Bahrein-2012: Di Resta e o conceito de estratégia em Sakhir

Force India celebra sexto lugar de Di Resta: à frente de Alonso e Hamilton

Force India celebra sexto lugar de Di Resta: à frente de Alonso e Hamilton

Paul di Resta viveu um fim de semana iluminado no Bahrein. Foi ali, no rincão do Oriente Médio, que o escocês fez a melhor corrida da carreira na Fórmula 1 até aqui. O sexto lugar conquistado pelo piloto da Force India igualou o resultado obtido no GP da Índia de 2011. Mas em Sakhir, Di Resta foi além: graças a estratégia de sua escuderia, que realizou uma parada de box a menos que as rivais, superou Ferrari e McLaren e liderou uma volta do GP. O mais impressionante foi a regularidade de Paul, apenas o 18º mais veloz da prova barenita – 24 carros formam o grid em 2012.

A espantosa tática de Di Resta começou a ser arquitetada ainda no sábado. O escocês se classificou para o Q3 nos treinos oficiais. Todavia, o piloto não foi para a pista na fase final da classificação, o que o deixou automaticamente na 10ª posição do grid. Tudo por conta do conceito de estratégia: poupar pneus e suprimir uma troca no domingo. A tática estava traçada. Se iria dar certo, só o domingo iria responder.

Na largada em Sakhir, porém, perdeu duas posições. Na volta 2, partiu para cima de Bruno Senna (Williams), assumindo o 11º lugar. A próxima vítima de Di Resta foi Sergio Pérez (Sauber). A ultrapassagem sobre o mexicano na volta 4 rendeu o 10º posto ao escocês. De volta à posição original, o piloto da Force India aguardava o momento de dar o pulo do gato: em breve, seria iniciada a sessão de parada de boxes para todos – exceto para ele, que estendeu ao máximo sua permanência na pista.

O escocês liderou uma volta do GP do Bahrein graças a estratégia de seu time

O escocês liderou uma volta do GP do Bahrein graças a estratégia de seu time

As paradas tiveram início na volta 8. Felipe Massa (Ferrari) e Nico Rosberg (Mercedes) foram ao pit. Di Resta era oitavo. Na passagem seguinte, Jenson Button (McLaren) se encaminhou ao pit. Paul era o sétimo. Na volta 10, Lewis Hamilton (McLaren), Mark Webber (Red Bull) e Fernando Alonso (Ferrari) fizeram a parada. O escocês subiu para quarto. Na sequência, Romain Grosjean (Lotus) foi aos boxes. O piloto da Force India era o terceiro.

Na volta 12, o ápice: Sebastian Vettel (Red Bull) e Kimi Raikkonen (Lotus) seguiram para o pit. Paul di Resta liderava uma prova. Pela primeira vez na vida, o escocês ponteava um GP. Foram 5,4 km, o suficiente para torná-lo o 162º piloto a ficar na primeira posição na Fórmula 1. Na 13ª volta, o sonho acabou: Vettel superou o piloto da Force India. Na volta 14, Grosjean passou Paul. Era a hora de ir aos boxes.

Estender a parada até a volta 15 fez com que Di Resta adotasse um ritmo à parte dos adversários. O escocês era mais lento. Mas a regularidade o colocou em condições de figurar no top 5 de Sakhir. Seu segundo e derradeiro pit stop ocorreu 19 voltas depois do primeiro pit stop – na volta 34. Na 38ª volta, quando todos os pilotos já haviam realizado a terceira parada, Di Resta era o quinto.

Paul na frente de Button: sexto lugar é o melhor resultado da carreira até aqui

Paul na frente de Button: sexto lugar é o melhor resultado da carreira até aqui

Atrás de Paul, estavam Rosberg, Button, Alonso, Hamilton e Massa. Cinco pilotos com equipamentos superiores. Na base de vontade pura, o escocês segurava os rivais como podia. Apenas o filho de Keke Rosberg passou por Di Resta. Os pilotos de Ferrari e McLaren sucumbiram à missão de bater o piloto da Force India. Apesar da pressão de Alonso, Paul assegurou o sexto lugar. Graças a muita perícia e ao conceito de estratégia.

“O resultado de hoje (domingo) foi muito bom para a gente. A equipe fez um trabalho incrível em todo final de semana, a estratégia deu certo e as paradas nos boxes foram perfeitas. Nós sabíamos que seria uma grande dúvida se seria possível fazer apenas duas paradas e tive um final de prova muito agitado porque meus pneus já tinham completamente se desgastado na última volta”, declarou Di Resta após o GP.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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