Ricciardo: a hora da verdade

Daniel Ricciardo em ação nos treinos do GP da Austrália

Daniel Ricciardo em ação nos treinos do GP da Austrália

Ele nasceu em 1989, na litorânea cidade de Perth. Deixou a Austrália e foi atrás do sonho de ser piloto de Fórmula 1. Nada mais natural para um potencial campeão do que seguir os passos dos compatriotas Jack Brabham, Alan Jones e Mark Webber e ganhar o mundo. Foi o que Daniel Ricciardo fez: deu adeus à ilha-continente e partiu em busca das pistas mundo afora.

Ricciardo tinha 17 anos quando começou a correr no exterior. Fez provas de Fórmula Ford e de Fórmula BMW na Ásia, num primeiro momento, e na Europa. O australiano sabia: se queria ser alguém no automobilismo, tinha que desfilar pelo Velho Mundo. E assim o fez. Em 2007 e 2008, consolidou-se em solo europeu com boas apresentações na Fórmula Renault. Os bons momentos o levaram, no meio de 2008, para a sonhada Fórmula 3 Britânica.

Era o trampolim definitivo para o jovem piloto. Após se adaptar à categoria em 2008, Ricciardo correu na equipe Carlin em 2009. Num time forte, fez história: foi o primeiro australiano campeão da Fórmula 3 Britânica desde David Brabham, em 1989. O título transformou Ricciardo em um potencial piloto de Fórmula 1. Em 2010, fez a temporada da Renault World Series, onde ressaltou seu talento e foi vice-campeão.

Naquele momento, já estava atrelado à Red Bull. Todavia, com as vagas da Red Bull Racing e da Toro Rosso preenchidas, Ricciardo acabou sendo alçado a terceiro piloto da equipe satélite da marca de bebidas energéticas. Mas a oportunidade de estrear apareceu ainda em 2011 – não da forma que o australiano queria: na Hispania. Ano passado, Ricciardo fez 11 provas na pior equipe da Fórmula 1, e teve como melhor resultado o 16º lugar no GP da Itália.

A experiência pode ter sido sofrível, mas lhe valeu a chance na Toro Rosso. Ao lado do francês Jean-Eric Vergne, Ricciardo forma a dupla mais jovem do grid de 2012. Após tantas voltas que o mundo deu, o australiano tem a grande oportunidade de se firmar na categoria máxima do automobilismo. E o primeiro passo será justamente onde tudo começou: na Austrália.

Nesta sexta, ele brilhou nos treinos livres, sendo o sétimo mais veloz do dia, ficando à frente de campeões como Kimi Raikkonen (9º) e Sebastian Vettel (11º). Se vai vingar, só o tempo vai dizer; mas que o início de Ricciardo num time médio foi promissor, não resta dúvida.

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Sobre contosdaf1

Desde 1981, um amante de automobilismo. E veio desde o registro, quando no cartório seu pai foi questionado se queria colocar o nome "Willians" no garoto. "Esse é o nome de uma escuderia. Pode dar problema para ele no futuro", disse a escrivã. Hoje em dia, a equipe Williams voltou a se destacar, enquanto o menino segue o destino. Jornalista, nascido em Santos, cobriu os GPs do Brasil de 2005 a 2009 em Interlagos pelo jornal A Tribuna. Acompanha a Fórmula 1 religiosamente desde 1986. Pretende fazer isso até seus últimos dias. Afinal, o faz desde o primeiro.
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