. “Foi uma corrida divertida até aquele ponto”, observou Kovalainen. “Porém, as dez últimas voltas foram ruins para mim. Não dá para ganhar sempre”, contou o finlandês, que teve o spoiler quebrado num feroz duelo com Sergio Pérez, da Sauber, e foi obrigado a parar nos boxes nas voltas finais. Depois, concluiu o GP de Mônaco em 13º. Não dava para fazer melhor. Mas o show, Heikki garantiu.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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